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Deus

Sobre Deus – Parte II

agosto 2, 2010 0 comentários

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito.” I Coríntios 2:9,10

Na última postagem ponderei sobre a minha crença de que existe um verdadeiro e único Deus. A principal característica que determina a existência de tal pessoa é a sua capacidade de auto-existir sem depender de nada ou de ninguém. Ele é aquele que diz “haja luz” antes mesmo de criar as estrelas no céu (Gn1). Para provar ao rei Ezequias a veracidade de Sua promessa Ele muda a rotação do planeta alterando as leis da gravidade e da física que conhecemos (e as que não conhecemos) e retrocede o relógio de Acaz em 10º (II Rs 20:11). Quão grande são as suas obras! De todas, entretanto, a maior de todas obras foi a de entregar o seu Filho como sacrifício remidor e eterno para que o homem pudesse ter acesso irrestrito e legitimo à Sua presença.

Quando o verbo se fez carne e habitou entre os homens (Jo 1:14) uma revelação foi dada a nós: Deus tinha um filho gerado da sua própria substância! Assim como o Pai, o filho também auto-existia “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (Jo 5:26). Como um Pai amoroso, Deus concedeu a esse filho todas as coisas: “Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1:16,17). Mais uma vez Deus desejou dar sinais e provas que Seu Filho não era um homem qualquer, Ele entrou na terra nascendo de uma virgem e saiu ressuscitando da morte. Pense a respeito. Quantas pessoas que andaram por essa terra possuem uma história semelhante a essa? Porém, isso ainda não é o mais impressionante.

Quando o Filho iniciou seu ministério publico Ele passou a declarar que estava na terra obedecendo um chamado do Pai: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:39) e “não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse” (Jo 7:28). O Homem-Deus havia nascido com um propósito estarrecedor – reconciliar o homem com Deus Pai através da sua morte. “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (MT 16:21). Que obra inacreditável que esse Deus fez em nosso favor! Porque essa obra ultrapassa a barreira do poder – essa obra toca no mais intimo do Seu amor. O Filho foi a oferta e também o ofertante que apresentou ao Deus Pai o sacrifício perfeito e eterno em favor de todos os homens. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (II Co 5:18).

Como andar por essa terra sem conhecer a História das histórias? Jesus Cristo deve ser, para todo o sempre, o motivo dos meus cânticos, da minha alegria, da minha esperança da minha obediência, da minha devoção e do meu amor. Ele é o caminho que nos levou até Deus. Ele é o grande herói da humanidade.

Olhos não podem ver nem ouvidos podem ouvir tamanha obra. Mas aprouve a Deus enviar o Espírito Santo para iluminar os nossos espíritos e abrir os nossos olhos da fé. Apenas o Espírito de Deus pode nos revelar àquilo que é espiritual. Muitos andam por aí buscando “novas revelações” ou “mistérios” que apenas “iniciados” ou “sensitivos” conseguem penetrar. Mas haverá maior mistério do que este? Será que existe um outro tema mais importante em que o Espírito Santo se ocupe em nos revelar? Não desperdice o seu tempo com outras coisas. Quem vê o Filho vê a Deus.

Jesus Cristo é a mensagem do Espírito Santo, a glória do Pai e a salvação dos homens.

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” ” I Coríntios 2:12

A invasão

julho 27, 2010 0 comentários

“Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.” Salmos 136:1

Meus pensamentos insistem em meditar Naquele que sempre existiu. Mas assim como é mencionado em Jó que, por mais que coloquemos toda a nossa atenção, esforço e tempo em conhecer mais a Deus, a única conclusão que podemos tirar é: “eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele!” (26:14 ). Falar sobre Deus, na esfera da razão, é tão raso e tão inatingível que seria melhor gastarmos o nosso tempo ouvindo uma criança de cinco anos comentar sobre o que ela pensa a respeito de física nuclear, nanotecnologia ou o projeto genoma.

Uma das barreiras mentais que temos é pensar que existem pedidos mais fáceis ou mais difíceis para Deus. Nós como criaturas limitadas não conseguimos avaliar nada de outro modo. Intuímos que, pedir para um padeiro fazer um pão ou uma professora de matemática resolver uma equação de primeiro grau, sejam pedidos fáceis de se realizarem. Pedirmos que alguém salve um paciente com câncer já seria considerado um pedido difícil por ser uma situação que extrapola a vontade humana. Porém, pedir para que um homem bata os braços e saia voando como um pássaro será considerado um pedido impossível tendo em vista as leis da física que recaem sobre nós. Mas com Deus não é assim. Não há limites ou impossíveis para Ele. Nada pode extrapolar o seu domínio. Não existe para Ele alguma coisa que seja mais “difícil” ou mais “fácil”. Criar uma galáxia, parar o planeta terra, andar sobre as águas ou nos dar o pão de cada dia estão absolutamente na mesma esfera de possibilidades para Deus.

 

Os relatos da Bíblia nos revelam um ser acima de toda lei da matéria. Andar sobre as águas, transformar água em vinho ou multiplicar peixes são fatos que não podem ser explicados fisicamente. Pensando nesses aspectos, o Deus da Bíblia é exatamente como um Deus deveria ser: absolutamente Onipotente, Onipresente e Onisciente. Ele é o único ser auto-suficiente de maneira que não depende de ninguém ou de nada para existir.

 

Creio que existe esse Deus. E também acredito que é do Seu interesse revelar-se às suas criaturas para que elas O conheçam e O sirvam. Porém, como Ele é Espírito (João 4:24) Ele se revela ao homem no espírito. De maneira que aqueles que tiveram seus espíritos iluminados e viram a Deus toda a sua vida é transformada. É como dizem: “Para quem não crê em Deus nenhuma explicação é o suficiente. Para quem crê em Deus nenhuma explicação é necessária.”

 

Se o primeiro passo é crer que existe um único e soberano Deus, o próximo passo é conhecer seus pensamentos e suas leis morais para suas criaturas. Descobrimos então que Ele “habita em uma luz inacessível a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver (I Tm 6:16)”. Seus padrões são tão elevados e sua santidade é tão inalcançável que criatura alguma poderia O satisfazer. O que fazer então? Qual é a resposta do homem para agradar a um Deus que é tão grande em poder quanto grande em santidade?

 

Já não é necessário o homem inventar respostas. O próprio Deus providenciou um grande plano de resgate para a raça humana. Há 2000 anos atrás Ele invadiu esse planeta como um homem e marcou para sempre nossa história. Seus atos heróicos serão para sempre celebrados por aqueles que conheceram não apenas a Sua grandeza mas também a Sua salvação.

“Porque ainda que há também alguns que se chamem de deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e senhores, todavia para nós há um só Deus e Pai de quem são todas as cousas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as cousas, e nós também por ele.” I Coríntios 8:5,6