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Senhor Jesus

Cordeiro pascal

abril 18, 2019 0 comentários

“ Cristo, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em semelhança de homens, e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” Filipenses 2: 5 – 8

A crucificação era uma forma generalizada e comum de execução na antiguidade. Mas foi Roma que tornou a crucificação a forma convencional de punição do Estado.

O objetivo da crucificação não era tanto matar o condenado, mas servia para demonstrar  para o resto da população o que acontecia com quem ousava desafiar o império. Por isso que era frequente pregar uma pessoa na cruz mesmo após a sua execução

Por essa razão, as crucificações eram sempre realizadas em público – escolhendo lugares altos  para que todos que passassem pudessem testemunhar o destino do insubordinado. O condenado era sempre deixado pendurado por muito tempo após a morte, sendo que raramente eles eram sepultados. O cadáver, então, era deixado pendurado para ser comido por cães e bicado até aos ossos por aves de rapina. Os ossos depois eram jogados em uma pilha de lixo que é como o Gólgota (em aramaico) ou Calvário (em latim) era conhecido esse lugar em Jerusalém – que significa o local dos crânios ou local da caveira.

Como era o caso de todos os condenados à crucificação, Jesus foi forçado a levar a trave da própria cruz para uma colina situada fora das muralhas de Jerusalém, junto à estrada que levava aos portões da cidade. Dessa forma, cada peregrino que entrasse em Jerusalém para as festividades sagradas não teria escolha a não ser testemunhar a sua condenação.

E assim, em uma colina sem árvores, coberta de cruzes e ossos, crucificado entre dois malfeitores, com um bando de corvos circulando ansiosamente sobre eles, o sol se escurece …. o dia se faz noite, e o filho de Deus,  no seu último suspiro proclama em alta voz: ESTÁ CONSUMADO! O verbo, aquele que é desde o princípio, assumiu a forma ferida da humanidade para levar sobre si as reivindicações da Justiça de Deus.

Paulo escreve aos coríntios dizendo que Jesus Cristo é o nosso cordeiro pascal  I Co 5: 7 de maneira que, para nós, cristãos, a Páscoa se torna a história das histórias e a boa nova mais poderosa que qualquer um de nós jamais escutou.  Enquanto os judeus se preparavam para celebrar a páscoa sacrificando os seus cordeiros. Naquele dia singular também Deus imolou o seu Cordeiro. A diferença é que o Cordeiro de Deus, tem poder para tirar o pecado do mundo.

Nos lembramos da história do Deus  que deixou o esplendor de sua Glória e se fez carne. Naquele dia, ele desceu: desceu da sua glória, do seu trono e se fez homem. Depois desceu mais tornando-se servo. Desceu ainda mais se oferecendo como sacrifício e experimentando a morte por todos os homens. Ele desceu, desceu e desceu. Até chegar no fundo do mais profundo abismo, nas mais densas trevas. E ali me encontrou … afogado na lama da perdição, paralisado pelo pecado e acorrentado na morte … e por meio do seu sacrifício , Ele me salvou, me libertou e mudou completamente a minha história.

“O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;”   Isaías 9: 2 – 6

Tempestades

dezembro 27, 2017 0 comentários

“Fez-se no mar uma grande tempestade e o navio estava a ponto de se despedaçar (…) Jonas porém havia descido ao porão e se deitado: e dormia profundamente” Jonas 1:5

“Eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.” Mateus 8:24

São duas histórias de aparente semelhança…são dois barcos em águas bravias. São dois homens dormindo tranquilamente no barco enquanto a tempestade aterroriza aos demais tripulantes. São dois profetas de Deus cada um enviado para uma missão. Porém, quando descobrimos o contexto, as histórias se distanciam com evidentes resultados…

O profeta Jonas ao desobedecer uma instrução clara de Deus negou seu chamamento, negou sua vocação, negou a soberania e a vontade de Deus. Tentou “fugir da presença” D’Aquele que está em todo lugar. Tentou mudar a direção de seus caminhos. Estar longe de Deus era a sua real intenção. Por outro lado temos o Senhor Jesus – por ser o verbo encarnado Ele era, é, e sempre será, a exata expressão do Pai, a absoluta fiel testemunha de Deus. Enquanto a missão de Jonas era a de anunciar a condenação a uma cidade promíscua, a missão do Senhor Jesus era a de anunciar a salvação da humanidade pelo seu próprio sacrifício pagando o preço exigido pela Justiça de Deus. “ e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas” Cl 1:20.

Dois homens dormindo mas como eles são diferentes! Um traz o repouso inerte, quase mortal, gerado pela desobediência. A imobilização recebida como o salário do pecado. O outro dorme o descanso dos justos. Usufrui do repouso de Deus apesar do cenário contrário. Dorme em paz por saber que, apesar do tamanho das ondas, nada deveria temer. Um, ao despertar se acovarda. O outro enfrenta a situação com serenidade e autoridade. Um traz a tempestade. O outro termina com ela.

Não devemos confundir o sono do pecado com o sono da obediência. Se por fora eles aparentam estar descansando por dentro apenas um realmente está em paz. Como é possível experimentar o descanso ao meio à tempestade? Como é possível encontrar o repouso sabendo que, logo adiante, encontraremos com o Gólgota – o lugar da caveira? Apenas Deus pode nos dar da “paz que excede todo o entendimento” (Fp 4:7). Ela não é produzida pelas circunstancias ou pelas nossas emoções mas é produzida unicamente pela obediência irrestrita à Sua soberana vontade.

Todos nós passaremos por tempestades, isso é certo. Estar em Cristo é estar com Ele no mesmo barco. E quando O Senhor dos Senhores abrir a sua boca toda tempestade terminará: bonança, paz, consolo, descanso e vitória substituirão os trovões, as trevas e o agitar das ondas. Estar no barco sem Cristo é desesperança, perdição, loucura, aflição, tristeza e dor sem fim.

Estar em Cristo fará toda a diferença no final da nossa história. Qual será o nosso destino? A bonança ou o ventre de um grande peixe? Faça a sua escolha.

“E Jesus despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança.” Marcos 4:39

Como nos dias de Noé

novembro 21, 2017 0 comentários

“Pela fé Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.” Hebreus 11:7

Na última conferência bíblica que participei, um dos preletores compartilhou sobre os últimos acontecimentos globais e os relacionou com as profecias do livro de Daniel. Como é natural de acontecer em um assunto tão palpitante o tema logo tornou-se o centro em todas as rodinhas de conversas. Irmãos que geralmente tiram um cochilo durante as reuniões estavam com os olhos arregalados prestando o máximo de atenção em tudo o que se ouvia, afinal de contas, ninguém queria perder nenhum detalhe sobre os novos pactos da União Européia com Israel e o desenrolar dos acontecimentos nestes últimos tempos.

Sabemos que existem bênçãos garantidas pelo Senhor para aqueles que lêem e guardam as palavras da revelação final (Ap 1:3, 22:7). Mas assim como não faz sentido uma pessoa sair de casa sem guarda-chuva ao ver relâmpagos e ao escutar trovões, também as nossas vidas demonstrarão, através dos nossos hábitos, se tais informações sobre o fim desta era foram assimiladas pela fé no nosso espírito ou se tudo não passa de uma curiosidade racional.

Noé parece ser uma figura emblemática para nos ensinar a diferença entre o conhecimento teórico e o conhecimento objetivo. Ele não apenas foi “divinamente instruído sobre acontecimentos que não se viam” mas, principalmente, Noé era “temente a Deus”. Desde o momento em que Noé entendeu que viria um juízo sobre os habitantes da terra, sua vida mudou radicalmente e objetivamente. Ele passou a ter uma vida completamente diferente do restante do mundo. Enquanto todos os demais se preocupavam com as coisas normais dessa vida, Noé passou a investir naquilo que Deus lhe havia revelado. Enquanto todos o taxavam de louco, dia apos dia Noé foi construindo a sua salvação. Acredito que a vida de Noé impressionou bastante o apóstolo Pedro. Ele menciona Noé em suas duas cartas e o chamou de “o pregador da justiça” (II Pe 2:5). À medida que aquela arca era erguida Noé pregava a justiça de Deus que sobreviria sobre toda a terra apesar de toda perplexidade que surgia entre os incrédulos. Ele não precisava abrir a sua boca, sua vida e os seus hábitos proclamavam com mais força do que qualquer palavra.

As conclusões que eu tiro parecem óbvias: se cremos que em breve – “os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem” (II Pe 3:10) – não deveríamos estar preparando a nossa arca a despeito do que os habitantes desse mundo pensem ou digam? Não deveríamos ouvir mais as advertências divinas do que os conselhos de pessoas “obscurecidas de entendimento e alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem pela dureza de seus corações” (Ef 4:17)?

Devo carregar a minha cruz – cuja a madeira da arca é uma figura – e aceitar com paciência o tempo da minha peregrinação até que venha o Senhor. Se a minha vida, meu vocabulário, meus hábitos, meus costumes não exercerem o papel de “pregadores da justiça” de nada valerá meu conhecimento escatológico. Quando esse mundo decretar que sou uma pessoa louca e fora da realidade então saberei que a minha sanidade espiritual estará proclamando os decretos do Altíssimo.

Olhe para cima e veja como o céu já está escuro. E que, em muito em breve, começará a chover.

“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39

Sobre Deus – Parte II

agosto 2, 2010 0 comentários

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito.” I Coríntios 2:9,10

Na última postagem ponderei sobre a minha crença de que existe um verdadeiro e único Deus. A principal característica que determina a existência de tal pessoa é a sua capacidade de auto-existir sem depender de nada ou de ninguém. Ele é aquele que diz “haja luz” antes mesmo de criar as estrelas no céu (Gn1). Para provar ao rei Ezequias a veracidade de Sua promessa Ele muda a rotação do planeta alterando as leis da gravidade e da física que conhecemos (e as que não conhecemos) e retrocede o relógio de Acaz em 10º (II Rs 20:11). Quão grande são as suas obras! De todas, entretanto, a maior de todas obras foi a de entregar o seu Filho como sacrifício remidor e eterno para que o homem pudesse ter acesso irrestrito e legitimo à Sua presença.

Quando o verbo se fez carne e habitou entre os homens (Jo 1:14) uma revelação foi dada a nós: Deus tinha um filho gerado da sua própria substância! Assim como o Pai, o filho também auto-existia “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (Jo 5:26). Como um Pai amoroso, Deus concedeu a esse filho todas as coisas: “Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1:16,17). Mais uma vez Deus desejou dar sinais e provas que Seu Filho não era um homem qualquer, Ele entrou na terra nascendo de uma virgem e saiu ressuscitando da morte. Pense a respeito. Quantas pessoas que andaram por essa terra possuem uma história semelhante a essa? Porém, isso ainda não é o mais impressionante.

Quando o Filho iniciou seu ministério publico Ele passou a declarar que estava na terra obedecendo um chamado do Pai: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:39) e “não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse” (Jo 7:28). O Homem-Deus havia nascido com um propósito estarrecedor – reconciliar o homem com Deus Pai através da sua morte. “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (MT 16:21). Que obra inacreditável que esse Deus fez em nosso favor! Porque essa obra ultrapassa a barreira do poder – essa obra toca no mais intimo do Seu amor. O Filho foi a oferta e também o ofertante que apresentou ao Deus Pai o sacrifício perfeito e eterno em favor de todos os homens. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (II Co 5:18).

Como andar por essa terra sem conhecer a História das histórias? Jesus Cristo deve ser, para todo o sempre, o motivo dos meus cânticos, da minha alegria, da minha esperança da minha obediência, da minha devoção e do meu amor. Ele é o caminho que nos levou até Deus. Ele é o grande herói da humanidade.

Olhos não podem ver nem ouvidos podem ouvir tamanha obra. Mas aprouve a Deus enviar o Espírito Santo para iluminar os nossos espíritos e abrir os nossos olhos da fé. Apenas o Espírito de Deus pode nos revelar àquilo que é espiritual. Muitos andam por aí buscando “novas revelações” ou “mistérios” que apenas “iniciados” ou “sensitivos” conseguem penetrar. Mas haverá maior mistério do que este? Será que existe um outro tema mais importante em que o Espírito Santo se ocupe em nos revelar? Não desperdice o seu tempo com outras coisas. Quem vê o Filho vê a Deus.

Jesus Cristo é a mensagem do Espírito Santo, a glória do Pai e a salvação dos homens.

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” ” I Coríntios 2:12

A invasão

julho 27, 2010 0 comentários

“Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.” Salmos 136:1

Meus pensamentos insistem em meditar Naquele que sempre existiu. Mas assim como é mencionado em Jó que, por mais que coloquemos toda a nossa atenção, esforço e tempo em conhecer mais a Deus, a única conclusão que podemos tirar é: “eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele!” (26:14 ). Falar sobre Deus, na esfera da razão, é tão raso e tão inatingível que seria melhor gastarmos o nosso tempo ouvindo uma criança de cinco anos comentar sobre o que ela pensa a respeito de física nuclear, nanotecnologia ou o projeto genoma.

Uma das barreiras mentais que temos é pensar que existem pedidos mais fáceis ou mais difíceis para Deus. Nós como criaturas limitadas não conseguimos avaliar nada de outro modo. Intuímos que, pedir para um padeiro fazer um pão ou uma professora de matemática resolver uma equação de primeiro grau, sejam pedidos fáceis de se realizarem. Pedirmos que alguém salve um paciente com câncer já seria considerado um pedido difícil por ser uma situação que extrapola a vontade humana. Porém, pedir para que um homem bata os braços e saia voando como um pássaro será considerado um pedido impossível tendo em vista as leis da física que recaem sobre nós. Mas com Deus não é assim. Não há limites ou impossíveis para Ele. Nada pode extrapolar o seu domínio. Não existe para Ele alguma coisa que seja mais “difícil” ou mais “fácil”. Criar uma galáxia, parar o planeta terra, andar sobre as águas ou nos dar o pão de cada dia estão absolutamente na mesma esfera de possibilidades para Deus.

 

Os relatos da Bíblia nos revelam um ser acima de toda lei da matéria. Andar sobre as águas, transformar água em vinho ou multiplicar peixes são fatos que não podem ser explicados fisicamente. Pensando nesses aspectos, o Deus da Bíblia é exatamente como um Deus deveria ser: absolutamente Onipotente, Onipresente e Onisciente. Ele é o único ser auto-suficiente de maneira que não depende de ninguém ou de nada para existir.

 

Creio que existe esse Deus. E também acredito que é do Seu interesse revelar-se às suas criaturas para que elas O conheçam e O sirvam. Porém, como Ele é Espírito (João 4:24) Ele se revela ao homem no espírito. De maneira que aqueles que tiveram seus espíritos iluminados e viram a Deus toda a sua vida é transformada. É como dizem: “Para quem não crê em Deus nenhuma explicação é o suficiente. Para quem crê em Deus nenhuma explicação é necessária.”

 

Se o primeiro passo é crer que existe um único e soberano Deus, o próximo passo é conhecer seus pensamentos e suas leis morais para suas criaturas. Descobrimos então que Ele “habita em uma luz inacessível a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver (I Tm 6:16)”. Seus padrões são tão elevados e sua santidade é tão inalcançável que criatura alguma poderia O satisfazer. O que fazer então? Qual é a resposta do homem para agradar a um Deus que é tão grande em poder quanto grande em santidade?

 

Já não é necessário o homem inventar respostas. O próprio Deus providenciou um grande plano de resgate para a raça humana. Há 2000 anos atrás Ele invadiu esse planeta como um homem e marcou para sempre nossa história. Seus atos heróicos serão para sempre celebrados por aqueles que conheceram não apenas a Sua grandeza mas também a Sua salvação.

“Porque ainda que há também alguns que se chamem de deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e senhores, todavia para nós há um só Deus e Pai de quem são todas as cousas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as cousas, e nós também por ele.” I Coríntios 8:5,6

Escolhendo o nosso Rei

abril 21, 2010 0 comentários

“Tomará o melhor das vossas lavouras e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e o dará aos seus servidores. As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens e os vossos jumentos, e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá.” I Samuel 8:14 – 18

Quando o povo de Israel pediu um Rei eles não pensaram nas muitas conseqüências: eles rejeitaram o governo de Deus. Eles desejaram imitar a organização das nações gentílicas sem analisarem o alto preço que pagariam.

No texto acima vemos Deus fazendo uma longa advertência ao Seu povo dizendo da responsabilidade na escolha de um rei. Estudando um pouco sobre a estrutura econômica e política de Israel podemos perceber que a maioria do povo vivia em grande pobreza enquanto que o rei e sua corte viviam de modo regalado e confortável. Deus nunca acompanhou tal pensamento e várias vezes condenou tal cenário em Israel. Isso poderia ser comum e aceitável entre as nações pagãs mas não entre o povo de Deus.

Fico pensando em quais lições espirituais podemos aplicar para a Igreja hoje. Será que estamos “coroando “ alguns homens para serem “reis” sobre nós? Será que não temos dizimado nossos dons, talentos e bênçãos espirituais para esses homens? Será que era para ser assim: nossas reuniões, nosso ministério, nossa vida cotidiana? Será que muitos não têm ficado empobrecidos para que poucos se enriqueçam? Assim como a monarquia rejeitou o governo divino será que o sistema clerical desenvolvido pelo cristianismo ao longo da historia também não tem feito o mesmo? Qual o rei que devemos escolher então? Interessante a profecia feita sobre o futuro rei de Israel feita ainda em Deuteronômio 17. Ali, nos é predito sobre o que Deus esperava do seu ungido: “ele não multiplicará para si cavalos. Tão pouco para si multiplicará mulheres, nem multiplicará para si prata ou ouro.” Finalmente podemos ver o verdadeiro caráter do soberano Rei. Nenhum rei de Israel cumpriu tal profecia. Até mesmo o servo Davi inclinou seu coração para as mulheres, riquezas e poder. Essa profecia se cumpre apenas em Cristo, aquele que tem apenas uma noiva – a sua Igreja. Aquele que se fez pobre para nos enriquecer. Aquele que se despiu de sua glória para nos vestir com vestes de salvação.

Apesar de toda contra-cultura que insiste que coroemos homens para reinarem sobre nós, precisamos nos levantar contra toda tirania humana e proclamarmos que o Senhor Jesus, e apenas Ele, é o nosso soberano Rei.

“O Senhor será Rei sobre toda a terra, naquele dia um só será o Senhor e um só será o Seu nome” Zacarias 14:9

Vencedores

julho 31, 2006 0 comentários

“Muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros” Mateus 19:30

Quando eu tinha 15 anos passei assistir basquete. Desde então me tornei fã do jogador Michael Jordan (considerado o Pelé do basquete). Tantas vitórias, tantos títulos. Cestinha por tantos anos. Detentor de tantos recordes. Sem dúvida foi um grande vencedor. Ao longo de sua carreira, o seu nome tornou-se sinônimo de sucesso e talento. Grandes empresas pagavam fortunas para terem sua marca ligada ao do astro e como recompensa contabilizavam grande lucro com a venda dos seus produtos. Há muito tempo, o marketing descobriu que o mundo carece de ídolos. Aqueles que são considerados vencedores serão imitados e amados. Isso porque, todo homem tem em seu intimo o desejo ardente de ser um vencedor.
O Diabo, pai da mentira, conseguiu imprimir um modelo de vencedor muito diferente do vencedor aos olhos de Deus. Para o mundo, um vencedor deve possuir muito dinheiro e bens. Nunca entra em nada para perder, mesmo que com isso ele roube, minta, e pise em outras pessoas. Além de poder e riquezas, um vencedor também deve possuir uma beleza física irrepreensível. Porém, tudo que o mundo define como sucesso se mostra totalmente fútil diante do julgamento divino que virá em breve: “Mas o que fareis vós outros no dia do castigo, na calamidade que vem de longe? A quem recorrereis para obter socorro, e onde deixareis a vossa glória? Nada mais vos resta a fazer senão dobrar-vos entre os prisioneiros e cair entre os mortos” (Is 10:3-4).


A Bíblia, o livro dos livros, ao relatar a história da humanidade, revela a perspectiva de Deus a respeito dos seus vencedores. Muitos deles poderiam ser rotulados negativamente e, aos olhos humanos, nunca seriam vistos como vencedores. Penso em João Batista, o arauto do Rei. João andava sozinho, vivia no deserto e nunca se conformou com a religiosidade hipócrita da época. Sua alimentação era peculiar: gafanhotos e mel silvestre. Vestia-se de maneira simples e foi taxado de endemoninhado. Por não concordar com a união ilícita do Tretarca Herodes com a cunhada, foi perseguido, preso e, finalmente, teve sua cabeça entregue num prato como presente para essa perversa mulher. Mas o que o Senhor disse a respeito de João? “ Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt 11:11). Definitivamente os vencedores de Deus são bem diferentes dos vencedores do mundo.

Quando penso nessa verdade fico envergonhado em reconhecer que, muitas vezes, a minha referência de sucesso assemelha-se mais com os padrões do mundo do que com os padrões celestiais. Toda vez que esqueço dessas verdades eternas, cometo o terrível erro de rotular perdedores em vencedores. Inconscientemente, acabo imitando esses falsos vencedores e desprezo a vida e o exemplo dos verdadeiros vencedores.

É incrível perceber que Deus também tem seus heróis (Jz 5:23). E, para os súditos do Rei, não existirá maior glória ou honra do que ser chamado de vencedor por aquele que venceu. Diante da iminente aparição do iníquo, cabe a nós optarmos pelo caminho apertado da vida piedosa desapegada desse mundo que agrada tanto ao nosso Deus. Acredito que a chave do sucesso para qualquer cristão, já foi citada por João Batista:

“Convém que Jesus cresça e que eu diminua.” João 3:30

Herói

julho 24, 2006 0 comentários

O verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” João 1: 14

Assisti ao novo filme do Super-homem. Saindo do cinema, eu e minha esposa ficamos discutindo sobre o ideal de perfeição que o super-homem inspira em todos nós. Seus poderes são tão incríveis. Ele é capaz de tantas coisas fantásticas: poder voar, ter visão de raio-x, raio laser, super-força e tantos outros atributos que enchem os nossos olhos.

Conversando com a minha esposa não pudemos deixar de pensar na vida de nosso Senhor Jesus. Quando o Deus eterno,, o ser supremo, o motivo de toda a criação veio a esta terra, Ele não apareceu como um super-homem voando com uma capa. Ele não se apresentou como um alienígena de outro planeta que se difere dos homens; antes pelo contrario, “assumiu a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens, e, reconhecido em figura humana” (Fp 2:7). Através dos evangelhos, a Bíblia retrata a fantástica história do maior homem que pisou sobre essa terra. Mas, ao contrário dos super-heróis criados pela imaginação humana, a Bíblia nos fala de um homem extraordinariamente acessível e comum. O Senhor teve que trabalhar e foi reconhecido pela sua profissão de carpinteiro (Mc 6:3). O Senhor teve fome (Mt 4:2), teve sede (Jo 19:28) e dormia (Lc 8:23) como qualquer ser humano normal. O Senhor chorou ao ver o ambiente de tristeza pela morte de Lázaro (Jo 11: 35) e chorou quando chegou em Jerusalém (Lc 19: 41). Quando seus discípulos regressaram das cidades que foram enviados, o Senhor Jesus exultou (Lc 10:21). Não se privava do convívio social, pelo contrário, chegou a ser acusado de glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores (Mt 11:19). Impressiona-me a humildade do Senhor: curou enfermos, deu visão aos cegos, ressuscitou mortos, alimentou às multidões, e, mesmo assim, nunca pediu qualquer reconhecimento por isso. Seus inimigos, o perseguiram incansavelmente, inventaram mentiras, subornaram pessoas, influenciaram o povo para crucificá-lo. E qual era a resposta do Senhor? Pedro, um dos discípulos mais próximos do Senhor, diz: “quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (I Pe 2:23). A vida do Senhor Jesus trouxe essa estranha pergunta aos seus discípulos; como é que o Cristo, o messias prometido, poderia ser tão manso, tão humilde e tão simples? Em uma situação, quando uma pequena aldeia samaritana não quis receber o Senhor, seus discípulos desejaram que caísse fogo do céu para destruir tais incrédulos. A resposta do Senhor é tão surpreendente quanto reveladora: “o filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lc 9: 51-56). O herói idealizado pelo homem é diferente de Deus.

Fico pensando se o Senhor Jesus fosse como o super-homem: quem de nós poderia voar ou usar a sua super-força? Qual homem poderia sonhar em ser como Ele? O Senhor Jesus fez coisas incríveis e sobrenaturais, porém todo o seu poder vinha de Deus e não dele mesmo. “o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai” (Jo 5:19). Ele mostrou ao homem comum como deveria ser a vida comum de um homem de Deus. A vida do Senhor Jesus não é apenas para ser estudada e admirada, mas também para ser vivida. A sua simplicidade, humildade e suas obras deveriam acompanhar a vida de todos os seus seguidores: “aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará” (Jo 14:12).


Quem se compara ao Senhor Jesus? Além de ter salvado a humanidade, Ele ainda nos encoraja e capacita a sermos como Ele é. Quando olhamos para a vida de seus apóstolos, conseguimos perceber como eles foram transformados em “super-homens” também. Se quando eu era criança eu ficava sonhando com os heróis das revistinhas, hoje, ao conhecer o Rei do Universo e o Salvador da humanidade posso finalmente dizer que encontrei o meu herói.

“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém os arrebatará da minha mão.” João 10:28

Famoso Desconhecido

julho 17, 2006 0 comentários

Tenho um irmão que vive nos EUA. Já se passaram sete anos que ele se mudou para lá. Às vezes eu fico pensando nele e em tudo que vivemos juntos: nas brincadeiras, nas brigas, nas conversas antes de dormir, nas confissões e nos pequenos gestos que nos faziam cúmplices em muitas coisas. Lembro-me dos seus conselhos e de como compartilhávamos nossas experiências. Principalmente para mim, caçula de quatro filhos, era muito importante aproximar-me do meu irmão e ouvi-lo. Era muito importante tê-lo por perto.

Devido à distância, nosso relacionamento esfriou. Não pudemos confidenciar sentimentos diante de tantas coisas marcantes que aconteceram em nossas vidas ao longo desse tempo. Isso fez com que eu me apegue mais as coisas passadas do que no agora. Eu o tenha mais vivo no meu passado do que no meu presente. Conheço tanto dele, mas ao mesmo tempo, já não o conheço mais. Ele se tornou para mim um famoso desconhecido. Alguém que tenho uma profunda ligação emocional, porém não tenho um relacionamento constante que me faça conhecê-lo melhor.

Infelizmente experimento esse tipo de sensação na minha vida cristã. Por vários motivos eu acabo me afastando do Senhor Jesus e o meu relacionamento com Ele esfria. Nessas horas, tento eternizar momentos e vitórias do passado como se eles pudessem consolar-me das derrotas do presente. Tento buscar algum consolo no passado lembrando dos dias em que o relacionamento era vivo e real. Temo que o Senhor Jesus se torne um famoso desconhecido em minha vida. De que me adianta saber tantas coisas sobre sua vida, sobre seus mandamentos, sobre sua história se eu estiver afastado D’Ele? Eu quero que Ele participe de todas as coisas do meu cotidiano. Desejo ouvi-lo ao longo do meu dia. De senti-lo bem próximo de mim em todo o tempo.

Sei que usar como exemplo um relacionamento humano é imperfeito. O Senhor nunca se afasta ou viaja. Seu temperamento nunca oscila, Ele não muda (Hb 13:8). Não posso me desculpar: a falha estará sempre em mim. Não devo esmorecer em minha busca por conhecê-lo. O maná de ontem não serve de nada para hoje (Ex 16:19-20). Preciso buscá-lo hoje com todas as minhas forças como se fosse a primeira ou a última vez. Que benção! Não preciso pegar um avião para encontrá-lo. Posso buscá-lo dentro do meu quarto com a roupa que eu estiver vestindo e na hora que eu quiser. Ele está sempre disponível, 24 horas, 7 dias da semana. Não tira férias nem se cansa de mim. Ele anela pela minha oração, não despreza os meus pedidos e nem desconsidera a minha ansiedade.

Agradeço a Deus por tão grande amor. Agradeço pela sua fidelidade e misericórdia. Agradeço por desejar ser meu amigo. Apesar de me conhecer profundamente, ainda assim quer conviver comigo. Como é bom saber que, ainda neste dia, poderei desfrutar da sua presença mais uma vez.

“Se um homem repudiar a sua mulher, e ela o deixar e tomar outro marido, porventura, aquele tornará a ela? Não se poluiria com isso de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim diz o Senhor.” Jeremias 3:1

A qual deles seguirei?

julho 4, 2006 0 comentários

“… mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres certamente morrerás” Gênesis 2:17

Assisti ao filme “Código Da Vinci” obra homônima do livro escrito por Dan Brown. Como eu não acompanhei de perto a polêmica gerada pelo livro, decidi, por minha conta e risco, ir ao cinema conferir as bobagens e heresias inventadas. Confesso que, quando se descortinou a base do enredo, fiquei envergonhado de estar ali calado ouvindo todas aquelas afrontas a respeito de Cristo. O filme apresenta um Jesus incapaz de tornar-se o Salvador e Senhor da humanidade. O vilão chega a dizer: “quero revelar quem foi Jesus para o mundo, para que a humanidade fique livre”.

Esse ponto me impressionou porque acredito que nele se resume a maldição que caiu sobre toda a raça adâmica: “Porque estava nu tive medo e me escondi” (Gn 3:10). O homem caído deseja fugir de Deus. “O perverso não investiga. Que não há Deus, são todas as suas cogitações” (Sl 10:4). O homem escolheu a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e não comeu da Árvore da Vida. Desde então anda em busca de alguma direção que o possa convencer da não existência divina. Está a procura de alguma coisa, qualquer coisa, aonde espera preencher o buraco causado pelo pecado. A partir da luta travada no Éden, a antiga Serpente, concentra seus esforços em distrair a humanidade afastando-a de Deus. Ninguém está neutro dessa terrível influência, nem mesmo a Igreja.

Se o “Código Da Vinci” é fajuto, o mesmo não posso dizer do “Código do Diabo”. Ele planta sinais, símbolos, vocabulário, hábitos visando trazer uma falsa liberdade ao homem. Olhando ao meu redor, consigo perceber vários desses códigos operando incessantemente sobre minha vida. Eles tentam produzir em mim um sentimento de independência de Deus. Me faz acreditar que tenho condição de governar a minha vida: “Eu sou o senhor do meu destino o capitão da minha alma” já disse algum poeta enganado pela mentira diabólica. Alguns sinais são claros, outros são evidenciados apenas através da implacável luz da íntima comunhão com o Espírito Santo quando ilumina o que é verdadeiro (Jô 16:3).

Fico pensando no povo de Israel. Deus fez sinais e prodígios libertando-os da escravidão de faraó. No deserto, estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo, e um fogo para os alumiar de noite. Pediram e ele fez vir cordonizes e os saciou com pão do céu. Fendeu a rocha, e dela brotaram águas” ( Sl 105:39-41). E apesar de todas as bênçãos, o povo teve saudades da comida do Egito (Nm 11:4-5). Foram enganados e seduzidos pelo terrível “Código do Diabo”. Eles se arrependeram de ter seguido a Deus. Buscavam uma liberdade sem Deus que jamais encontrariam. Pior do que o incrédulo que resiste à verdade, é o cristão que volta a ser enganado ( II Pedro 2).

Após assistir ao filme, fui tentado a criticar a cristandade. Afinal de contas, para que tanto empenho em provar que Jesus é Deus se, na prática, não o obedece como tal? Mas, tive que me render, e reconhecer que essa pergunta eu deveria fazê-la para mim. A minha vida tem sido coerente com qual desses caminhos? Tenho reconhecido apenas teoricamente a existência divina de Cristo? Estou disposto a abrir mão do meu futuro, da minha independência para sujeitar-me inteiramente ao Seu senhorio? O meu vigor, força e tempo proclamam qual desses caminhos? Jesus como Senhor ou Jesus como uma farsa? Em qual deles acreditarei? A quem seguirei?

“Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o.” I Reis 18:21