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consagração

Checklist

setembro 19, 2010 0 comentários

“Então, parou Jesus e mandou que lho trouxessem. E, tendo ele chegado, perguntou-lhe: Que queres que eu te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu torne a ver” . Lucas 18:40,41

Na minha constante luta em conseguir enxergar a vida sob a ótica de um peregrino que está de passagem sobre essa terra até chegar em sua verdadeira pátria me deparei com um texto escrito pelo irmão Tozer (velho companheiro nas minhas meditações).

Fazermos um check-list periódico pode nos ajudar a sermos mais sinceros e transparentes com a nossa consciência diante do Senhor. Pelo impacto das palavras e pela simplicidade de tal auto-avaliação, compartilho o pensamento do irmão com o desejo de não andarmos na cegueira.

“ Podemos ser conhecidos pelo seguinte:

  1. O que mais desejamos. Basta ficarmos quietos, aguardando que a excitação dentro em nós se acalme, e a seguir prestar cuidadosa atenção ao tímido clamor do desejo. Pergunte ao seu coração: o que você mais desejaria ter no mundo? Rejeite a respostaconvencional. Insista em obter a verdadeira, e quando a tiver ouvido saberá o tipo de pessoa que é.
  2. O que mais pensamos. As necessidades da vida nos induzem a pensar em muitas coisas, mas o teste real é descobrir sobre o que pensamos voluntariamente. Nossos pensamentos irão com todaproba­bilidadeagrupar-se ao redor do tesouro secreto do coração, e qual for ele revelará o que somos.“Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
  3. Como usamos nosso dinheiro.Devemos ignorar de novoaque­les assuntos sobre os quais não exercemos pleno controle. Devemos pagar impostos e prover as necessidades da vida para nós e nossa família, quando a temos. Isso não passa de rotina e diz pouco a nosso respeito. Mas o dinheiro que sobrar para ser usado no que nos agrada irá contar-nos sem dúvida muita coisa sobre nós.
  4. O que fazemos com as nossas horas de lazer.Grande parte de nosso tempo é usado pelas exigências da vida civilizada, mas sempre temos algum tempo livre. O que fazemos com ele é vital. A maioria das pessoas gasta esse tempo vendo televisão, ouvindo o rádio, lendo os produtos baratos da imprensa ou envolvendo-se em conversas frívolas. O que eu faço com o meu tempo revela a espécie de homem que sou.
  5. A companhia de que gostamos.Existe uma lei deatraçãomoral que chama o homem para participar da sociedade que mais se assemelha a ele. O lugar para onde vamos quando temos liberdade para ir aonde quisermos é um índice quase-infalível de nosso caráter.
  6. Quem e o que admiramos.Suspeito desde há muito tempo que a grande maioria dos cristãos evangélicos, embora mantidos mais ou menos em linha pela pressão da opinião do grupo, sentem de todo modo uma admiração ilimitada, embora secreta, pelo mundo. Podemos conhecer o verdadeiro estado de nossas mentes,exami­nando nossas admirações não-expressas. Israel admirou e até inve­jou com freqüênciaas nações pagãs ao seu redor, esquecendo-se assim daadoção e da glória, das leis, das alianças e das promessas e dos pais. Em vez de culpar Israel, façamos uma auto-analise.
  7. Sobre o que podemos rir.Pessoa alguma que tenha qualquer consideração pela sabedoria de Deus iria argumentar que exista algo errado com o riso, desde que o humor é um componente legítimo de nossa natureza complexa. Quando nos falta o senso de humor, falhamos também nessa mesma proporção em equiparar-nos àhumani­dade sadia. Mas o teste que fazemos aqui não é sobre o fato de rirmos ou não, mas do que rimos. Algumas coisas ficam fora do campo do simples humor. Nenhum cristão reverente, por exemplo, acha a morte engraçada, nem o nascimento, nem o amor. Nenhum indivíduo cheio do Espírito pode rir das Escrituras, da igreja comprada por Cristo com o seu próprio sangue, da oração, da retidão, do sofrimento ou dor da humanidade. E certamente ninguém que já esteve na presença de Deus jamais poderia rir de uma história que envolvesse a divindade.”

Esses são alguns dos testes. O cristão sábio encontrará outros.

(texto extraído: O melhor de A.W.Tozer – A importância da auto-análise)

“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.” Apocalipse 3: 18

Nomes – Parte II

setembro 14, 2010 0 comentários

“O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel o de Beltessazar, a Hananias o de Sadraque, a Misael o de Mesaque e a Azarias o de Abede-Nego.” Daniel 1:7

Ainda mais um pensamento me veio à mente ao refletir na escolha do nome do meu filho. Ao final do meus dias qual será o nome que identificará meu testemunho ao longo da minha vida? Poderia ser um nome como: “Deus é o meu refúgio” ou “Pus em Mamom (dinheiro) a minha confiança”? Ou talvez: “Aquele que olha para os céus” ou “o amante dos prazeres terrenos”? De fato, o mundo deseja alterar o curso do caminho para o qual Deus tem me chamado.

Lembrei-me do exemplo de Daniel e seus amigos. Todos eles tinham um nome que fazia alusão à Jeová: Daniel (Deus é meu juiz), Hananias (O Senhor tem sido gracioso), Misael (Quem é como Deus?) e Azarias (O Senhor tem ajudado). Porém, diante do poder opressor e modelador da cultura dos caldeus, o sistema babilônico tentou alterar seus nomes e testemunho para: “Baal protege a sua vida”, “Amigo do rei”, “Quem é Aku o deus-lua?” e “Servo de Nebo”.

Penso na realidade e desafio de Daniel. Provavelmente de origem nobre, Daniel não conheceu a época de ouro do reino. Israel já estava dividia em dois reinos sendo que o reino do norte já havia sido dizimado e colonizado por nações gentílicas. Jerusalém já vivia em uma época de muita tristeza e pobreza. Estando sempre subjugada aos impérios da época (primeiramente com o Egito e depois com a Babilônia) os judeus viviam sob muita aflição. Nesse contexto podemos compreender que a esperança dos pais de Daniel ao escolher o seu nome foi de testemunhar que, apesar de todo contexto contrário, Deus julgaria todas as coisas com sabedoria, justiça e poder. Após a deportação de Daniel juntamente com outros jovens um outro nome poderia ser dado a Daniel. Deus não está parecendo julgar as coisas em favor do seu povo. Será que Deus é Juiz mesmo? Chegando no palácio de Nabucodonosor o contraste deve ter saltado aos olhos: muita riqueza, muita fartura, banquetes e uma aparente alegria. “Daniel, vamos mudar o seu nome – Jeová não é juiz, quem protege ao rei é Baal” – deve ter argumentado o eunuco.

O resto da história conhecemos e é de emocionar. Daniel decide “firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei” (Dn 1:8) e jamais se esqueceu do seu povo, de Jerusalém e, o mais importante, de quem era o Seu Deus. Ele rejeitou ser modelado pelo sistema do mundo e recusou ser dirigido pelo que os seus olhos físicos viam. Apesar do que tudo indicava Baal não protege ninguém. Ao ler o capitulo 9 percebemos que Daniel entendeu que o julgamento de Deus sobreveio sobre o seu povo.

Agradeço muito a Deus por ter registrado a história desse incrível jovem que, apesar de todo sucesso que alcançou na Babilônia, nunca deixou seu coração se afastar das promessas e verdades divinas. Sempre que leio a sua história sinto-me encorajado a assumir meu verdadeiro papel nesta terra. Sinto-me desafiado a parar de perder tempo com brinquedinhos e distrações deste mundo e mergulhar nas batalhas espirituais contra os príncipes e potestades do ar a favor dos propósitos divinos.

Daniel recusou que o mundo definisse quem ele seria. E quanto a nós?

“Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis, ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; o que está em trevas, e com ele mora a luz. A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo.” Daniel 2:20 – 23