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heresias

Sã doutrina

junho 27, 2019 0 comentários

“ Ora, os da Beréia eram mais nobres que os da Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11

Conta-se a história de um rapaz recém casado que observou que a sua esposa partia o frango em dois e o colocava em duas bandejas para assar no forno. Curioso, ele perguntou o motivo … queria saber se tinha alguma técnica especial que justificasse esse procedimento. A esposa respondeu tranquilamente… “foi assim que a minha mãe me ensinou” . Não satisfeito ele procurou a sua sogra e ao questioná-la ouviu a mesma coisa “eu aprendi assim com a minha mãe” . Por sorte, a avó da sua esposa ainda estava viva e quando ele perguntou sobre esse curioso modo de preparar o frango ela respondeu: “é porque o meu fogão é muito pequeno então eu precisava colocar o frango em duas bandejas menores para poder entrar no forno”.

Somos Cristãos em 2019 Anno Domini. A história da Igreja está sendo desenrolada há quase 2000 anos e, ao longo desse tempo,  muitas e muitas coisas foram sendo acrescentadas adulterando a genuína e legítima doutrina de Cristo.

Veja que interessante o que acontece nas 7 igrejas do Apocalipse. Na primeira igreja que é a de Éfeso, se é mencionada as obras dos nicolaítas (obras que o Senhor Jesus diz que odeia) … já na terceira igreja de pérgamo – se fala da doutrina dos nicolaítas. O que começou como uma prática, ao longo do tempo transforma-se em uma doutrina, ou seja, algo que é incorporado no conjunto de mandamentos que definem nossa espiritualidade e serviço a Deus. Com isso, acumulamos muitas ideias e pensamentos que, de fato, não fazem parte da doutrina de Deus mas são doutrinas de homens. É como diz I Pedro 1: 21 sobre “o fútil procedimento que os vossos pais vos legaram”. Precisamos fazer distinção do que nos é transmitido como tradições e costumes humanos mas que não passam de fúteis procedimentos. E, jamais confiar sua decisão pelo o que a maioria está fazendo. A Bíblia nos mostra claramente que foi a voz do povo que pediu a Crucificação de nosso Senhor. Definitivamente, a voz do povo não é a voz de Deus.  É como alguém já disse: “o errado é errado mesmo que todos estejam fazendo e o certo é o certo mesmo que ninguém o esteja fazendo.

Com mudança de tempos e costumes e com a Igreja tentando se adaptar e se modelar ao mundo contemporâneo, muitas coisas estranhas estão se infiltrando no seio da igreja. E você e eu não podemos terceirizar a nossa visão. Andar a reboque dos ensinamentos ou costumes dos outros. Importante termos consciência do momento profético em que estamos vivendo. É época de confusão, de mistura e de apostasia.  É nosso dever investigar, averiguar e rejeitar tudo aquilo que não confere com as Escrituras. 

E pouco me importa o que o governo, a política, a sociedade, o clero, a universidade, o filósofo ou o amigo estão dizendo. Apenas a Bíblia, como Palavra Infalível de Deus, tem autoridade para me dirigir e estabelecer meu procedimento e costumes. Apenas a ela obedecerei. 

“Porque haverá tempo em que as pessoas se cercarão de falsos mestres como que tendo coceira nos ouvidos e rejeitarão a sã doutrina” II Tm 4:3

 

Fábulas

julho 12, 2010 0 comentários

“Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (II Pedro 1:16).

Não é raro, nos dias de hoje, encontrarmos pessoas que possuem posições muito firmes em assuntos em que não investiram nem tempo nem estudo. Por mais incrível que se possa parecer, são nos assuntos mais vitais da existência humana que menos temos gasto nossos esforços de buscarmos a verdade. Questões como: será que existe vida eterna? Qual será o meu destino após a morte? Será que realmente existe um absoluto criador sobre todas as coisas? E, se existe um Deus, o que Ele pensa, fez, faz, fará e deseja das suas criaturas?

Quando ouvimos a estória sobre o Papai Noel podemos encontrá-la crível por apenas alguns poucos anos do início da nossa vida. Um simpático velhinho que passa o ano todo construindo presentes – cada vez mais sofisticados – para entregar no final do ano para as crianças que se comportaram bem só pode ser aceita por uma pessoa que ainda não possui uma percepção do tempo, espaço e senso da vida. Uma das características da infância é justamente a incapacidade de observar os fatos pelo prisma da verdade. A criança observa os fatos pelo pequeno e limitado prisma do seu entendimento sobre o que é o mundo. Por conhecer tão pouco de tão poucas coisas não é de se estranhar que ela acredite na existência de gnomos, veados voadores e presentes gratuitos ao final do ano.

Tenho ouvido e visto de muitos o apego à fábulas – ação tão própria da infantilidade. Preferimos acreditar no que nos parece mais agradável do que aceitarmos, mesmo que nos incomode, a verdade. Nas três cartas pastorais de Paulo ele adverte a Timóteo e a Tito sobre o perigo de andarmos baseados em invenções: “mas rejeita fábulas profanas” (I Tm 4:7) e “não se ocupem com fábulas judaicas” (Tt 1:14). Mais impressionante é a palavra profética proferida pelo apóstolo em sua última carta antes de ser martirizado:“e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”( II Tm 6:4).

Recentemente, após uma longa conversa com um irmão, percebi que ele estava mais interessado em sustentar seus conceitos carentes de alicerces do que buscar qual é a verdade sobre os fatos. E, antes que eu condene tal pessoa, descobri que ele funcionou como um espelho. Ele refletiu a imagem teimosa de um homem obstinado que acha que sabe a verdade e que não carece de reconsiderações. Eu me vi refletido nele. O que fazer então? Absolutamente todos os tópicos que compõem nossa estrutura central de valores e verdades inegociáveis devem e precisam passar, constantemente, pelo crivo e pela luz do Espírito Santo de Deus. A renovação da nossa mente é uma reciclagem feita pelo próprio Senhor que nos garante uma purificação de pensamentos imaginativos e infrutuosos. Não devemos temer, o que é verdade sempre o será e nada poderá mudá-la. Por outro lado, todas as fábulas e invenções humanas podem e devem ruir de nossas concepções para ficarmos livres de todo engano.

Quais são os meus maiores valores objetivos de vida? Aonde realmente encontro prazer? Em quem ou com o que invisto o meu tempo e energia? Aonde encontro descanso? Qual é a minha real esperança para o futuro? Ao tentar responder a essas perguntas com um mínimo de sinceridade percebo que ainda existem muitas fábulas arraigadas em meu coração.

Tenho que buscar a verdade em todo o tempo. Não porque ela é a melhor resposta mas porque ela, por ser a verdade, é a única resposta. A idéia de existir um Papai Noel que me dá presentes todo ano é muito boa mas não é verdade. Entender o que é a verdade e o que é inventado é fundamental para uma construção sólida para o meu futuro. Aos que vivem da fantasia um dia despertarão e perceberão que não existe nenhum presente debaixo da árvore – tudo o que ocorreu antes era falso. Restará, apenas, sonhos e fábulas dentro de um coração frustrado que conheceu a verdade da pior maneira possível.

“Porque nada podemos contra verdade, senão em favor da própria verdade.” II Corintios 13:8

Marketing

julho 5, 2010 0 comentários

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

Uma das lições fundamentais que aprendemos quando começamos a estudar sobre o marketing é aprender a distinguir a diferença entre “desejo” e “necessidade”. Define-se como “necessidade” os estados de carência percebida. Todos nós temos muitas necessidades das mais diversas ordens: sem ar, água, descanso ou comida nenhum homem sobrevive. Além das necessidades físicas também temos necessidades sociais como: segurança, aceitação e auto-realização. Ao contrário das necessidades físicas, as nossas necessidades sociais não possuem um padrão. Elas são determinadas pela fé, hábitos, costumes e valores individuais. Já o marketing define “desejo” como as necessidades humanas moldadas pela cultura e características pessoais. Se todos precisam de comer o marketing trabalha para que você deseje comer no McDonald”s. Se todos precisam de roupas o marketing trabalha visando agregar valores reconhecidos pela sociedade nos elementos da moda visando que desejemos uma determinada marca. Os maiores casos de sucesso ao longo da história do marketing irá demonstrar como uma determinada marca e/ou produto conseguiu romper a barreira do desejo transformando-se em uma necessidade.

Lembro-me que quando estudamos esse assunto na faculdade, meu professor perguntou à turma: o sexo, então, é uma “necessidade” ou um “desejo”? Após um longo debate não conseguimos chegar à uma conclusão. E é aqui que entra o árduo e constante trabalho do diabo em seu marketing de perverter e corromper as coisas como de fato são. De tantos exemplos que poderia citar acredito que o sexo seja o mais emblemático. Que eu saiba, nunca ouvimos dizer de uma pessoa que morreu por não fazer sexo. O sexo em si, não pode ser enquadrado como uma “necessidade” mas sim em um poderoso “desejo” que exerce uma violenta pressão na tentativa de modelar nossos corações para transformar àquilo que é um desejo em uma necessidade. O diabo usa toda sua “verba” em todos os canais de comunicação existentes através das revistas, propagandas, filmes, novelas e músicas. Desde sempre, todo o sistema deste mundo trabalha conduzida sob a mão invisível de um milenar e hábil planejador. Ele aproveita a mudança hormonal nos rapazes durante a adolescência para bombardeá-los com todo o tipo de sugestões e pensamentos impuros que tentarão se aninhar em suas mentes para o resto da vida.

O sexo foi planejado por Deus e é justamente por isso que ele é tão bom. Porém o inimigo, em uma ação bem sucedida, distorceu os valores Divinos e transformou o sexo em uma necessidade desesperada de satisfação imediata dos nossos instintos sensoriais. Engana-se porém quem pensa que o sexo é uma ação errada ou “não espiritual”. A própria Bíblia nos aconselha: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Pv 5: 15 – 19). Porém a Bíblia coloca o sexo no lugar em que ele deve estar – em um momento único e íntimo de entrega dentro de um relacionamento matrimonial saudável, amoroso e respeitoso entre um homem e uma mulher. Restringir-se a fazer sexo com uma única mulher é um preço muito pequeno diante da possibilidade de experimentar o que vem a ser uma vida unida com outra pessoa plenamente. A monogamia é o testemunho triunfal de alguém que entendeu, usufrui e valoriza o sexo na perspectiva correta de Deus. A verdadeira celebração do sexo reside na fidelidade conjugal e não na insensibilidade animal que busca o prazer do momento diminuindo a outra pessoa e pensando primariamente no seu pequeno e momentâneo gozo.

Vender o sexo como uma necessidade do homem é um dos pilares da ação do inferno para corromper, inquietar e enganar nossos corações trazendo tristeza e escravidão para muitos de nós. E se: “as más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 15:33) é dever elevarmos o nosso padrão de santidade e costumes para que não nos tornemos escravos de tal devassidão.

A propaganda é bastante enganosa porém seus efeitos são muito reais. Apenas quando a luz da verdade incide em nossa percepção somos capazes de discernir as mentiras que fundamentam nossa sociedade. Quando estivermos cheios do Espírito Santo todas as algemas que nos prendem a essas questões menores serão quebradas. Os escravos de Cristo são livres e absolutamente felizes porque descobriram que a mais importante e real necessidade de todo homem também pode ser a sua maior fonte de prazer, satisfação e desejo.

“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria.” Salmos 43:4