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engano

Fábulas

julho 12, 2010 0 comentários

“Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (II Pedro 1:16).

Não é raro, nos dias de hoje, encontrarmos pessoas que possuem posições muito firmes em assuntos em que não investiram nem tempo nem estudo. Por mais incrível que se possa parecer, são nos assuntos mais vitais da existência humana que menos temos gasto nossos esforços de buscarmos a verdade. Questões como: será que existe vida eterna? Qual será o meu destino após a morte? Será que realmente existe um absoluto criador sobre todas as coisas? E, se existe um Deus, o que Ele pensa, fez, faz, fará e deseja das suas criaturas?

Quando ouvimos a estória sobre o Papai Noel podemos encontrá-la crível por apenas alguns poucos anos do início da nossa vida. Um simpático velhinho que passa o ano todo construindo presentes – cada vez mais sofisticados – para entregar no final do ano para as crianças que se comportaram bem só pode ser aceita por uma pessoa que ainda não possui uma percepção do tempo, espaço e senso da vida. Uma das características da infância é justamente a incapacidade de observar os fatos pelo prisma da verdade. A criança observa os fatos pelo pequeno e limitado prisma do seu entendimento sobre o que é o mundo. Por conhecer tão pouco de tão poucas coisas não é de se estranhar que ela acredite na existência de gnomos, veados voadores e presentes gratuitos ao final do ano.

Tenho ouvido e visto de muitos o apego à fábulas – ação tão própria da infantilidade. Preferimos acreditar no que nos parece mais agradável do que aceitarmos, mesmo que nos incomode, a verdade. Nas três cartas pastorais de Paulo ele adverte a Timóteo e a Tito sobre o perigo de andarmos baseados em invenções: “mas rejeita fábulas profanas” (I Tm 4:7) e “não se ocupem com fábulas judaicas” (Tt 1:14). Mais impressionante é a palavra profética proferida pelo apóstolo em sua última carta antes de ser martirizado:“e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”( II Tm 6:4).

Recentemente, após uma longa conversa com um irmão, percebi que ele estava mais interessado em sustentar seus conceitos carentes de alicerces do que buscar qual é a verdade sobre os fatos. E, antes que eu condene tal pessoa, descobri que ele funcionou como um espelho. Ele refletiu a imagem teimosa de um homem obstinado que acha que sabe a verdade e que não carece de reconsiderações. Eu me vi refletido nele. O que fazer então? Absolutamente todos os tópicos que compõem nossa estrutura central de valores e verdades inegociáveis devem e precisam passar, constantemente, pelo crivo e pela luz do Espírito Santo de Deus. A renovação da nossa mente é uma reciclagem feita pelo próprio Senhor que nos garante uma purificação de pensamentos imaginativos e infrutuosos. Não devemos temer, o que é verdade sempre o será e nada poderá mudá-la. Por outro lado, todas as fábulas e invenções humanas podem e devem ruir de nossas concepções para ficarmos livres de todo engano.

Quais são os meus maiores valores objetivos de vida? Aonde realmente encontro prazer? Em quem ou com o que invisto o meu tempo e energia? Aonde encontro descanso? Qual é a minha real esperança para o futuro? Ao tentar responder a essas perguntas com um mínimo de sinceridade percebo que ainda existem muitas fábulas arraigadas em meu coração.

Tenho que buscar a verdade em todo o tempo. Não porque ela é a melhor resposta mas porque ela, por ser a verdade, é a única resposta. A idéia de existir um Papai Noel que me dá presentes todo ano é muito boa mas não é verdade. Entender o que é a verdade e o que é inventado é fundamental para uma construção sólida para o meu futuro. Aos que vivem da fantasia um dia despertarão e perceberão que não existe nenhum presente debaixo da árvore – tudo o que ocorreu antes era falso. Restará, apenas, sonhos e fábulas dentro de um coração frustrado que conheceu a verdade da pior maneira possível.

“Porque nada podemos contra verdade, senão em favor da própria verdade.” II Corintios 13:8

Marketing

julho 5, 2010 0 comentários

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

Uma das lições fundamentais que aprendemos quando começamos a estudar sobre o marketing é aprender a distinguir a diferença entre “desejo” e “necessidade”. Define-se como “necessidade” os estados de carência percebida. Todos nós temos muitas necessidades das mais diversas ordens: sem ar, água, descanso ou comida nenhum homem sobrevive. Além das necessidades físicas também temos necessidades sociais como: segurança, aceitação e auto-realização. Ao contrário das necessidades físicas, as nossas necessidades sociais não possuem um padrão. Elas são determinadas pela fé, hábitos, costumes e valores individuais. Já o marketing define “desejo” como as necessidades humanas moldadas pela cultura e características pessoais. Se todos precisam de comer o marketing trabalha para que você deseje comer no McDonald”s. Se todos precisam de roupas o marketing trabalha visando agregar valores reconhecidos pela sociedade nos elementos da moda visando que desejemos uma determinada marca. Os maiores casos de sucesso ao longo da história do marketing irá demonstrar como uma determinada marca e/ou produto conseguiu romper a barreira do desejo transformando-se em uma necessidade.

Lembro-me que quando estudamos esse assunto na faculdade, meu professor perguntou à turma: o sexo, então, é uma “necessidade” ou um “desejo”? Após um longo debate não conseguimos chegar à uma conclusão. E é aqui que entra o árduo e constante trabalho do diabo em seu marketing de perverter e corromper as coisas como de fato são. De tantos exemplos que poderia citar acredito que o sexo seja o mais emblemático. Que eu saiba, nunca ouvimos dizer de uma pessoa que morreu por não fazer sexo. O sexo em si, não pode ser enquadrado como uma “necessidade” mas sim em um poderoso “desejo” que exerce uma violenta pressão na tentativa de modelar nossos corações para transformar àquilo que é um desejo em uma necessidade. O diabo usa toda sua “verba” em todos os canais de comunicação existentes através das revistas, propagandas, filmes, novelas e músicas. Desde sempre, todo o sistema deste mundo trabalha conduzida sob a mão invisível de um milenar e hábil planejador. Ele aproveita a mudança hormonal nos rapazes durante a adolescência para bombardeá-los com todo o tipo de sugestões e pensamentos impuros que tentarão se aninhar em suas mentes para o resto da vida.

O sexo foi planejado por Deus e é justamente por isso que ele é tão bom. Porém o inimigo, em uma ação bem sucedida, distorceu os valores Divinos e transformou o sexo em uma necessidade desesperada de satisfação imediata dos nossos instintos sensoriais. Engana-se porém quem pensa que o sexo é uma ação errada ou “não espiritual”. A própria Bíblia nos aconselha: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Pv 5: 15 – 19). Porém a Bíblia coloca o sexo no lugar em que ele deve estar – em um momento único e íntimo de entrega dentro de um relacionamento matrimonial saudável, amoroso e respeitoso entre um homem e uma mulher. Restringir-se a fazer sexo com uma única mulher é um preço muito pequeno diante da possibilidade de experimentar o que vem a ser uma vida unida com outra pessoa plenamente. A monogamia é o testemunho triunfal de alguém que entendeu, usufrui e valoriza o sexo na perspectiva correta de Deus. A verdadeira celebração do sexo reside na fidelidade conjugal e não na insensibilidade animal que busca o prazer do momento diminuindo a outra pessoa e pensando primariamente no seu pequeno e momentâneo gozo.

Vender o sexo como uma necessidade do homem é um dos pilares da ação do inferno para corromper, inquietar e enganar nossos corações trazendo tristeza e escravidão para muitos de nós. E se: “as más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 15:33) é dever elevarmos o nosso padrão de santidade e costumes para que não nos tornemos escravos de tal devassidão.

A propaganda é bastante enganosa porém seus efeitos são muito reais. Apenas quando a luz da verdade incide em nossa percepção somos capazes de discernir as mentiras que fundamentam nossa sociedade. Quando estivermos cheios do Espírito Santo todas as algemas que nos prendem a essas questões menores serão quebradas. Os escravos de Cristo são livres e absolutamente felizes porque descobriram que a mais importante e real necessidade de todo homem também pode ser a sua maior fonte de prazer, satisfação e desejo.

“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria.” Salmos 43:4

Dependência

junho 28, 2010 0 comentários

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” I Pedro 5:8

Por fim acabou. Fiz um curso em São Paulo de 04 meses de duração. Viajava todas as terças-feiras e voltava para casa ou nas sextas ou nos sábados. Foram mais de 50 viagens de avião tantas outras dezenas de mini-viagens até Campinas com idas e vindas de ônibus entre os aeroportos e outras dezenas de corridas de táxi. Lembro-me do meu sentimento de dependência no primeiro dia de curso. Estava deixando minha casa, minha esposa, meu conforto e iria encarar um período cheio de situações novas em uma cidade desconhecida. Mas, pela infinita graça do Senhor o curso acabou e tudo ocorreu muito bem.

Tenho que confessar porém um sentimento que foi se agravando ao longo desse tempo: minha independência de Deus. À medida em que eu me acostumava com as viagens, com a cidade, com os cenários passei a me despreocupar. Fui perdendo a percepção de que necessitava de proteção e, as minhas orações, foram perdendo o clamor e o fervor de uma alma que depende da benção de Deus. Passei a confiar na minha experiência pessoal como se ela pudesse garantir minha segurança ou proteção. Cada viagem e cada dia em São Paulo foram se transformando em coisas comuns para mim e, conseqüentemente, fui perdendo a capacidade de depender de Deus e agradecê-lo ao final de cada dia.

Essa situação expôs bastante minha petulância ao andar por essa terra. Naquilo em que eu “me garanto” coloco o Senhor de lado. Quando porém percebo a minha fragilidade corro em oração para os seus braços. Mas tal atitude revela minha insensatez e arrogância. Não há absolutamente nenhuma situação em que eu possa me garantir. “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? (Mt 6:27). Não sei se amanhã estarei vivo ou com saúde ou com emprego. Se não posso me proteger quanto mais aos meus queridos que me cercam! Cada dia de manhã que saio de casa eu deveria renovar minha confissão que, sem Deus, estou desprotegido e indefeso. Deveria com toda sinceridade perceber quão terrível batalha se é travada sobre esse planeta e de que como eu deveria ter uma percepção mais acurada dos perigos e ameaças em que me exponho quando eu simplesmente me esqueço disso. Satanás sempre anda ao derredor procurando alguma ovelha rebelde e distraída para a devorar.

Tento imaginar o que Deus pensa de mim quando me vê… Quão ridículo é o meu comportamento ao tentar viver um segundo sequer pelas minhas forças. Quão ridículo é para a criatura esquecer do seu criador. Viver na ilusão do pecado original – desejar ser um deus – talvez seja a maior loucura da humanidade.

Ao final desse curso aprendi algumas coisas mas a principal dela é que o cotidiano tem a capacidade de envelhecer a nossa fé. O viver comum é acompanhada de muitas bênçãos extraordinárias de Deus para mim. Se tenho saúde hoje ou se tenho recebido o pão de cada dia isso não vem de mim é benção dos céus. Não devo, nem por um momento sequer, tirar os meus olhos do meu Senhor. Cada movimento, decisão, minuto, esforço da minha vida quero consagrar ao Rei dos meus dias.

Então, ao final de cada dia, antes de fechar os olhos em repouso cantarei das bondades e das misericórdias do meu Senhor. Louvarei ao seu Santíssimo nome por cada benção recebida no meu dia. E, quando ao despertar, no inicio de um novo dia cheio de aventuras, não ousarei sair da minha cama antes de dizer: “A ti meu Senhor consagro esse dia. Não passo de uma frágil e pequenina ovelha do teu pasto. Guia-me em todas as coisas, livra-me do poder do leão e das suas armadilhas. E, por fim, amado Senhor, ensina-me a fazer a Tua vontade para que o meu dia seja agradável aos Teus olhos e que todas as minhas atitudes redundem em louvor,honra e glória somente a Ti.”

“Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim. Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões.” Daniel 6:26,27