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Senhor Jesus

A raiz dos justos

janeiro 8, 2018 0 comentários

“O homem não se estabelece pela perversidade mas a raiz dos justos não será removida.” Provérbios 12: 3

Em um mundo tão materialista um dos desafios do peregrino celestial é permanecer firme em suas crenças como que “vendo o que é invisível.” Quando olhamos para uma árvore frondosa cheia de frutos, geralmente nos esquecemos que são as suas raízes que garantem sua fixação e estabilidade, e, principalmente, a absorção dos nutrientes, água e potássio que irão garantir sua beleza. Geralmente escondidas debaixo da terra é a raiz, e não os frutos, que garantem a vida.

Da mesma forma, as bases da nossa vida determinarão quais serão as fontes de onde tiraremos nossa energia vital. É através das nossas raízes que obteremos a seiva necessária para a sobrevivência. Na parábola do semeador, o Senhor Jesus usa a figura de um solo rochoso cuja a raiz não pode se aprofundar para nos alertar dos perigos do desânimo diante das perseguições e escândalos. Sem uma raiz firme, não haverá frutos sadios porém: “ser for santa a raiz também os ramos o serão” (Rm 11:16).

Mais uma vez a história de Davi se destaca em meus pensamentos. Como foi possível a Davi suportar tamanha pressão e opressão durante seus anos como um fugitivo do insano rei de Israel? Para escapar da morte diante de um outro rei, agora filisteu, Davi se passa por doido babando em sua barba, arranhando portas e contorcendo suas mãos (I Sm 21:13). Sua popularidade aumentou com as pessoas menos desejadas do povo de maneira que Davi se fez chefe de “todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito” (I Sm 22:2).Quem olha para ele não poderia imaginar que uma “árvore tão seca e com nenhum fruto” poderia ter uma raiz tão forte. Davi encontrou em Deus sua fixação e seu local de absorver os nutrientes necessários para prosseguir. Até chegar o momento em que a primavera chegou e ele passou a dar muito fruto. Qual era o segredo de Davi? O próprio Senhor responde: “Eu, Jesus, sou a raiz de Davi” (Ap 22:16).

O imediatismo em que vivemos nos inclina a buscarmos atalhos para demonstrarmos para os outros frutos que nos faltam. Nossas raízes tentam se fixar em solos pobres das coisas profundas de Deus e, como conseqüência, temos muita folhagem mas pouco fruto do Espírito: “árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas” (Jd 13). Não experimentamos uma vida plena de comunhão fraternal uns com os outros porque tememos que descubram que, por detrás da nossa linda folhagem, não existem frutos. Selamos então um pacto de mediocridade recíproca aonde eu não critico suas raízes e vice-versa e nos contentamos com a fachada pseudo-piedosa que traz uma aparência religiosa para as nossas vidas porém nossas raízes continuam absorvendo as coisas do inferno, da carne e do mundo. “vendo Jesus uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti” (MT 21:19).

João Batista advertia ao povo: “Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mt 3:10). Toda raiz profana será cortada pelo próprio Senhor Jesus. Entendermos hoje que “o amor do dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm 6:10) será um bálsamo para todos os peregrinos que anelam experimentar uma vida liberta do veneno mortal da vaidade e das ambições humanas. Abandonemos a perversidade e estendamos nossas raízes para os mananciais de vida de Deus sabedores de que, a raiz dos justos, jamais poderá ser removida.

“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde, e no ano de sequidão não se perturba nem deixa de dar fruto.” Jeremias 17:7,8

Tempestades

dezembro 27, 2017 0 comentários

“Fez-se no mar uma grande tempestade e o navio estava a ponto de se despedaçar (…) Jonas porém havia descido ao porão e se deitado: e dormia profundamente” Jonas 1:5

“Eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.” Mateus 8:24

São duas histórias de aparente semelhança…são dois barcos em águas bravias. São dois homens dormindo tranquilamente no barco enquanto a tempestade aterroriza aos demais tripulantes. São dois profetas de Deus cada um enviado para uma missão. Porém, quando descobrimos o contexto, as histórias se distanciam com evidentes resultados…

O profeta Jonas ao desobedecer uma instrução clara de Deus negou seu chamamento, negou sua vocação, negou a soberania e a vontade de Deus. Tentou “fugir da presença” D’Aquele que está em todo lugar. Tentou mudar a direção de seus caminhos. Estar longe de Deus era a sua real intenção. Por outro lado temos o Senhor Jesus – por ser o verbo encarnado Ele era, é, e sempre será, a exata expressão do Pai, a absoluta fiel testemunha de Deus. Enquanto a missão de Jonas era a de anunciar a condenação a uma cidade promíscua, a missão do Senhor Jesus era a de anunciar a salvação da humanidade pelo seu próprio sacrifício pagando o preço exigido pela Justiça de Deus. “ e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas” Cl 1:20.

Dois homens dormindo mas como eles são diferentes! Um traz o repouso inerte, quase mortal, gerado pela desobediência. A imobilização recebida como o salário do pecado. O outro dorme o descanso dos justos. Usufrui do repouso de Deus apesar do cenário contrário. Dorme em paz por saber que, apesar do tamanho das ondas, nada deveria temer. Um, ao despertar se acovarda. O outro enfrenta a situação com serenidade e autoridade. Um traz a tempestade. O outro termina com ela.

Não devemos confundir o sono do pecado com o sono da obediência. Se por fora eles aparentam estar descansando por dentro apenas um realmente está em paz. Como é possível experimentar o descanso ao meio à tempestade? Como é possível encontrar o repouso sabendo que, logo adiante, encontraremos com o Gólgota – o lugar da caveira? Apenas Deus pode nos dar da “paz que excede todo o entendimento” (Fp 4:7). Ela não é produzida pelas circunstancias ou pelas nossas emoções mas é produzida unicamente pela obediência irrestrita à Sua soberana vontade.

Todos nós passaremos por tempestades, isso é certo. Estar em Cristo é estar com Ele no mesmo barco. E quando O Senhor dos Senhores abrir a sua boca toda tempestade terminará: bonança, paz, consolo, descanso e vitória substituirão os trovões, as trevas e o agitar das ondas. Estar no barco sem Cristo é desesperança, perdição, loucura, aflição, tristeza e dor sem fim.

Estar em Cristo fará toda a diferença no final da nossa história. Qual será o nosso destino? A bonança ou o ventre de um grande peixe? Faça a sua escolha.

“E Jesus despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança.” Marcos 4:39

Sobre Deus – Parte II

agosto 2, 2010 0 comentários

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito.” I Coríntios 2:9,10

Na última postagem ponderei sobre a minha crença de que existe um verdadeiro e único Deus. A principal característica que determina a existência de tal pessoa é a sua capacidade de auto-existir sem depender de nada ou de ninguém. Ele é aquele que diz “haja luz” antes mesmo de criar as estrelas no céu (Gn1). Para provar ao rei Ezequias a veracidade de Sua promessa Ele muda a rotação do planeta alterando as leis da gravidade e da física que conhecemos (e as que não conhecemos) e retrocede o relógio de Acaz em 10º (II Rs 20:11). Quão grande são as suas obras! De todas, entretanto, a maior de todas obras foi a de entregar o seu Filho como sacrifício remidor e eterno para que o homem pudesse ter acesso irrestrito e legitimo à Sua presença.

Quando o verbo se fez carne e habitou entre os homens (Jo 1:14) uma revelação foi dada a nós: Deus tinha um filho gerado da sua própria substância! Assim como o Pai, o filho também auto-existia “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (Jo 5:26). Como um Pai amoroso, Deus concedeu a esse filho todas as coisas: “Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1:16,17). Mais uma vez Deus desejou dar sinais e provas que Seu Filho não era um homem qualquer, Ele entrou na terra nascendo de uma virgem e saiu ressuscitando da morte. Pense a respeito. Quantas pessoas que andaram por essa terra possuem uma história semelhante a essa? Porém, isso ainda não é o mais impressionante.

Quando o Filho iniciou seu ministério publico Ele passou a declarar que estava na terra obedecendo um chamado do Pai: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:39) e “não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse” (Jo 7:28). O Homem-Deus havia nascido com um propósito estarrecedor – reconciliar o homem com Deus Pai através da sua morte. “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (MT 16:21). Que obra inacreditável que esse Deus fez em nosso favor! Porque essa obra ultrapassa a barreira do poder – essa obra toca no mais intimo do Seu amor. O Filho foi a oferta e também o ofertante que apresentou ao Deus Pai o sacrifício perfeito e eterno em favor de todos os homens. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (II Co 5:18).

Como andar por essa terra sem conhecer a História das histórias? Jesus Cristo deve ser, para todo o sempre, o motivo dos meus cânticos, da minha alegria, da minha esperança da minha obediência, da minha devoção e do meu amor. Ele é o caminho que nos levou até Deus. Ele é o grande herói da humanidade.

Olhos não podem ver nem ouvidos podem ouvir tamanha obra. Mas aprouve a Deus enviar o Espírito Santo para iluminar os nossos espíritos e abrir os nossos olhos da fé. Apenas o Espírito de Deus pode nos revelar àquilo que é espiritual. Muitos andam por aí buscando “novas revelações” ou “mistérios” que apenas “iniciados” ou “sensitivos” conseguem penetrar. Mas haverá maior mistério do que este? Será que existe um outro tema mais importante em que o Espírito Santo se ocupe em nos revelar? Não desperdice o seu tempo com outras coisas. Quem vê o Filho vê a Deus.

Jesus Cristo é a mensagem do Espírito Santo, a glória do Pai e a salvação dos homens.

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” ” I Coríntios 2:12

A invasão

julho 27, 2010 0 comentários

“Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.” Salmos 136:1

Meus pensamentos insistem em meditar Naquele que sempre existiu. Mas assim como é mencionado em Jó que, por mais que coloquemos toda a nossa atenção, esforço e tempo em conhecer mais a Deus, a única conclusão que podemos tirar é: “eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele!” (26:14 ). Falar sobre Deus, na esfera da razão, é tão raso e tão inatingível que seria melhor gastarmos o nosso tempo ouvindo uma criança de cinco anos comentar sobre o que ela pensa a respeito de física nuclear, nanotecnologia ou o projeto genoma.

Uma das barreiras mentais que temos é pensar que existem pedidos mais fáceis ou mais difíceis para Deus. Nós como criaturas limitadas não conseguimos avaliar nada de outro modo. Intuímos que, pedir para um padeiro fazer um pão ou uma professora de matemática resolver uma equação de primeiro grau, sejam pedidos fáceis de se realizarem. Pedirmos que alguém salve um paciente com câncer já seria considerado um pedido difícil por ser uma situação que extrapola a vontade humana. Porém, pedir para que um homem bata os braços e saia voando como um pássaro será considerado um pedido impossível tendo em vista as leis da física que recaem sobre nós. Mas com Deus não é assim. Não há limites ou impossíveis para Ele. Nada pode extrapolar o seu domínio. Não existe para Ele alguma coisa que seja mais “difícil” ou mais “fácil”. Criar uma galáxia, parar o planeta terra, andar sobre as águas ou nos dar o pão de cada dia estão absolutamente na mesma esfera de possibilidades para Deus.

 

Os relatos da Bíblia nos revelam um ser acima de toda lei da matéria. Andar sobre as águas, transformar água em vinho ou multiplicar peixes são fatos que não podem ser explicados fisicamente. Pensando nesses aspectos, o Deus da Bíblia é exatamente como um Deus deveria ser: absolutamente Onipotente, Onipresente e Onisciente. Ele é o único ser auto-suficiente de maneira que não depende de ninguém ou de nada para existir.

 

Creio que existe esse Deus. E também acredito que é do Seu interesse revelar-se às suas criaturas para que elas O conheçam e O sirvam. Porém, como Ele é Espírito (João 4:24) Ele se revela ao homem no espírito. De maneira que aqueles que tiveram seus espíritos iluminados e viram a Deus toda a sua vida é transformada. É como dizem: “Para quem não crê em Deus nenhuma explicação é o suficiente. Para quem crê em Deus nenhuma explicação é necessária.”

 

Se o primeiro passo é crer que existe um único e soberano Deus, o próximo passo é conhecer seus pensamentos e suas leis morais para suas criaturas. Descobrimos então que Ele “habita em uma luz inacessível a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver (I Tm 6:16)”. Seus padrões são tão elevados e sua santidade é tão inalcançável que criatura alguma poderia O satisfazer. O que fazer então? Qual é a resposta do homem para agradar a um Deus que é tão grande em poder quanto grande em santidade?

 

Já não é necessário o homem inventar respostas. O próprio Deus providenciou um grande plano de resgate para a raça humana. Há 2000 anos atrás Ele invadiu esse planeta como um homem e marcou para sempre nossa história. Seus atos heróicos serão para sempre celebrados por aqueles que conheceram não apenas a Sua grandeza mas também a Sua salvação.

“Porque ainda que há também alguns que se chamem de deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e senhores, todavia para nós há um só Deus e Pai de quem são todas as cousas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as cousas, e nós também por ele.” I Coríntios 8:5,6

Escolhendo o nosso Rei

abril 21, 2010 0 comentários

“Tomará o melhor das vossas lavouras e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e o dará aos seus servidores. As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens e os vossos jumentos, e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá.” I Samuel 8:14 – 18

Quando o povo de Israel pediu um Rei eles não pensaram nas muitas conseqüências: eles rejeitaram o governo de Deus. Eles desejaram imitar a organização das nações gentílicas sem analisarem o alto preço que pagariam.

No texto acima vemos Deus fazendo uma longa advertência ao Seu povo dizendo da responsabilidade na escolha de um rei. Estudando um pouco sobre a estrutura econômica e política de Israel podemos perceber que a maioria do povo vivia em grande pobreza enquanto que o rei e sua corte viviam de modo regalado e confortável. Deus nunca acompanhou tal pensamento e várias vezes condenou tal cenário em Israel. Isso poderia ser comum e aceitável entre as nações pagãs mas não entre o povo de Deus.

Fico pensando em quais lições espirituais podemos aplicar para a Igreja hoje. Será que estamos “coroando “ alguns homens para serem “reis” sobre nós? Será que não temos dizimado nossos dons, talentos e bênçãos espirituais para esses homens? Será que era para ser assim: nossas reuniões, nosso ministério, nossa vida cotidiana? Será que muitos não têm ficado empobrecidos para que poucos se enriqueçam? Assim como a monarquia rejeitou o governo divino será que o sistema clerical desenvolvido pelo cristianismo ao longo da historia também não tem feito o mesmo? Qual o rei que devemos escolher então? Interessante a profecia feita sobre o futuro rei de Israel feita ainda em Deuteronômio 17. Ali, nos é predito sobre o que Deus esperava do seu ungido: “ele não multiplicará para si cavalos. Tão pouco para si multiplicará mulheres, nem multiplicará para si prata ou ouro.” Finalmente podemos ver o verdadeiro caráter do soberano Rei. Nenhum rei de Israel cumpriu tal profecia. Até mesmo o servo Davi inclinou seu coração para as mulheres, riquezas e poder. Essa profecia se cumpre apenas em Cristo, aquele que tem apenas uma noiva – a sua Igreja. Aquele que se fez pobre para nos enriquecer. Aquele que se despiu de sua glória para nos vestir com vestes de salvação.

Apesar de toda contra-cultura que insiste que coroemos homens para reinarem sobre nós, precisamos nos levantar contra toda tirania humana e proclamarmos que o Senhor Jesus, e apenas Ele, é o nosso soberano Rei.

“O Senhor será Rei sobre toda a terra, naquele dia um só será o Senhor e um só será o Seu nome” Zacarias 14:9

Herói

julho 24, 2006 0 comentários

O verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” João 1: 14

Assisti ao novo filme do Super-homem. Saindo do cinema, eu e minha esposa ficamos discutindo sobre o ideal de perfeição que o super-homem inspira em todos nós. Seus poderes são tão incríveis. Ele é capaz de tantas coisas fantásticas: poder voar, ter visão de raio-x, raio laser, super-força e tantos outros atributos que enchem os nossos olhos.

Conversando com a minha esposa não pudemos deixar de pensar na vida de nosso Senhor Jesus. Quando o Deus eterno,, o ser supremo, o motivo de toda a criação veio a esta terra, Ele não apareceu como um super-homem voando com uma capa. Ele não se apresentou como um alienígena de outro planeta que se difere dos homens; antes pelo contrario, “assumiu a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens, e, reconhecido em figura humana” (Fp 2:7). Através dos evangelhos, a Bíblia retrata a fantástica história do maior homem que pisou sobre essa terra. Mas, ao contrário dos super-heróis criados pela imaginação humana, a Bíblia nos fala de um homem extraordinariamente acessível e comum. O Senhor teve que trabalhar e foi reconhecido pela sua profissão de carpinteiro (Mc 6:3). O Senhor teve fome (Mt 4:2), teve sede (Jo 19:28) e dormia (Lc 8:23) como qualquer ser humano normal. O Senhor chorou ao ver o ambiente de tristeza pela morte de Lázaro (Jo 11: 35) e chorou quando chegou em Jerusalém (Lc 19: 41). Quando seus discípulos regressaram das cidades que foram enviados, o Senhor Jesus exultou (Lc 10:21). Não se privava do convívio social, pelo contrário, chegou a ser acusado de glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores (Mt 11:19). Impressiona-me a humildade do Senhor: curou enfermos, deu visão aos cegos, ressuscitou mortos, alimentou às multidões, e, mesmo assim, nunca pediu qualquer reconhecimento por isso. Seus inimigos, o perseguiram incansavelmente, inventaram mentiras, subornaram pessoas, influenciaram o povo para crucificá-lo. E qual era a resposta do Senhor? Pedro, um dos discípulos mais próximos do Senhor, diz: “quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (I Pe 2:23). A vida do Senhor Jesus trouxe essa estranha pergunta aos seus discípulos; como é que o Cristo, o messias prometido, poderia ser tão manso, tão humilde e tão simples? Em uma situação, quando uma pequena aldeia samaritana não quis receber o Senhor, seus discípulos desejaram que caísse fogo do céu para destruir tais incrédulos. A resposta do Senhor é tão surpreendente quanto reveladora: “o filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lc 9: 51-56). O herói idealizado pelo homem é diferente de Deus.

Fico pensando se o Senhor Jesus fosse como o super-homem: quem de nós poderia voar ou usar a sua super-força? Qual homem poderia sonhar em ser como Ele? O Senhor Jesus fez coisas incríveis e sobrenaturais, porém todo o seu poder vinha de Deus e não dele mesmo. “o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai” (Jo 5:19). Ele mostrou ao homem comum como deveria ser a vida comum de um homem de Deus. A vida do Senhor Jesus não é apenas para ser estudada e admirada, mas também para ser vivida. A sua simplicidade, humildade e suas obras deveriam acompanhar a vida de todos os seus seguidores: “aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará” (Jo 14:12).


Quem se compara ao Senhor Jesus? Além de ter salvado a humanidade, Ele ainda nos encoraja e capacita a sermos como Ele é. Quando olhamos para a vida de seus apóstolos, conseguimos perceber como eles foram transformados em “super-homens” também. Se quando eu era criança eu ficava sonhando com os heróis das revistinhas, hoje, ao conhecer o Rei do Universo e o Salvador da humanidade posso finalmente dizer que encontrei o meu herói.

“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém os arrebatará da minha mão.” João 10:28

Famoso Desconhecido

julho 17, 2006 0 comentários

Tenho um irmão que vive nos EUA. Já se passaram sete anos que ele se mudou para lá. Às vezes eu fico pensando nele e em tudo que vivemos juntos: nas brincadeiras, nas brigas, nas conversas antes de dormir, nas confissões e nos pequenos gestos que nos faziam cúmplices em muitas coisas. Lembro-me dos seus conselhos e de como compartilhávamos nossas experiências. Principalmente para mim, caçula de quatro filhos, era muito importante aproximar-me do meu irmão e ouvi-lo. Era muito importante tê-lo por perto.

Devido à distância, nosso relacionamento esfriou. Não pudemos confidenciar sentimentos diante de tantas coisas marcantes que aconteceram em nossas vidas ao longo desse tempo. Isso fez com que eu me apegue mais as coisas passadas do que no agora. Eu o tenha mais vivo no meu passado do que no meu presente. Conheço tanto dele, mas ao mesmo tempo, já não o conheço mais. Ele se tornou para mim um famoso desconhecido. Alguém que tenho uma profunda ligação emocional, porém não tenho um relacionamento constante que me faça conhecê-lo melhor.

Infelizmente experimento esse tipo de sensação na minha vida cristã. Por vários motivos eu acabo me afastando do Senhor Jesus e o meu relacionamento com Ele esfria. Nessas horas, tento eternizar momentos e vitórias do passado como se eles pudessem consolar-me das derrotas do presente. Tento buscar algum consolo no passado lembrando dos dias em que o relacionamento era vivo e real. Temo que o Senhor Jesus se torne um famoso desconhecido em minha vida. De que me adianta saber tantas coisas sobre sua vida, sobre seus mandamentos, sobre sua história se eu estiver afastado D’Ele? Eu quero que Ele participe de todas as coisas do meu cotidiano. Desejo ouvi-lo ao longo do meu dia. De senti-lo bem próximo de mim em todo o tempo.

Sei que usar como exemplo um relacionamento humano é imperfeito. O Senhor nunca se afasta ou viaja. Seu temperamento nunca oscila, Ele não muda (Hb 13:8). Não posso me desculpar: a falha estará sempre em mim. Não devo esmorecer em minha busca por conhecê-lo. O maná de ontem não serve de nada para hoje (Ex 16:19-20). Preciso buscá-lo hoje com todas as minhas forças como se fosse a primeira ou a última vez. Que benção! Não preciso pegar um avião para encontrá-lo. Posso buscá-lo dentro do meu quarto com a roupa que eu estiver vestindo e na hora que eu quiser. Ele está sempre disponível, 24 horas, 7 dias da semana. Não tira férias nem se cansa de mim. Ele anela pela minha oração, não despreza os meus pedidos e nem desconsidera a minha ansiedade.

Agradeço a Deus por tão grande amor. Agradeço pela sua fidelidade e misericórdia. Agradeço por desejar ser meu amigo. Apesar de me conhecer profundamente, ainda assim quer conviver comigo. Como é bom saber que, ainda neste dia, poderei desfrutar da sua presença mais uma vez.

“Se um homem repudiar a sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura, aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim diz o Senhor.” Jeremias 3:1

Resistência ou Aliança?

maio 25, 2006 0 comentários

Semana passada assistimos com perplexidade a onda de violência que assolou o Estado de São Paulo. Em 5 dias, 251 ataques a alvos policiais e civis com saldo de 132 mortos e 115 feridos. Agora, após uma possível normalidade, existem rumores que o estado fez um acordo com o PCC (facção criminosa que assumiu os atentados) para o fim dos ataques.
A oposição tem criticado a possível negociação entre o estado e o crime organizado, enquanto isso, o governo nega qualquer tipo de acordo apesar do comandante-geral da PM admitir conversas entre as partes. Dá-se a sensação do famoso dito popular: “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

Uso como pano de fundo essa aliança anômala entre o estado e o crime organizado, para ilustrar uma aliança ainda mais estranha que já perdura por séculos: a igreja e o dinheiro. Deixo bem claro que o dinheiro em si é uma coisa neutra. Várias vezes na palavra de Deus o dinheiro é mostrado como uma importante ferramenta da obra de Deus e abençoando a igreja. Cito apenas alguns textos como exemplo: (At 2:45, 11:29-30, Rm 15: 26, II Co 9:12-15, Fp 4: 15-16).

Porém, a Palavra de Deus é clara ao dizer que: “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” (I Tm 6:10). Em Mateus 6:24, o Senhor Jesus chegou a denominar as riquezas como sendo um deus (Mamon). Ele diz claramente: “ninguém pode servir dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e à Mamon.”


Ao estudar um pouco a história do cristianismo, não tenho dúvidas ao afirmar que o cristianismo optou em fazer uma aliança com Mamon ao invés de resisti-lo. A submissão ao deus Mamon tem tornado muitos de nós escravos de um cruel tirano. Andamos ansiosos pelo dia de amanhã, buscamos as mesmas coisas que os gentios buscam (Mt 6: 31 – 34). Não aprendemos a ter uma vida simples e grata (I Tm 6:8). Tornamos-nos avarentos porque sempre queremos mais (Hb 13:5). Acumulamos tesouros nessa terra o que contraria diretamente as ordens do verdadeiro Deus (Mt 6:19).

Quando o Senhor Jesus foi tentado no deserto, Satanás ofereceu-lhe a glória desse mundo em troca da sua adoração. O Senhor, não aceitou qualquer tipo de aliança antes o resistiu confessando que apenas o Deus Pai merece toda adoração.
Penso em minha vida. Em como sou seduzido diariamente pela vaidade do cotidiano. Em como a minha alma deseja fazer alianças com esse mundo. Ao fazer um balanço, tento diagnosticar onde está o meu tesouro – porque sei que ali estará o meu coração. Tento perceber quais são as minhas ambições, planos e desejos. O que tenho feito com o meu tempo e como tenho administrado minhas finanças.

Ao final de minha jornada, junto com milhões de outros peregrinos, chegarei à cidade santa. Ali, andando em uma cidade toda de ouro, cuja as portas são pérolas e suas muralhas são adornadas com toda espécie de pedras preciosas, poderei declararar, que o Cordeiro é o meu maior tesouro.

Senhor, abra os meus olhos para que eu o veja assim, hoje. Para vergonha de Mamon e para louvor do Teu Santo Nome.

“… pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e repartir, que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.” (I Tm 6:18 – 19)