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Com vergonha do evangelho

setembro 26, 2019 0 comentários

“não me envergonho do evangelho porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” Rm 1:16

Certa vez eu li o relato de um pastor que participou de uma reunião de jovens em uma igreja lá nos Estados Unidos. onde ele diz mais ou menos o seguinte:

“Entrei em um tipo de loft que combinava diversos elementos: fliperama, cafeteria, clube de dança e recreação. A sala pulsava energia com uma sensação de felicidade. Alguns jovens estavam jogando playstation outros estavam largados no sofá vendo seus celulares enquanto que outros estavam conversando ao redor de uma mesa cheia de guloseimas. Após algum tempo, todos eles se reuniram para o início do culto. Começou então uma adoração comunitária . Uma banda barulhenta ocupava o palco central. A banda conduzia o grupo por uma sequência incitante de canções de louvor triunfantes e depois por uma sequência de meditações introspectivas. Abruptamente, eles pararam de tocar e um grupo de teatro subiu no palco para aliviar a atmosfera e comunicar a todos que seguir a Jesus pode ser divertido. Depois disso um pastor jovem e moderno trouxe uma mensagem onde, resumidamente, ele  dizia “não beba” “não fume” e principalmente “não faça sexo” tudo isso com uma grande preocupação de não parecer careta nem soar uma coisa chata. Após terem recebido uma mensagem vagamente bíblica os jovens foram dispensados com promessas de mais divertimento na semana seguinte.”

A turma que nasceu após o ano 2000 é conhecida na literatura como a geração Z ou os nativos digitais. Eles não sabem o que é um mundo sem internet, são multimídia, multitelas e por isso mesmo,  conquistar a atenção deles não é nada fácil. Os pais desses jovens possuem uma honesta preocupação de que seus filhos saiam da igreja e abandonem a fé. Mas, se a intenção é correta os meios escolhidos são perigosos e insuficientes. Porque transformamos o ministério de jovens em uma tentativa de lhes oferecer o próprio mundo envelopado na religião cristã na tentativa que isso consiga os segurar na igreja. 

O remédio que se oferece aos jovens poderá, no futuro, tornar-se em um veneno. Porque se a tentativa é oferecer as coisas do mundo em doses homeopáticas chegará um momento em que o jovem descobrirá que poderá experimentar todas essas coisas de uma forma mais liberada fora da igreja. Não oferecemos entretenimento, isso o mundo oferece melhor do que nós. Não oferecemos diversão, vida social ou experiências sensoriais … oferecemos o evangelho eterno e imutável de Deus que nos liberta de um império e nos transporta para pertencermos a um outro reino.

Precisamos enfrentar essa realidade com coragem e temor porque manter nossos jovens presos no prédio da igreja não é, de modo algum, sinônimo de torná-los prisioneiros de Cristo. O preço a ser pago para se tornar um discípulo de Cristo é altíssimo porque o custo é a própria vida.  Por isso que o Senhor já nos avisou que a porta é estreita e apertado o caminho que conduz para a vida e são poucos que se acertam com ela.  

Não devemos nos envergonhar do evangelho de Deus como se fosse insuficiente para os nossos jovens ou desatualizado para os dias de hoje.  Não devemos omitir as duras verdades do evangelho com medo de que o nosso ouvinte fique chateado ou pense que somos radicais demais. Que o Senhor nos livre de fazermos concessões ou adulterações na sua palavra na  tentativa de tornar o convite de Cristo mais agradável e palatável a quem quer que seja. 

 

A Igreja, como nação santa, como povo de propriedade exclusiva de Deus, dá esse testemunho … vivemos para Cristo. nós nos reunimos por causa de Cristo, servimos e amamos uns aos outros por causa de Cristo.  Se isso parece loucura para alguns, para nós é poder e sabedoria de Deus.  

 

“nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;  mas para os que foram chamados, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” I Co 1: 23,24

 

Sã doutrina

junho 27, 2019 0 comentários

“ Ora, os da Beréia eram mais nobres que os da Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11

Conta-se a história de um rapaz recém casado que observou que a sua esposa partia o frango em dois e o colocava em duas bandejas para assar no forno. Curioso, ele perguntou o motivo … queria saber se tinha alguma técnica especial que justificasse esse procedimento. A esposa respondeu tranquilamente… “foi assim que a minha mãe me ensinou” . Não satisfeito ele procurou a sua sogra e ao questioná-la ouviu a mesma coisa “eu aprendi assim com a minha mãe” . Por sorte, a avó da sua esposa ainda estava viva e quando ele perguntou sobre esse curioso modo de preparar o frango ela respondeu: “é porque o meu fogão é muito pequeno então eu precisava colocar o frango em duas bandejas menores para poder entrar no forno”.

Somos Cristãos em 2019 Anno Domini. A história da Igreja está sendo desenrolada há quase 2000 anos e, ao longo desse tempo,  muitas e muitas coisas foram sendo acrescentadas adulterando a genuína e legítima doutrina de Cristo.

Veja que interessante o que acontece nas 7 igrejas do Apocalipse. Na primeira igreja que é a de Éfeso, se é mencionada as obras dos nicolaítas (obras que o Senhor Jesus diz que odeia) … já na terceira igreja de pérgamo – se fala da doutrina dos nicolaítas. O que começou como uma prática, ao longo do tempo transforma-se em uma doutrina, ou seja, algo que é incorporado no conjunto de mandamentos que definem nossa espiritualidade e serviço a Deus. Com isso, acumulamos muitas ideias e pensamentos que, de fato, não fazem parte da doutrina de Deus mas são doutrinas de homens. É como diz I Pedro 1: 21 sobre “o fútil procedimento que os vossos pais vos legaram”. Precisamos fazer distinção do que nos é transmitido como tradições e costumes humanos mas que não passam de fúteis procedimentos. E, jamais confiar sua decisão pelo o que a maioria está fazendo. A Bíblia nos mostra claramente que foi a voz do povo que pediu a Crucificação de nosso Senhor. Definitivamente, a voz do povo não é a voz de Deus.  É como alguém já disse: “o errado é errado mesmo que todos estejam fazendo e o certo é o certo mesmo que ninguém o esteja fazendo.

Com mudança de tempos e costumes e com a Igreja tentando se adaptar e se modelar ao mundo contemporâneo, muitas coisas estranhas estão se infiltrando no seio da igreja. E você e eu não podemos terceirizar a nossa visão. Andar a reboque dos ensinamentos ou costumes dos outros. Importante termos consciência do momento profético em que estamos vivendo. É época de confusão, de mistura e de apostasia.  É nosso dever investigar, averiguar e rejeitar tudo aquilo que não confere com as Escrituras. 

E pouco me importa o que o governo, a política, a sociedade, o clero, a universidade, o filósofo ou o amigo estão dizendo. Apenas a Bíblia, como Palavra Infalível de Deus, tem autoridade para me dirigir e estabelecer meu procedimento e costumes. Apenas a ela obedecerei. 

“Porque haverá tempo em que as pessoas se cercarão de falsos mestres como que tendo coceira nos ouvidos e rejeitarão a sã doutrina” II Tm 4:3