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Como nos dias de Noé

novembro 21, 2017 0 comentários

“Pela fé Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.” Hebreus 11:7

Na última conferência bíblica que participei, um dos preletores compartilhou sobre os últimos acontecimentos globais e os relacionou com as profecias do livro de Daniel. Como é natural de acontecer em um assunto tão palpitante o tema logo tornou-se o centro em todas as rodinhas de conversas. Irmãos que geralmente tiram um cochilo durante as reuniões estavam com os olhos arregalados prestando o máximo de atenção em tudo o que se ouvia, afinal de contas, ninguém queria perder nenhum detalhe sobre os novos pactos da União Européia com Israel e o desenrolar dos acontecimentos nestes últimos tempos.

Sabemos que existem bênçãos garantidas pelo Senhor para aqueles que lêem e guardam as palavras da revelação final (Ap 1:3, 22:7). Mas assim como não faz sentido uma pessoa sair de casa sem guarda-chuva ao ver relâmpagos e ao escutar trovões, também as nossas vidas demonstrarão, através dos nossos hábitos, se tais informações sobre o fim desta era foram assimiladas pela fé no nosso espírito ou se tudo não passa de uma curiosidade racional.

Noé parece ser uma figura emblemática para nos ensinar a diferença entre o conhecimento teórico e o conhecimento objetivo. Ele não apenas foi “divinamente instruído sobre acontecimentos que não se viam” mas, principalmente, Noé era “temente a Deus”. Desde o momento em que Noé entendeu que viria um juízo sobre os habitantes da terra, sua vida mudou radicalmente e objetivamente. Ele passou a ter uma vida completamente diferente do restante do mundo. Enquanto todos os demais se preocupavam com as coisas normais dessa vida, Noé passou a investir naquilo que Deus lhe havia revelado. Enquanto todos o taxavam de louco, dia apos dia Noé foi construindo a sua salvação. Acredito que a vida de Noé impressionou bastante o apóstolo Pedro. Ele menciona Noé em suas duas cartas e o chamou de “o pregador da justiça” (II Pe 2:5). À medida que aquela arca era erguida Noé pregava a justiça de Deus que sobreviria sobre toda a terra apesar de toda perplexidade que surgia entre os incrédulos. Ele não precisava abrir a sua boca, sua vida e os seus hábitos proclamavam com mais força do que qualquer palavra.

As conclusões que eu tiro parecem óbvias: se cremos que em breve – “os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem” (II Pe 3:10) – não deveríamos estar preparando a nossa arca a despeito do que os habitantes desse mundo pensem ou digam? Não deveríamos ouvir mais as advertências divinas do que os conselhos de pessoas “obscurecidas de entendimento e alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem pela dureza de seus corações” (Ef 4:17)?

Devo carregar a minha cruz – cuja a madeira da arca é uma figura – e aceitar com paciência o tempo da minha peregrinação até que venha o Senhor. Se a minha vida, meu vocabulário, meus hábitos, meus costumes não exercerem o papel de “pregadores da justiça” de nada valerá meu conhecimento escatológico. Quando esse mundo decretar que sou uma pessoa louca e fora da realidade então saberei que a minha sanidade espiritual estará proclamando os decretos do Altíssimo.

Olhe para cima e veja como o céu já está escuro. E que, em muito em breve, começará a chover.

“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39

Colírio

junho 14, 2006 0 comentários

“Aconselho-te que de mim compres (…) colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas.” Apocalipse 3:18

Na minha primeira experiência em dirigir em estrada, aconteceu uma situação patética. Estávamos voltando do Rio de Janeiro quando, ao entrarmos em um túnel, me desesperei. Não estava conseguindo enxergar nada à minha frente. Fui diminuindo a velocidade do carro e disse para o meu pai o que estava acontecendo. “Meu filho – disse meu pai sem se exaltar – tire seu óculos escuro e você enxergará melhor”.

Ao falar da época da vinda do Senhor, a Bíblia a compara ao final de uma noite em que os peregrinos aguardam ansiosamente o nascimento do Sol da Justiça (Malaquias 4:2). “Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz” exorta o apóstolo Paulo aos romanos. Pedro também fala do nosso dever em guardarmos as profecias como “a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações” (II Pedro 1:19).

O sono e a escuridão antecederão a vinda do Senhor. A necessidade de vigilância é ainda maior nas últimas horas da noite. Quando falamos em óculos escuro logo pensamos em férias, tranqüilidade e de um belo dia de sol. Porém o seu uso em um ambiente de trevas é inconcebível. Isso porque ele só trará mais escuridão. Ficaremos confusos, faltará sabedoria para discernirmos o tempo. O Senhor aconselha a sua igreja em Laodicéia a comprar colírio para que pudessem ver. Ao comprar, eles deveriam pagar um preço. E isso é um dos pontos que nos faz recuar na caminhada cristã: não desejamos ter qualquer tipo de custo. Queremos viver um cristianismo barato que não traga sacrifícios para a nossa vida. Preferimos usar óculos escuro mesmo que seja durante a noite.

Não tenho colocado a questão do óculos escuro representando o pecado. Creio que é mais sutil do que isso. Porque o óculos em si não é a questão, mas sim o seu indevido uso durante a noite. Algumas vaidades, pequenos luxos, concessões, amizades e hábitos podem estar escurecendo a nossa visão. São as pequenas raposas que destroem o vinhedo (Cantares 2: 15).

No atual momento da história da humanidade, tirar o óculos já não é o suficiente. A igreja deve pagar o preço e comprar colírio a fim de poder enxergar. Não estamos de férias aproveitando um belo dia de sol. O período mais negro da história da humanidade se aproxima rapidamente. A besta receberá adoração de todos os que habitam sobre a terra (Apocalipse 13:8), pelejará contra os santos e os vencerá (Apocalipse 13:7) e blasfemará contra Deus difamando os que habitam no céu (Apocalipse 13:6). Não é estranho dormirmos em um momento em que o Senhor nos ordena vigiar?

O nosso descanso chegará em breve. O Sol já desponta no horizonte. Não durmamos justamente agora.

“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim como sábios, remido o tempo porque os dias são maus.” Efésios 5:14 – 16

Atalaia de Deus

junho 10, 2006 0 comentários
 “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas (…) Ora, ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21:25,28

Todos nós somos indesculpáveis diante de Deus. Nenhum homem poderá dizer diante do Tribunal do Trono Branco que não teve oportunidade em conhecer o verdadeiro Deus. “Porque os atributos invisíveis de Deus assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade claramente se reconhecem desde o principio do mundo sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas (…) porém o homem desprezou o conhecimento de Deus” (Romanos 1:20,28).

A natureza sempre foi uma testemunha poderosa em declarar a existência de Deus e o seu poder. “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmos 19:1). Quando vejo um incrédulo admirado com o universo ou com a natureza fico tentando imaginar qual é o sentido dessa apreciação se isso não o levar a conhecer a Deus. Ao observarem o mesmo pôr do sol, um cristão e um incrédulo, deverão, necessariamente, possuir sentimentos diferentes. O Espírito ilumina os olhos do nosso coração para vermos além do visível. O que para os olhos naturais significa uma determinada coisa, para nós, o significado deve ser bem diferente.

Na passagem em Lucas, o Senhor Jesus afirma que os sinais e tragédias que ocorrerão no planeta deverão produzir sentimentos opostos em seus habitantes. Enquanto as nações ficarão angustiadas e perplexas, os peregrinos se alegrarão porque a redenção se aproxima. É o mesmo cenário, mas as reações são completamente opostas: angústia para as nações e alegria para a Igreja.

Não posso ficar sem meditar nesse estranho fenômeno: que tipo de sentimento é produzido no meu interior quando assisto ao tele-jornal ou quando leio as previsões pessimistas de um relatório ambiental? Perplexidade ou Exultação? Porque quanto mais as nações se assustarem com tsunamis, terremotos, camada de ozônio e outros tantos sinais, mais alegre eu deveria ficar. Porém, a incapacidade de se ver o que não se vê desperta na Igreja o mesmo sentimento que existe entre as nações. Assim como os gentios em Romanos 1, não teremos desculpas a dar a Deus diante de tantos sinais que Ele tem dado.

A Natureza serve a Deus como um Atalaia. A cada catástrofe, a cada sinal, ela tem tocado sua trombeta anunciando o poder de Deus. Se, por um lado, a natureza tem alertado as nações sobre a brevidade do juízo divino, por outro lado, tem fortalecido a fé dos santos lembrando-lhes da promessa de novos céus e nova terra.

Estamos atentos às advertências dessa fiel sentinela? Temos escutado sua trombeta?

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos.Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas eles dizem: Não escutaremos.” Jeremias 6: 16-17