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Senhor Jesus

Idolatria Cristã

fevereiro 13, 2020 0 comentários

“ Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã.” II Rs 18:4

 

Conhecemos a história de quando o Senhor Deus ordenou Moisés levantar uma serpente de bronze no deserto, para que todo aquele tivesse sido envenenado pelas  picadas de serpentes fosse sarado. Claro que associamos essa passagem como uma figura que apontava para a obra do Senhor Jesus. O Deus que se fez carne e que foi reconhecido em figura humana foi levantado da terra para que  toda a humanidade pudesse ser curada do veneno do pecado. É isso que o próprio Senhor diz em uma das passagens mais conhecidas de toda a bíblia: “e do modo porque Moisés levantou a serpente no deserto, importa que o filho do homem seja levantado para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. “ João 3: 14 – 16

 

E é diante desse contexto que chegamos nessa curiosa passagem de II Reis, onde ficamos sabendo que os filhos de Israel passaram a queimar incenso e a adorar a serpente de bronze. Mas, quando o Rei Ezequias iniciou um avivamento espiritual, ele condenou essa prática. E da mesma forma que ele destruiu o poste-ídolo e os altos, ele também destruiu a serpente de bronze.

 

Uma dúvida que talvez alguém possa ter é a seguinte: se a serpente de bronze é uma figura de Cristo – porque Deus condenou o seu culto e adoração? Como podemos entender o significado dessa situação em que a Serpente foi destruída? 

 

Para tentar responder essa pergunta, penso que precisamos entender como funciona a mecânica fundamental das religiões. Imagine uma pessoa que deseja se relacionar com uma entidade. Naturalmente, essa pessoa vai buscar compreender quais são os ritos e cultos que ela precisa prestar para receber o bem ou, em muitos casos, para não receber o mal de quem ela entrega a sua devoção. Então ela vai até um templo, um monte, uma encruzilhada ou um terreiro e presta suas oferendas, realiza seus sacrifícios e faz seus votos. Mas, perceba, a entidade fica lá e a pessoa fica aqui. É a pessoa que define e escolhe quando ir até o local considerado sagrado para consultar ou adorar essa tal divindade. Sendo assim, o homem sempre continua no centro decidindo os meios, a forma e os critérios em que ele estabelece o contato com a dimensão espiritual.

 

Me parece que tal prática pode acontecer na nossa experiência com Cristo. Nós vamos até um local, achamos que o Senhor Jesus estava ali a semana inteira, nos esperando, ansioso para ouvir nossas músicas e receber nossas ofertas e assistir nossa performance. Depois, então, vamos embora desse local e o deixamos ali sozinho aguardando o nosso próximo culto. Fazendo assim, o reduzimos a um ídolo. Usado e acionado por nós quando desejamos e, na maior parte do tempo, ele está muito distante do nosso cotidiano e do nosso coração. Assim como aconteceu com Israel, de vez em quando queimamos incenso a ele nos lembrando de alguma coisa boa que Ele fez por nós, lá atrás,  em um passado muito distante.

 

O único Deus Eterno e Real aquele que criou e sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder jamais aceitará tal relação. Deus não está ali e eu aqui. Deus não habita em nenhuma casa feita por mãos humanas. Mas Deus habita dentro de nós por meio do seu Espírito Santo. E agora estamos unidos em Cristo para sempre. Ele é Deus, Ele é o centro e não o homem. Não é Ele que existe para me servir, sou eu que existo para serví-lo. Não é Ele que está à minha disposição sou eu quem estou à disposição Dele. Sendo assim, é o Senhor Jesus  quem me aciona e me usa conforme a sua perfeita vontade. E ele deixou isso absolutamente claro, não fez nenhum rodeio, quando disse em Lucas 14:26 : “Se alguém deseja seguir-me e ama a seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.”  

 

Quando somos reavivados pelo poder de Deus todos os ídolos são destruídos – até mesmo aqueles que aparentam nos levar ao próprio Deus. Isso porque Vida cristã não  é uma vida aprimorada por meio de práticas religiosas. É uma vida substituída onde o próprio Senhor Jesus vive em mim e eu vivo por meio Dele. 

 

” Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.” I João 4:9

 

Nas profundezas de Deus

janeiro 30, 2020 0 comentários

” Porque morreste, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus” Cl 3:3

O menino estava eufórico. Com quase oito anos de vida seria a primeira vez que veria o mar. Após uma longa viagem ele mal pode esperar. Assim que o pai parou o carro o garoto saiu correndo subindo uma pequena duna. Quando chegou ao topo pode ver aquele marzão que se perdia e se misturava no horizonte. Ficou ouvindo o barulho das ondas , pegou em suas mãos um punhado de areia fina e branca da praia e sentiu em seu rosto a brisa diferente do litoral… Quando olhou ao lado reparou um senhor, já idoso, tirando do seu barco uma rede com peixes. Ele passou toda a sua vida trabalhando por lá, sua família era de pescadores, profissão que herdou de seu pai. Conhecia tudo das correntes marítimas, marés e perigos da região, afinal de contas, dependia do mar para sustentar a sua casa. Usava um chapéu que tentava protegê-lo do sol que por anos castigou a sua pele. Estava pacientemente colocando os peixes que havia pescado dentro de um balde. Aquele garoto, então,  desceu correndo a duna e disse ao pescador: “olá, você sabia que eu conheço o mar?” Aquele senhor olhando nos seus olhos, abriu um largo sorriso e disse: “olá amiguinho, fico feliz em saber disso…pois no meu caso, eu ainda estou o conhecendo.”

 

Essa história me fala muito ao coração quando eu penso no convite Divino em se relacionar comigo. Que tipo de experiência eu tenho tido com o Senhor Deus? Será que é uma experiência limitada por alguns momentos especiais, cultos dominicais e uma lista de mandamentos que eu me esforço em obedecer ou é uma profunda e verdadeira experiência de imersão onde todos os meus sentidos, valores e vontades estão sendo transformadas por uma realidade que me envolve completamente? 

 

Assim como o garotinho da nossa história, será que estou satisfeito com a forma que tenho me consagrado ao Senhor, a forma como eu tenho me dedicado às coisas espirituais? Será que eu tenho conhecido as coisas profundas de Deus? Ou como é próprio da meninice, eu tenho apenas uma pequena noção de toda a realidade eterna, invisível e espiritual que me cerca. Será que saio por aí dizendo às pessoas que conheço a Deus, orgulhoso do meu nível de conhecimento bíblico sem contudo desejar desesperadamente um avivamento urgente e necessário na minha história?

 

Eu e você podemos dizer: “eu conheço a Deus” mas a forma como nos relacionamos com o Senhor Deus pode ser completamente diferente. Para alguns Deus se limita a um estilo de vida, uma filosofia, ritos religiosos ou até mesmo uma agenda social. Para outros, porém, Deus torna-se seu tudo: Ele é o seu ambiente, seu ar, sua comida e bebida,Sua paixão, seu anelo, sua esperança e o seu melhor pensamento.. Seu amigo, conselheiro, mestre, consolador, pastor e pai. Seu centro, refúgio, habitação e descanso. Sendo assim, Deus se torna o que Ele deve ser… Deus. Aquele que se assenta no trono do nosso coração. Aquele por quem existimos e o único a quem adoramos. Aquele que nos dá propósito de vida, estabelece e aponta a direção. Penso que seja esse o encorajamento de Paulo aos Colossenses… ele diz … vocês morreram para uma vida meramente humana, isso não existe mais. Vocês agora estão ligados em Cristo e essa nova vida se dá e se vive em Deus. 

 

Brennan Manning certa vez escreveu: Deus não terá importância nenhuma na sua vida se ele não tiver importância absoluta. E eu concordo com ele. Se Deus não for Deus então Ele não assumirá seu lugar de direito como nosso criador e como o nosso redentor. E da  mesma forma, também não tomaremos posse do nosso privilégio de vivermos como filhos benditos do altíssimo.  

 

” Conheçamos e Prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva sua vinda é certa. E ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega toda a terra.” Oséias 6: 3 

Eu Sou

janeiro 23, 2020 0 comentários

“Disse Moisés a Deus; Eis que quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros.” Êxodo 3: 13 – 14

 

Como você imagina a Deus? Como ele é? Qual será a sua aparência? Se veio a sua mente a  imagem de um homem musculoso de cabelos grisalhos e longa barba branca é devido a influência de Michelangelo e sua famosa pintura da Capela Sistina que tem influenciado a cultura cristã por séculos. Mas essa nunca foi um desejo de Deus. Na verdade, essa é uma importante preocupação divina ao longo do seu relacionamento com a humanidade. Porque ele sabe do perigo de tentarmos delimitar ou definir àquele que é Eterno e Infinito.

 

Por isso que no velho testamento o Senhor proibiu terminantemente o seu povo de fazer imagens de escultura já sabendo da tentação de imitar o estilo de adoração dos povos pagãos ao seu redor. É por isso também que não temos nenhum registro da aparência física do Senhor Jesus nas quatro biografias bíblicas sobre a sua história. O Senhor Deus sabe que ao defini´-lo nós o diminuímos. 

 

Assim como Moisés, muitas vezes perguntamos para Ele, quem é o Senhor? Seria muito mais fácil para o homem natural a escultura , a definição  que delineia a sua imagem. Mas veja a resposta que Ele deu … diga que o “Eu Sou te enviou”. Isso porque na nossa jornada o Senhor Deus deseja se revelar como a resposta para todas as nossas necessidades. Então quando precisamos de paz , Ele se revela como  o EU Sou a sua Paz – Jeová Shalom. Quando passamos por privações Ele se revela como EU Sou o que te provê – Jeová Jiré. Quando estamos enfermos ele diz Eu Sou quem te cura – Jeová Rafa. Quando você se sentir sozinho Ele diz Eu Sou estou aqui – Jeová Shamá. 

 

Glórias a Deus por isso. Ele é grande e maravilhoso demais para se esgotar dentro dos meus pensamentos. Não tenho dúvida que a eternidade inteira não será suficiente para conhecê-lo. 

 

E, dessa forma,  vivemos de fé em fé … permitindo que o Senhor Deus se revele e se manifeste a cada dia dentro das nossa vida. Tal vida e relação não se explica ou se transfere hereditariamente. Ela é experimentada no nosso espírito quando testemunhamos e vivenciamos que Deus simplesmente É. E assim como o Sol, não podemos olhar diretamente para Ele mas sem a sua luz não podemos enxergar coisa alguma. 

 

Na nossa peregrinação essa revelação precisa aumentar em densidade e significado dentro de nós..  O grande Eu Sou é 3 em 1 e um 1 em mim.

 

“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço.” I Co 6: 19,20

 

Nostalgia

janeiro 9, 2020 0 comentários

“As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está? Lembro-me destas cousas e dentro em mim se me derrama a alma – de como passava eu com a multidão do povo, e os guiava em procissão à casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor ” Sl 42: 3 – 4

 

Mesmo já estando no dia 10 de janeiro, é bem possível que na sua cidade ou vizinhança ainda consiga ver luzes e decoração de natal piscando durante a noite -. isso me dá um sentimento estranho, tenho a sensação de que o clima já passou, as festas acabaram, já recebemos os presentes, já nos encontramos com a família e já vimos os fogos do ano novo. Todas essas coisas ficaram pra trás, agora começamos a nos preocupar em pagar os impostos do início do ano e fazer a matrícula dos filhos na escola.  A rede Globo começa a falar do novo big brother e tocar a música dos novos enredos de carnaval … e, mesmo assim, passamos pela rua e vemos algumas teimosas luzinhas de natal piscando por aí.

 

Esse meu sentimento pode ser definido como Nostalgia – palavra em português que é a junção de duas palavras gregas que significam algo como  “a dor gerada pelo desejo de voltar para casa” . Os gregos usavam a expressão Nostalgia para descrever a tristeza que as pessoas sentiam por estarem distantes do seu lar. Atualmente, usamos essa expressão para manifestar o sofrimento causado pela falta de alguma coisa que não temos mais. É a sensação de saudade originada pela lembrança de pessoas, momentos ou lugares que vivenciamos mas que agora não estão mais conosco.

 

Penso que a nostalgia faz parte do nosso existir. Termos saudades de coisas passadas é sinal de que vivemos a vida. Mas, a saudade, também nos lembra da inexorável ampulheta do tempo … ciclos, fases, pessoas vão passando pela nossa história e sentirmos falta é uma das experiências mais humanas que podemos ter.

 

Agora, o meu grande medo é quando eu fico nostálgico com as coisas que envolvem meu relacionamento com o Senhor. Quando eu leio a biblia mas ela já não me fala mais. Quando os cânticos não aquecem meu coração. Quando eu não consigo ouvir a voz de Deus em oração. Quando não tenho nenhum prazer ou alegria de estar com os irmãos. Quando hábitos abandonados e velhos pecados tornam-se meus melhores amigos… Os fundamentos que dirigiam anteriormente a minha fé vão se tornando elementos fora de moda. Coisas do passado. Não tem nenhuma conexão com o meu presente. São como luzes de natal em Janeiro.

 

A grande notícia para nós é que em Cristo o natal jamais termina. Podemos e devemos desfrutar de um renovo que não tem fim. Se todas as coisas passam e acredite elas passarão, o Senhor permanecerá para sempre.  Quando voltamos para a casa do pai a nostalgia acaba. A dor da falta e da ausência é substituída pela alegria da presença e doçura da comunhão. 

 

Não aceite ou se conforme com uma vida cristã nostálgica. Volte hoje para os braços do Pai e experimente, mais uma vez, a experiência singular de se perceber seguro e acolhido em Deus.

 

“Então a virgem se alegrará na dança e também os jovens e os velhos: tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei: transformarei em regozijo a sua tristeza. Porque satisfiz à alma cansada, e saciei a toda alma desfalecida.” Jeremias 31: 13,25

 

Um menino nos nasceu

dezembro 19, 2019 0 comentários

Adão  respondendo a Deus disse: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Gn 3:10

Essa é a primeira vez em que a Bíblia registra uma fala do homem para Deus. Uma criatura com consciência do seu pecado se percebendo indigno e desnudo tenta fugir envergonhado do Seu Criador que é Santo Santo Santo. A última vez que as escrituras registram uma fala do homem está no penúltimo versículo da bíblia em Apocalipse 22:20 onde o homem diz: “Vem Senhor Jesus”.

Quando lemos a bíblia de ponta a ponta vemos bem no início sobre a queda e a tragédia humana no jardim e quando chegamos ao final ficamos sabendo de que o homem habitará eternamente com Deus em uma cidade que desce dos céus. O que aconteceu nessa história? O que levou o homem de esconder o seu rosto de Deus passar a desejar ardentemente a vinda do Filho de Deus? O que bíblia nos conta, é que entre a tragédia do jardim e o triunfo da cidade uma cruz foi levantada.  “Na plenitude dos tempos Deus enviou o seu filho nascido de mulher” Gl 4:4 e Ele mesmo operou o seu plano de salvação e redenção criando um novo caminho até Ele por meio do sangue de Cristo. 

Louvamos a Deus! Porque quando Ele enviou o seu filho a essa terra, na noite do seu nascimento uma multidão de anjos já proclamaram: “Glória a Deus nas alturas! Paz aos homens a quem Deus quer bem” Lucas 2: 14 Deus quer o bem dos homens. Ele nos amou de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê tenha vida eterna.

Enquanto alguns dizem por aí que o melhor ainda está por vir. Nós cristãos dizemos: o melhor já veio e se chama Jesus Cristo o Dom de Deus para a humanidade. E é justamente porque o messias veio é que teremos um futuro glorioso pela frente. 

Semana que vem é natal… e vendo as luzes, músicas, decorações e tudo que fala da história de Jesus não posso deixar de pensar no imenso privilégio que nós temos de conhecer o Jesus da história. E, parafraseando uma fala de Chesterton: eu definiria o natal da seguinte forma: enquanto a data é a pequena publicidade do incrédulo é o grande segredo do cristão.

“Porque um menino nos nasceu e um filho se nos deu” Is 9:6

 

Imutável

dezembro 13, 2019 0 comentários

“Não vos enganeis meus amados irmãos; Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudanças” Tiago 1:16,17

 

A ideia de alguma coisa que não muda quase que nos soa muito sem graça. A repetição, de qualquer coisa que seja, com o tempo se mostra cansativo e enfadonho. Isso porque nada é pleno em si mesmo e com o tempo enjoamos do velho e queremos experimentar algo novo. Não só as coisas ou as situações mas, principalmente nós mesmos, como seres humanos, mudamos constantemente. Mudamos nossos desejos, metas, ambições, amores e prazeres. É como diz o ditado: uma coisa na vida não muda o fato de que tudo muda.

 

E todas essas mudanças são a prova real e prática da nossa imperfeição. Porque aquilo que é perfeito e pleno de significado e propósito  jamais precisará ser retocado, aperfeiçoado ou alterado. Porque de duas uma: ou nada que existe no Universo é pleno e ficaremos o resto da nossa existência correndo atrás de alguma coisa que não poderá nos trazer descanso ou … existe uma pessoa onde encontraremos TODAS as respostas para aquietar e saciar a nossa alma. E assim, dessa forma, chegamos mais uma vez até o Senhor Deus.

 

Ao contrário de nossa experiência, o Senhor é absolutamente perfeito em tudo para sempre. E é justamente por isso que Ele não muda. Porque não há nada para ser acrescentado Nele. Ele é a plenitude e apenas Ele é capaz  de encher tudo em todas as coisas.

 

Bem, se Deus é o centro: imutável, perfeito e cheio de amor porque então muitas vezes nos sentimos sozinhos e desanimados? Essa é uma lição muito importante: o problema não está naquele que jamais muda … o problema estará sempre em nós: que somos de ânimo dobre e inconstantes em nossos caminhos. Podemos entender melhor ao observar a astronomia. O que é o inverno – senão o momento em que o planeta se distancia do Sol. E o que é a noite – senão quando o planeta, por causa do movimento de rotação, fica de costas para o Sol. O problema nunca está no Sol, ele está ali sempre firme, caloroso e brilhante. O problema está em nossas oscilações e incredulidade que nos afastam da única pessoa que jamais poderíamos cogitar de nos afastar. 

 

Tento me lembrar das experiências reais e do primeiro amor que eu  já vivenciei por Cristo. Lembro-me dos momentos de avivamento onde eu era guiado pela fé e não pelas circunstâncias. Quando a esperança da volta de Cristo era bendita e vivida dentro em mim Quando o Maranata era a primeira palavra dita no dia e última antes de dormir. Tento me lembrar de todas as vezes de que o Senhor era o meu Sol. 

 

O Senhor é o mesmo … Ele não mudou … é como diz Hebreus “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre” Hb 13:8 quem mudou fui eu … fui eu que fui seduzido por outras vozes e segui outros caminhos e me afastei Dele. 

 

É preciso coragem e revelação espiritual para chegarmos a essa triste constatação: o Senhor jamais muda. Somos nós que mudamos e, infelizmente, muitas vezes para pior.

 

“Tenho porém contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” Ap 2: 4,5

 

Cordeiro pascal

abril 18, 2019 0 comentários

“ Cristo, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em semelhança de homens, e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” Filipenses 2: 5 – 8

A crucificação era uma forma generalizada e comum de execução na antiguidade. Mas foi Roma que tornou a crucificação a forma convencional de punição do Estado.

O objetivo da crucificação não era tanto matar o condenado, mas servia para demonstrar  para o resto da população o que acontecia com quem ousava desafiar o império. Por isso que era frequente pregar uma pessoa na cruz mesmo após a sua execução

Por essa razão, as crucificações eram sempre realizadas em público – escolhendo lugares altos  para que todos que passassem pudessem testemunhar o destino do insubordinado. O condenado era sempre deixado pendurado por muito tempo após a morte, sendo que raramente eles eram sepultados. O cadáver, então, era deixado pendurado para ser comido por cães e bicado até aos ossos por aves de rapina. Os ossos depois eram jogados em uma pilha de lixo que é como o Gólgota (em aramaico) ou Calvário (em latim) era conhecido esse lugar em Jerusalém – que significa o local dos crânios ou local da caveira.

Como era o caso de todos os condenados à crucificação, Jesus foi forçado a levar a trave da própria cruz para uma colina situada fora das muralhas de Jerusalém, junto à estrada que levava aos portões da cidade. Dessa forma, cada peregrino que entrasse em Jerusalém para as festividades sagradas não teria escolha a não ser testemunhar a sua condenação.

E assim, em uma colina sem árvores, coberta de cruzes e ossos, crucificado entre dois malfeitores, com um bando de corvos circulando ansiosamente sobre eles, o sol se escurece …. o dia se faz noite, e o filho de Deus,  no seu último suspiro proclama em alta voz: ESTÁ CONSUMADO! O verbo, aquele que é desde o princípio, assumiu a forma ferida da humanidade para levar sobre si as reivindicações da Justiça de Deus.

Paulo escreve aos coríntios dizendo que Jesus Cristo é o nosso cordeiro pascal  I Co 5: 7 de maneira que, para nós, cristãos, a Páscoa se torna a história das histórias e a boa nova mais poderosa que qualquer um de nós jamais escutou.  Enquanto os judeus se preparavam para celebrar a páscoa sacrificando os seus cordeiros. Naquele dia singular também Deus imolou o seu Cordeiro. A diferença é que o Cordeiro de Deus, tem poder para tirar o pecado do mundo.

Nos lembramos da história do Deus  que deixou o esplendor de sua Glória e se fez carne. Naquele dia, ele desceu: desceu da sua glória, do seu trono e se fez homem. Depois desceu mais tornando-se servo. Desceu ainda mais se oferecendo como sacrifício e experimentando a morte por todos os homens. Ele desceu, desceu e desceu. Até chegar no fundo do mais profundo abismo, nas mais densas trevas. E ali me encontrou … afogado na lama da perdição, paralisado pelo pecado e acorrentado na morte … e por meio do seu sacrifício , Ele me salvou, me libertou e mudou completamente a minha história.

“O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;”   Isaías 9: 2 – 6

Tempestades

dezembro 27, 2017 0 comentários

“Fez-se no mar uma grande tempestade e o navio estava a ponto de se despedaçar (…) Jonas porém havia descido ao porão e se deitado: e dormia profundamente” Jonas 1:5

“Eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.” Mateus 8:24

São duas histórias de aparente semelhança…são dois barcos em águas bravias. São dois homens dormindo tranquilamente no barco enquanto a tempestade aterroriza aos demais tripulantes. São dois profetas de Deus cada um enviado para uma missão. Porém, quando descobrimos o contexto, as histórias se distanciam com evidentes resultados…

O profeta Jonas ao desobedecer uma instrução clara de Deus negou seu chamamento, negou sua vocação, negou a soberania e a vontade de Deus. Tentou “fugir da presença” D’Aquele que está em todo lugar. Tentou mudar a direção de seus caminhos. Estar longe de Deus era a sua real intenção. Por outro lado temos o Senhor Jesus – por ser o verbo encarnado Ele era, é, e sempre será, a exata expressão do Pai, a absoluta fiel testemunha de Deus. Enquanto a missão de Jonas era a de anunciar a condenação a uma cidade promíscua, a missão do Senhor Jesus era a de anunciar a salvação da humanidade pelo seu próprio sacrifício pagando o preço exigido pela Justiça de Deus. “ e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas” Cl 1:20.

Dois homens dormindo mas como eles são diferentes! Um traz o repouso inerte, quase mortal, gerado pela desobediência. A imobilização recebida como o salário do pecado. O outro dorme o descanso dos justos. Usufrui do repouso de Deus apesar do cenário contrário. Dorme em paz por saber que, apesar do tamanho das ondas, nada deveria temer. Um, ao despertar se acovarda. O outro enfrenta a situação com serenidade e autoridade. Um traz a tempestade. O outro termina com ela.

Não devemos confundir o sono do pecado com o sono da obediência. Se por fora eles aparentam estar descansando por dentro apenas um realmente está em paz. Como é possível experimentar o descanso ao meio à tempestade? Como é possível encontrar o repouso sabendo que, logo adiante, encontraremos com o Gólgota – o lugar da caveira? Apenas Deus pode nos dar da “paz que excede todo o entendimento” (Fp 4:7). Ela não é produzida pelas circunstancias ou pelas nossas emoções mas é produzida unicamente pela obediência irrestrita à Sua soberana vontade.

Todos nós passaremos por tempestades, isso é certo. Estar em Cristo é estar com Ele no mesmo barco. E quando O Senhor dos Senhores abrir a sua boca toda tempestade terminará: bonança, paz, consolo, descanso e vitória substituirão os trovões, as trevas e o agitar das ondas. Estar no barco sem Cristo é desesperança, perdição, loucura, aflição, tristeza e dor sem fim.

Estar em Cristo fará toda a diferença no final da nossa história. Qual será o nosso destino? A bonança ou o ventre de um grande peixe? Faça a sua escolha.

“E Jesus despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança.” Marcos 4:39

Como nos dias de Noé

novembro 21, 2017 0 comentários

“Pela fé Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.” Hebreus 11:7

Na última conferência bíblica que participei, um dos preletores compartilhou sobre os últimos acontecimentos globais e os relacionou com as profecias do livro de Daniel. Como é natural de acontecer em um assunto tão palpitante o tema logo tornou-se o centro em todas as rodinhas de conversas. Irmãos que geralmente tiram um cochilo durante as reuniões estavam com os olhos arregalados prestando o máximo de atenção em tudo o que se ouvia, afinal de contas, ninguém queria perder nenhum detalhe sobre os novos pactos da União Européia com Israel e o desenrolar dos acontecimentos nestes últimos tempos.

Sabemos que existem bênçãos garantidas pelo Senhor para aqueles que lêem e guardam as palavras da revelação final (Ap 1:3, 22:7). Mas assim como não faz sentido uma pessoa sair de casa sem guarda-chuva ao ver relâmpagos e ao escutar trovões, também as nossas vidas demonstrarão, através dos nossos hábitos, se tais informações sobre o fim desta era foram assimiladas pela fé no nosso espírito ou se tudo não passa de uma curiosidade racional.

Noé parece ser uma figura emblemática para nos ensinar a diferença entre o conhecimento teórico e o conhecimento objetivo. Ele não apenas foi “divinamente instruído sobre acontecimentos que não se viam” mas, principalmente, Noé era “temente a Deus”. Desde o momento em que Noé entendeu que viria um juízo sobre os habitantes da terra, sua vida mudou radicalmente e objetivamente. Ele passou a ter uma vida completamente diferente do restante do mundo. Enquanto todos os demais se preocupavam com as coisas normais dessa vida, Noé passou a investir naquilo que Deus lhe havia revelado. Enquanto todos o taxavam de louco, dia apos dia Noé foi construindo a sua salvação. Acredito que a vida de Noé impressionou bastante o apóstolo Pedro. Ele menciona Noé em suas duas cartas e o chamou de “o pregador da justiça” (II Pe 2:5). À medida que aquela arca era erguida Noé pregava a justiça de Deus que sobreviria sobre toda a terra apesar de toda perplexidade que surgia entre os incrédulos. Ele não precisava abrir a sua boca, sua vida e os seus hábitos proclamavam com mais força do que qualquer palavra.

As conclusões que eu tiro parecem óbvias: se cremos que em breve – “os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem” (II Pe 3:10) – não deveríamos estar preparando a nossa arca a despeito do que os habitantes desse mundo pensem ou digam? Não deveríamos ouvir mais as advertências divinas do que os conselhos de pessoas “obscurecidas de entendimento e alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem pela dureza de seus corações” (Ef 4:17)?

Devo carregar a minha cruz – cuja a madeira da arca é uma figura – e aceitar com paciência o tempo da minha peregrinação até que venha o Senhor. Se a minha vida, meu vocabulário, meus hábitos, meus costumes não exercerem o papel de “pregadores da justiça” de nada valerá meu conhecimento escatológico. Quando esse mundo decretar que sou uma pessoa louca e fora da realidade então saberei que a minha sanidade espiritual estará proclamando os decretos do Altíssimo.

Olhe para cima e veja como o céu já está escuro. E que, em muito em breve, começará a chover.

“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39

Sobre Deus – Parte II

agosto 2, 2010 0 comentários

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito.” I Coríntios 2:9,10

Na última postagem ponderei sobre a minha crença de que existe um verdadeiro e único Deus. A principal característica que determina a existência de tal pessoa é a sua capacidade de auto-existir sem depender de nada ou de ninguém. Ele é aquele que diz “haja luz” antes mesmo de criar as estrelas no céu (Gn1). Para provar ao rei Ezequias a veracidade de Sua promessa Ele muda a rotação do planeta alterando as leis da gravidade e da física que conhecemos (e as que não conhecemos) e retrocede o relógio de Acaz em 10º (II Rs 20:11). Quão grande são as suas obras! De todas, entretanto, a maior de todas obras foi a de entregar o seu Filho como sacrifício remidor e eterno para que o homem pudesse ter acesso irrestrito e legitimo à Sua presença.

Quando o verbo se fez carne e habitou entre os homens (Jo 1:14) uma revelação foi dada a nós: Deus tinha um filho gerado da sua própria substância! Assim como o Pai, o filho também auto-existia “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo” (Jo 5:26). Como um Pai amoroso, Deus concedeu a esse filho todas as coisas: “Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1:16,17). Mais uma vez Deus desejou dar sinais e provas que Seu Filho não era um homem qualquer, Ele entrou na terra nascendo de uma virgem e saiu ressuscitando da morte. Pense a respeito. Quantas pessoas que andaram por essa terra possuem uma história semelhante a essa? Porém, isso ainda não é o mais impressionante.

Quando o Filho iniciou seu ministério publico Ele passou a declarar que estava na terra obedecendo um chamado do Pai: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:39) e “não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse” (Jo 7:28). O Homem-Deus havia nascido com um propósito estarrecedor – reconciliar o homem com Deus Pai através da sua morte. “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (MT 16:21). Que obra inacreditável que esse Deus fez em nosso favor! Porque essa obra ultrapassa a barreira do poder – essa obra toca no mais intimo do Seu amor. O Filho foi a oferta e também o ofertante que apresentou ao Deus Pai o sacrifício perfeito e eterno em favor de todos os homens. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (II Co 5:18).

Como andar por essa terra sem conhecer a História das histórias? Jesus Cristo deve ser, para todo o sempre, o motivo dos meus cânticos, da minha alegria, da minha esperança da minha obediência, da minha devoção e do meu amor. Ele é o caminho que nos levou até Deus. Ele é o grande herói da humanidade.

Olhos não podem ver nem ouvidos podem ouvir tamanha obra. Mas aprouve a Deus enviar o Espírito Santo para iluminar os nossos espíritos e abrir os nossos olhos da fé. Apenas o Espírito de Deus pode nos revelar àquilo que é espiritual. Muitos andam por aí buscando “novas revelações” ou “mistérios” que apenas “iniciados” ou “sensitivos” conseguem penetrar. Mas haverá maior mistério do que este? Será que existe um outro tema mais importante em que o Espírito Santo se ocupe em nos revelar? Não desperdice o seu tempo com outras coisas. Quem vê o Filho vê a Deus.

Jesus Cristo é a mensagem do Espírito Santo, a glória do Pai e a salvação dos homens.

“Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.” ” I Coríntios 2:12