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Santidade

Maturidade

dezembro 5, 2019 0 comentários

“Pois com efeito, quando devíeis ser mestres,atendendo ao tempo decorrido,tendes necessidade de alguém que vos ensine de novo quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus, assim vos tornastes como necessitados de leite, e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm a as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem mas também o mal. “ Hb 5:12 – 14

 

Recentemente, na empresa que trabalho teve o dia da saúde … então todos nós fizemos alguns exames. Um deles é o exame chamado de bioimpedância que diz, baseado em algumas análises,  qual é a idade do corpo da pesssoa.O resultado não me surpreendeu, o meu corpo está 8 anos mais velho do que a minha idade biológica, ou seja, eu não estou cuidando do meu corpo de forma adequada e ele está sofrendo os efeitos do meu sedentarismo e maus hábitos.

 

Claro que fiquei pensando na aplicação dessa situação para a minha idade espiritual. Isso porque a minha idade espiritual não necessariamente acompanha a minha idade de conversão. Então eu posso ter 30 anos de conversão mas ter 5 anos de idade espiritual.

 

Como o Senhor disse a Nicodemos, um dia nascemos de novo para Deus, e nos percebemos como crianças recém nascidas desejosas e necessitadas do genuíno leite espiritual (I Pe 2:1). Descobrimos um mundo novo, passamos a entender o que está por detrás das coisas, ao avançar no entendimento ficamos sabendo que, de fato, são os agentes da dimensão espiritual que dirigem e governam a dimensão física de matéria. Então começamos aprender a orar. Exercitamos a nossa fé em conhecer cada vez mais ao próprio Deus, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo que Ele mesmo enviou para habitar dentro de nós. E, vamos crescendo e ganhando entendimento das coisas espirituais e como Hebreus testemunha de Moises, permanecemos firmes como quem vê aquele que é invisível (hb 11:27).

 

O que o escritor de hebreus define como um sinal de maturidade está justamente no fato de que um adulto tem a capacidade de discernir as questões de maneira espiritual. Isso não cai do céu ou vem automaticamente, essa capacidade de enxergar as situações pela perspectiva divina cresce e aumenta em nós pela prática, ao exercitarmos a nossa faculdade para discernir o bem e o mal em todo o momento.

 

O que caracteriza a meninice é o materialismo. É olharmos as coisas na perspectiva terrena e humana. Esquecemos que a nossa herança está nos céus (I Pe 1:4) e investimos a nossa energia em acumular tesouros na terra. Esquecemos que somos peregrinos e aguardamos a pátria celestial (Fp 3:20) e fincamos nossas raízes neste mundo. Esquecemos que o Senhor já nos tem abençoado com toda sorte de bençãos espirituais nas regiões celestiais (Ef 1:3) e não tomamos posse porque estamos focados nas bençãos materiais. Esquecemos que a nossa luta não é contra sangue e carne  mas sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes (Ef 6:12) e passamos a brigar e lutar com a esposa, o filho e os irmãos. É o que Paulo diz na lata aos corintios: “Eu porém irmãos não vos pude falar como a espirituais; e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais.””I Co 3:1 – 2

 

E assim como acontece no mundo físico, uma criança espiritual não tem tamanho nem força para lutar as guerras do Senhor. A sua carnalidade a leva sempre a correr atrás de brinquedinhos espirituais e do leitinho para o dia mas ela não tem a capacidade de absorver a energia proveniente do alimento sólido que a fortalece para a batalha. 

 

Possa o Senhor renovar a nossa mente e nos livrar da paralisia do crescimento espiritual. Para que quando estivermos diante da presença Dele venhamos a nos apresentar como soldados que combateram o bom combate.

 

“Até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, a perfeita varonilidade à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro””Ef 4:13,14

 

Latrina

novembro 28, 2019 0 comentários

“”Penetraram na casa de Baal, e as queimaram. Também quebraram a própria coluna de Baal, e derrubaram a casa de Baal, e a transformaram em latrinas até o dia de hoje.”  II Rs 10:26,27

Lendo a história de Israel podemos perceber os esforços do Senhor Jeová em ensinar, repreender e corrigir o seu povo. Muitas vezes Ele usava de coisas práticas da vida para testemunhar das coisas espirituais. Por ex: O Senhor Mandou Jeremias andar com um cinto de linho apodrecido para revelar o que aconteceria com Judá. Por três anos Isaias andou despido e descalço por sinal contra o Egito ou quando o Senhor ordenou Oseias a se casar com uma prostituta e ter filhos de prostituição para, assim,  profetizar acerca do adultério espiritual de Israel.

 

Da mesma forma, acho muito poderosa e radical a mensagem que o Senhor Deus está tentando nos ensinar com o que aconteceu com o templo de Baal. Conhecemos a história, como o povo de Israel estava constantemente flertando com a idolatria ao cultuar e servir a um outro senhor – que é o significado da palavra Baal (só que esse Senhor é com s minúsculo). Após uma restauração promovida por Jeú, a casa de Baal foi transformada em banheiro público. Isso mesmo, essa casa que para muitos era sagrada, foi transformada em um lugar onde os homens despejam as suas excreções. 

 

E o que faz nosso sistema excretor? Ele joga fora tudo aquilo que ingerimos mas que o nosso corpo não absorve ou aproveita. Tudo o que tem valor para a vida o corpo absorve mas aquilo que não presta nosso corpo joga fora. É como se Deus tentasse nos ensinar dizendo: tudo o que você fizer que não é para mim ou por meio de mim será como o lixo. Um total desperdício.

 

Paulo entendeu essa verdade. Assim ele expressa seu sentimento aos filipenses quando diz: “”por amor de Cristo,perdeu todas as cousas e as considerava como refugo (ou em outras versões – esterco), para ganhar a Cristo.””Fp 3:8  Que lindo testemunho do apóstolo! Cristo é o meu grande amor. Ele é o meu tesouro todas as outras coisas, comparadas a Ele, são como lixo – não tem proveito. E esse é o genuíno testemunho do Cristão… não tem nada haver com uma religião, não é um conjunto de normas e restrições que eu me submeto. Mas tem haver com uma pessoa, que conquistou meu amor de tal maneira, que todas as outras coisas ficaram ridiculamente menores. A religião me diz o que eu não posso fazer. A vida, porém, me mostra que nada dessas coisas tem de fato valor.  O legalismo me proíbe de um monte de coisas e de desejos, o amor me liberta de todas elas.

 

Eu tento perceber o que o Espírito Santo quer me ensinar, apesar do meu coração obstinado, eu preciso meditar nessa verdade: Cristo é tudo e tudo que é fora dele nada é. Me envergonho em perceber que ainda tento relativizar essa realidade. E muitas vezes coloco o que é esterco como alguma coisa de valor.

 

A saída para essa situação é investir tempo em conhecer cada vez mais ao Senhor Jesus – se Ele crescer em importância e amor dentro da minha história, todas as outras coisas, se tornarão insignificantes e não encontrarão em mim, nenhum sinal de desejo.

“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” Sl 73:25

 

Entropia

novembro 22, 2019 0 comentários

“”Não desanimamos, pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.””II Co 4:16,17

Vivemos em um grande sistema que está em profunda desordem. Podemos observar essa desordem nas coisas pequenas da vida: por ex: uma fruta tem seu ciclo de maturação e depois que arrancamos ela da árvore, rapidamente apodrece. O nosso corpo também está em constante desordem e degradação. É por isso que comemos, bebemos água e dormimos, para ajustar e regular o organismo, caso contrário o sistema entrará em falência. E ainda que você tenha o máximo de cuidado com o seu corpo, em algum momento, inevitavelmente,  ele entrará em colapso e uma desordem no seu organismo gerará a sua morte. Infelizmente também descobrimos que existe uma desordem no sistema social. Pessoas enlouquecem, se perdem para as drogas, prazeres e dinheiro. Como consequência dessas coisas, estamos cercados por sociopatas, estupradores, ladrões. Eles podem roubar, machucar e matar não apenas a nós mas àqueles que nós amamos. Sofremos diretamente com a desordem emocional dos outros e isso também gera desordens emocionais dentro de nós. 

O grau de desordem em um sistema é conhecido na literatura como Entropia. As empresas, relacionamentos, a saúde …todas as coisas tem um certo grau de entropia … de maneira de que, se nada for feito, tudo tende a desordem. 

Paulo percebeu essa desordem operando sobre ele quando ele diz que o meu homem exterior está em corrupção, em outra passagem também ao coríntios Paulo diz que dia a dia ele está morrendo … Isso porque ainda estamos inseridos em um mundo que jaz no maligno. A ideia de que problemas e desordens não sobrevém sobre os filhos de Deus é um pensamento que, mais cedo ou mais tarde, será confrontado com a entropia da vida. Mas, o que a Bíblia nos diz, é que apesar de toda a desordem externa, o Senhor Deus é poderoso e deseja produzir uma perfeita ordem dentro de nós. Paulo continua o texto dizendo: se por fora eu estou em corrupção por dentro tenho experimentado um renovo todos os dias. Se por fora existe desordem no meu espírito Deus tem ordenado todas as coisas. 

Pensando nisso me recordo da história de um missionário que estava viajando de navio quando ouviu o capitão do barco dizer: “estamos passando por um espesso nevoeiro em uma região com muitas rochas … se alguém aqui acredita em Deus, é um bom momento de pedir para que ele nos salve””. Então aquele missionário ajoelhou-se e pediu com sinceridade: “”Senhor tire as pedras do nosso caminho”. A viagem transcorreu bem eles chegaram ao destino sem nenhum problema. Quando ele voltava dessa viagem ao passar por aquela região novamente – agora em um lindo dia de sol e sem nenhuma neblina. Ele se lembrou da experiência passada e orou: “”Deus, muito obrigado porque naquele dia o Senhor tirou as pedras do caminho” no que ele entendeu o Senhor falando ao seu coração dizendo: “”Não meu filho, eu não tirei as pedras do caminho, eu elevei o nível das águas de maneira que vocês passaram por cima de todas as pedras.””

Eu não sei quais são os problemas, dores e desordens que ainda terei que passar durante a minha peregrinação nesta terra.  Eu não sei quais pedras estarão no meu caminho. Mas uma coisa eu tenho absoluta certeza, o Senhor Deus que também é o meu pai, estará sempre comigo. E Ele tem Graça superabundante para elevar o nível da minha fé e tem poder para, em qualquer situação, ordenar ordem , vida e paz para o meu homem interior.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus””Fp 4:7

 

Escolhas

outubro 17, 2019 0 comentários

“apanhai-me as raposas, são as raposinhas que devastam os vinhedos” Ct 2: 15

Certa vez vi uma dessas matérias que nos parecem inacreditáveis (depois pesquise na internet e verá o artigo): um canadense conseguiu trocar um clipe de papel por uma casa. Logicamente, ninguém trocaria uma casa por um simples clipe, o que esse esperto canadense fez foi realizar trocas, onde, no final, conseguiu chegar à casa. Então o clipe de papel foi trocado por uma caneta com forma de peixe. A caneta foi trocada por uma maçaneta de porta com desenho especial, a maçaneta por um fogareiro de acampamento e o fogareiro por um gerador. Dessa forma, ele foi trocando e trocando até chegar à uma casa na cidade de Kipling, Canadá.

Esse é um exemplo positivo de como uma pessoa, através das suas escolhas seguiu por um caminho de prosperidade. O problema é quando acontece o contrário conosco. Temos uma casa e à medida que fazemos nossas escolhas e tomamos as nossas decisões podemos terminar a nossa vida com apenas um clipe de papel nas mãos.

Eu fico pensando em Ló, a bíblia o chama de homem justo, porém teve um final de história muito triste e miserável. Mas esse processo não foi de um dia para o outro … “ló foi armando suas tendas até Sodoma e passou a conviver com pessoas más e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13: 12-13). O inimigo tem suas estratégias e planos … ele não nos oferece alguma coisa que nos assuste e nos  afugenta. Ele te oferece coisas que estão dentro das nossas possibilidades e uma vez que ele fincou uma legalidade maligna nas nossas emoções ele começa o trabalho de deformar e corromper cada vez mais nossa percepção e valores de maneira que não percebemos as trocas que fazemos. Ele vai oferecendo pequenas situações onde você fará pequenas escolhas que poderão destruir a sua história. Apanhem as raposinhas porque são elas que devastam o vinhedo. 

Muitas vezes, os resultados das nossas escolhas não são imediatas. Assim como o filho pródigo, podemos passar por um período de falsa paz e alegria, até darmos conta de que estamos muito longe da casa do Pai nos alimentando do resto da comida dos porcos (Lc 15:14-16). E isso deveria ser um grande alarme para nós: porque as escolhas do presente  determinarão o que seremos no futuro.

Você é livre para escolher qual semente irá plantar mas lembre-se você será obrigado a colher o que semeou. Essa é a lei da semeadura que Deus estabeleceu e nenhum de nós consegue escapar: semeamos pensamentos colhemos comportamento; semeamos comportamento e colhemos hábitos, semeamos hábitos e colhemos caráter, semeamos caráter e, então  colheremos o nosso destino.

“De Deus não se zomba porque aquilo que o homem plantar isso também ceifará” Gálatas 6: 7

Morto-vivo

agosto 1, 2019 0 comentários

“Conheço as tuas obras, tens nome de que vives mas estás morto” AP 3: 1

No início deste ano, foi muito comentado e noticiado nos jornais aqui de BH a história de uma jovem de 17 anos que, após uma briga, matou sua avó, enrolou-a em um edredom vedou as frestas das janelas e da porta do quarto da avó e simplesmente a deixou lá. Quase 3 meses depois, um outro parente daquela senhora descobriu o ocorrido. No meu
caso, essa notícia terrível ganhou mais relevância porque isso aconteceu dentro do condomínio em que eu moro, há menos de 100 metros da minha casa.

Como era de se esperar, apesar de todas as tentativas de vedar o ambiente, um cheiro desagradável começou a ser sentido. Os vizinhos reclamavam com o sindico acreditando que poderia ser algum problema no esgoto ou algum lixo esquecido em alguma casa vazia…

Interessante que foram os vivos que perceberam o cheiro da morte. São os vivos que conseguem discernir e detectar as coisas podres e inadequadas. Isso me levou a fazer essa simples, porem importante reflexão: tenho percebido as coisas mortas da carne e do mundo? Caso essas coisas não me ofendam mais, caso eu esteja como que anestesiado
pela coisas mortas desse mundo é bem provável que eu esteja morto também. Talvez você se assuste com essa afirmação , achando ela um tanto radical. Mas vejamos alguns exemplos: No texto que lemos no inicio deste pensamento, o Senhor Jesus afirma claramente que a igreja em Sardes tinha um nome, um status de vida mas na verdade ela estava morta. Paulo diz das viúvas que, ao se entregarem aos prazeres, mesmo vivas estão mortas. Ele também encoraja aos ricos deste século a tomarem posse da verdadeira vida. Mesmo conselho que ele dá a Timoteo dizendo: “combate o bom combate da fé e toma posse da vida eterna para a qual também foste chamado”. Quando o filho pródigo volta para casa o seu pai afirma … “este filho estava morto e reviveu”.

Pode até ser que eu e você não pratiquemos os pecados listados por Paulo em Romanos capitulo 1 – coisas do dia a dia deste mundo como: malicia, avareza, difamação, insolência, desobediência aos pais ou soberba. Porém, o que deveria chamar nossa atenção, é que Paulo vai mais além, ele diz que existe uma sentença de morte não só para os que fazem
mas também os que aprovam os que assim procedem”. Cuidado, são os vivos que acham insuportável o cheiro da morte proveniente do pecado.

Esse talvez seja um importante teste para avaliarmos a saúde da nossa fé. O quanto as coisas desta geração geram em nós náuseas por causa de tanta injustiça, violência, promiscuidade, rebelião e devassidão. Qual é a medida ou qual a é intensidade do MARANATA VEM SENHOR JESUS dentro dos nossos corações?O quanto , de verdade, anelamos e oramos para que o nome do nosso Pai Celeste seja santificado e o Seu reino se manifeste entre os filhos dos homens?

É tempo de despertarmos do sono. De quebrarmos toda aliança com o mundo. De odiarmos tudo o que o Senhor odeia. De termos em mente que a amizade do mundo é inimiga de Deus. E assim, como novas criaturas que somos em Cristo testemunharmos das coisas santas do Reino de Deus.

“Desperta ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará. Portanto vede prudentemente como andais, não como néscios e, sim, como sábios, remindo o tempo porque os dias são maus. Por esta razão não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” Ef 5: 14 – 17

 

Respiração

julho 25, 2019 0 comentários

“ assim se alguém está em Cristo é nova criatura”” II Co 5:17

O cristão é uma pessoa que precisa lidar com dimensões diferentes de vida. Nenhum
peregrino, por mais consagrado e santificado que seja, vive de comer luz. Precisamos do
pão de cada dia e, ao procurá-lo descobrimos que o conseguiremos mediante o suor do
rosto.

Temos que trabalhar, cortar cabelo, tocar fralda suja do neném ou alguns de nós precisam
trocar as fraldas do seus pais. Precisamos pagar boletos, fazer empréstimos, negociar
dividas e cuidar da saúde. E mesmo fazendo todas essas coisas podemos dizer como
Paulo em II Coríntios 10: 3 “porque embora andando na carne não militamos segundo a
carne”. Tentamos em todo o tempo ver o invisível, discernir as coisas pelo ângulo do Reino
de Deus. Olhamos para o céu e anelamos por coisas espirituais. Somos servos do Senhor
Jesus, aquele a quem não havendo visto com nossos olhos físicos, amamos.

Philip Yancey , em um dos seus livros, faz uma interessante ilustração sobre a vida do
cristão. Ele diz que somos como as baleias ou os golfinhos. Embora estejam cercados pelo
meio aquático nadando, comendo e vivendo dentro dágua eles não são iguais aos peixes.
Isso porque, como mamíferos que são, o sistema respiratório deles é completamente
diferente. Enquanto os peixes conseguem retirar o oxigênio que se encontra dissolvido na
água os mamíferos só conseguem retirar o oxigênio da atmosfera. De maneira que, em
algum momento a baleia ou o golfinho necessitam, subir até a superfície para respirar.

Em Efésios 2:12 diz que outrora estávamos sem Cristo, estranhos às alianças da promessa
não tendo esperança e sem Deus no mundo” mas agora, que somos uma nova criatura,
alguma dentro de nós mudou: passamos a precisar respirar as coisas do céu, sentimos e
percebemos que nem só de pão vive o homem mas também da palavra que procede da
boca de Deus. Nossa verdadeira comida e bebida, ou seja, aquilo que nos fortalece,
torna-se fazer a vontade do Pai e estar em plena comunhão com Ele.

Não é preciso dizer que tudo isso é uma completa loucura para os peixes. Eles estão
tranquilos lá no fundo do mar. Não sentem tal necessidade, não conseguem entender nem
nosso estilo de vida nem nossas prioridades. Agora, maior loucura é eu me esquecer da
minha identidade em Cristo e passar a viver e imitar os peixes.

Não posso, nem por um momento sequer, permitir que eles me influenciem. Eu não :sou
igual a eles, se eu passo a imitar o seu procedimento acabarei morrendo por falta de ar. É
como aquele ditado que diz: “”galinha que anda com pato acaba morrendo afogada”.

Diariamente, quero elevar meu espírito para as coisas celestiais , como fazemos na nossa
respiração – quero expirar as coisas da terra e inspirar as coisas do céu. Encher meus
pulmões do ar do Espírito e viver o meu dia em novidade de vida.

“Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo
quanto produz; que dá a respiração ao povo

 

 

Pedradas

julho 5, 2019 0 comentários

“Ouvindo eles isto enfureceram-se nos seu corações e rilhavam os dentes contra ele. Mas, Estevão, cheio do Espírito Santo fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus, e Jesus, que estava a sua direita. Eles porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e unânimes arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. Então, ajoelhando-se, Estevão clamou: Senhor, não lhes imputes este pecado. Com estas palavras adormeceu.” Atos 7: 54 

Estevão foi um dos sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria que foram escolhidos pela igreja para servirem às viúvas helenistas. Ele é o 1o nome mencionado na lista e o único que o escritor acrescenta a expressão “homem cheio de fé e do Espírito Santo”. Poucos versículos à frente é mencionado novamente “Estevão, cheio de graça e poder fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. Quando alguns da sinagoga tentaram discutir com ele não puderam sobrepor-se à sabedoria e ao Espírito com que Estevão falava. Então eles subornaram homens para darem falso testemunho e o levaram para o tribunal judaico. Lucas volta a dizer que todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estevão viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo.

Lendo sobre uma pessoa com um currículo destes é difícil entendermos o desfecho desta história. Os judeus, movidos de ódio e não encontrando com que o acusar, subornam algumas pessoas para darem falso testemunho. Levando-o a um rápido julgamento e a uma rápida condenação: morte por apedrejamento. 

Eu tento me colocar no lugar de Estevão… lembre-se, até aquele momento, ninguém ainda havia morrido por testemunhar da fé em Jesus Cristo. Quando aqueles judeus iniciaram o cruel ritual, nenhum campo de força foi criado protegendo o corpo de Estevão, nem as pedras se transformaram em pedaços de espuma. Não, nada disso. As pedras, cada uma delas, foram rasgando sua pele, abrindo profundos cortes em sua cabeça e desfigurando o seu rosto. Qual seria o meu sentimento em um momento tão vergonhoso e de aparente derrota diante não só dos meus inimigos mas também diante de toda a igreja em Jerusalém? Como avaliar meu serviço com um fim tão trágico e um ministério tão curto ? O que eu teria pensado? O que eu teria orado? 

Fico impressionado com a reação do amado Estevão. Não vemos um homem apavorado, desesperado ou decepcionado com Deus. Mas percebemos alguém que teve o privilégio de ver o Senhor Jesus de pé para o receber na glória. E, com, mansidão e humildade aceitou o seu destino. Talvez ele não soubesse, mas foi através da sua morte que a Igreja saiu de Jerusalém espalhando a verdade do evangelho em outras cidades. Talvez ele também não soubesse  que o seu testemunho impactaria profundamente um jovem judeu zeloso da lei chamado Saulo de Tarso. 

E, finalmente, meditando na história de Estevão eu concluí uma questão muito importante:  um homem cheio de fé, de graça, de poder, de sabedoria e, principalmente, cheio do Espírito Santo não é um homem que não leva pedradas … mas, sim , é um homem que intercede e perdoa àqueles que lhe estão atirando as pedras.

“Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada;  necessitados, afligidos, maltratados – homens dos quais o mundo não era digno” Hebreus 11:37, 38

Os notáveis

novembro 30, 2018 0 comentários

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai e eu também O amarei e me manifestarei a ele.” João 14:21

A amizade acompanha a história de qualquer ser humano. Todos nós, experimentamos, em diferentes intensidades, a amizade e o companheirismo de outras pessoas. Olhando para minha experiência vejo que não existe uma tática para conseguirmos uma nova amizade, geralmente elas surgem inesperadamente. Pessoas que eu não tinha qualquer apreço tornaram-se minhas amigas e, por outro lado, tiveram pessoas que eu desejava ter amizade contudo não consegui cultivá-las. Também percebo que a amizade não surge pronta. Ela começa misturada com vários interesses pessoais. Geralmente iniciamos um relacionamento baseando-o em trocas: troca de atenção, benefícios, tempo, conselhos, etc. Se esse relacionamento amadurece a pessoa em si torna-se mais importante do que ela pode nos oferecer. Passa-se a ter sentimentos e compromisso que ultrapassam os interesses pessoais. A verdadeira amizade não se baseia mais em nós mesmos mas no valor que damos ao outro. Os laços que nos unem já não dependem de dinheiro, respeito, lugar ou freqüência. Tornam-se laços inquebráveis que perduram ao longo do tempo.

Quando penso em amizades concluo que a pessoa em que devo mais investir em relacionar-me é com o próprio Deus. Sei que soa estranho qualificar Deus como um amigo. Afinal de contas como posso ter a presunção de pensar que posso cultivar uma amizade com o ser mais espetacular e inacreditável do Universo? Um ser que justamente por ser Deus não precisa e não depende de absolutamente nada para auto-existir? A experiência de Abraão me ajuda a entender um pouco melhor essa questão. Está escrito: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.” (Tg 2:23) . Como que Deus pode chamar um homem de amigo? A resposta de Tiago é incrivelmente simples: Abraão acreditou em Deus. Ele creu nas promessas e no propósito do Todo Poderoso. Ao confiar em Deus, Abraão deu um passo decisivo para uma vida intima com o Senhor.

Também penso nas diferentes profundidades que podemos experimentar do amor de Deus. O Senhor Jesus menciona sobre o amor incondicional de Deus pelo mundo perdido no famoso versículo de João 3:16 “Deus amou o mundo e por isso deu o Seu único filho”. Porém, em João 14:21 o Senhor Jesus fala de um amor condicionado; um amor e uma revelação que é exclusiva para aqueles que obedecem aos seus mandamentos. Quando penso nesse tipo de amor especial, lembro-me de Daniel. Pelo menos três vezes nos é dito o quanto Daniel era amado por Deus (Dn 9:23, 10:11,19) : “No principio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado.” Aqui temos uma declaração de amor muito pessoal de Deus a um amigo. Também penso em Paulo e Pedro ambos conseguiram tamanha intimidade com Deus que eles foram avisados da sua morte (II Tm 4:6 e II Pe 1:14). Como todo bom amigo, Deus declara suas intenções e comunga com os seus mais próximos.

Faço então a pergunta. Porque não é fácil sermos amigos de Deus? Tiago também tem a resposta: “a amizade do mundo é inimiga de Deus. Quem quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tg 4:4). Para sermos amigos de Deus temos que abrir mão de muita coisa. Quero muito ser chamado “amigo de Deus” mas será que estou disposto a abandonar parentela, cultura, hábitos e viver em tendas como Abraão fez? Também desejo experimentar as realidades espirituais que Daniel experimentou, mas será que desejo abrir mão das finas iguarias que a Babilônia me oferece? Que tristeza perceber que o conhecimento teórico não é o suficiente para me tornar amigo de Deus! Fico envergonhado por reconhecer que ainda insisto em encontrar um caminho neutro aonde posso ser amigo do mundo e de Deus.

Ao longo de toda historia da humanidade existiram muitos homens que, como Abraão e Daniel, romperam as barreiras da racionalidade e conseguiram experimentar na terra uma vida celestial. Tiveram em Deus seu maior companheiro e isso mudou suas perspectivas de vida. Enquanto para os demais as ordenanças de Deus soam como restritivas para eles são como uma fonte de comunhão. Enquanto todos temem a disciplina de Deus para eles a vara e o cajado servem de consolo. Não obedecem pelo medo mas pelo amor.

Os amigos de Deus são odiados pelo mundo e muitas vezes sofrem profunda rejeição por isso: “Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada, andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados – homens dos quais o mundo não era digno –. Hebreus 11: 37-3a . Aos olhos do mundo são desprezíveis porém isso não os afeta porque sabem que são aprovados por Deus. Vivem com seus pés nesta terra mas com seus corações postos no céu. Por experimentarem um real convívio com Deus, suspiram diariamente pelo momento em que O verão face a face. Suas ambições terrenas cada dia diminuem mais e, por isso mesmo, passam a servir aos outros mais desimpedidamente. E por viverem para servir, não são notados pela maioria. Mas para eles isso também não importa porque sabem que são notados por Deus, seu maior amigo.

“Quanto aos santos que estão na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.” Salmos 16:3

A obra

abril 30, 2018 0 comentários

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Gálatas 5: 22-23a 

O nosso Deus é um Deus trabalhador. Grandes obras executadas por Deus nos dão uma pequena noção do Seu poder e nos deixam maravilhados. Desde Gênesis, a Bíblia registra tantos sinais e prodígios da parte de Deus que chega em um momento da leitura que nossa mente fica anestesiada com tantos milagres que não conseguimos mais perceber as dimensões dos seus feitos. Deus realiza esses feitos para mostrar ao homem que Ele é Deus e não há nada que se compare com as suas obras. “Não há entre os deuses semelhante a Ti Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras. Pois Tu és grande e operas maravilhas; só Tu és Deus! (Sl 86:8, 10)”. Quando chegamos ao novo testamento vemos que o filho também trabalhou muito e consumou a sua obra. Deus se manifestou através do seu filho e realizou muitos sinais e prodígios. João fala claramente do propósito dos sinais realizados por Cristo: “Fez Jesus muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estas porém foram registrados para que creiais que é Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.” (Jo 20:20-21).

Os sinais externos que Deus faz correm um risco, eles podem ser negligenciados, esquecidos ou desvalorizados pelas testemunhas do milagre. Qual foi a reação do povo de Israel após todas as experiências que tiveram no seu Êxodo? As dez pragas que caíram sobre os egípcios enquanto nenhuma delas chegou ao arraial israelita. Quando encurralados, Deus abriu o mar para que eles fugissem e depois o fechou matando seus inimigos. Quando famintos, Deus fez chover pão do céu. Quando sedentos, Deus fez brotar água da rocha. Como paga pelos sinais, o povo tornou-se incrédulo e murmurador. Ou como entender o coração dos 9 leprosos que, após suplicarem e serem curados pelo Senhor Jesus, não voltaram nem sequer para agradecer? O coração do homem é tão enganoso que é capaz de cegar seu entendimento e não perceber o Senhorio de Deus e o adorá-lo como Ele merece.

Meditando sobre esse tema percebi que não tenho sede por grandes milagres ou sinais externos. Talvez seja porque Deus já me convenceu do Seu poder. Acredito que, se eu nunca mais ver qualquer sinal miraculoso, a minha opinião sobre o poder de Deus não sofreria qualquer dano. O testemunho dado nas escrituras e os relatos que já li, ouvi e vi são suficientes para que eu creia na supremacia de Deus para sempre. Mas confesso que existe um trabalho de Deus que me toca profundamente – o fruto produzido pela Obra do Espírito.

Quando leio qual é o fruto do Espírito Santo no espírito do homem percebo qual é a verdadeira obra que a Igreja deveria anelar. Em um mundo egoísta, triste, violento, sem paciência, maldoso, infiel, cruel e impulsivo o Espírito Santo é capaz de frutificar no cristão: o amor de Deus, alegria de viver, paciência, benignidade, bondade magnânima, confiança, suavidade e vitória sobre o desejo.

Deus realiza muitos obras externas desejando que o homem creia N’Ele e seja mudado interiormente. Mas nós, os que já cremos, precisamos desejar ver a manifestação da obra produzida pelo Espírito Santo dentro de nós e que se manifesta externamente para edificação da Igreja e para a glória de Deus. Os milagres feitos de dentro para fora são os mais impressionantes porque são realizados apenas mediante a permissão do homem.

Hoje, quando penso nas obras de Deus, valorizo muito mais aquela que é feita condicionada pela resposta adequada do homem. Mudar o caráter de uma pessoa impressiona-me mais do que fazer a terra parar. Curar uma alma ferida mais do que a cura de qualquer enfermidade física. Um homem que pede perdão mais do que um mudo que volta a falar. Um pecador que vê o seu erro e se arrepende mais do que um cego que volta a enxergar. Um filho rebelde que volta para a casa de Deus mais do que a cura de um paralítico que volta a andar. Um jovem que guarda seu coração puro mais do que a cura de um leproso.

O trabalho lento, silencioso e constante do Espírito Santo nas nossas vidas parece destoar do ritmo de vida que levamos. Mas, acredite, nenhuma outra obra será mais importante do que a obra de sermos transformados, de glória em glória, na própria imagem de Cristo.

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem do Seu filho. Romanos 8: 29a”

TE CONHEÇO
Letra e musica: Carlos Sider
Grupo Mensagem

Queria estar ouvindo a Tua história
Contada pelas ondas de outro mar
Ouvir da Tua boca as maravilhas que hoje sei

Estar no barco em meio a tempestade
E ver o mar calar por sua voz
Ouvir falar o cego: “cego era e posso ver”
Eu queria…

Mas apesar do tempo e o tanto
Que me distam do lugar
TE CONHEÇO
E ainda hoje a Tua voz prossegue firme
Como é doce a Tua voz
É um convite a Te seguir

E quanto mais e mais eu Te conheço
Eu vejo quem eu era e hoje sou
E não posso negar que foi a Tua voz que me mudou
Nesses dias.

O maior dos milagres

fevereiro 11, 2018 0 comentários

“Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados. Mas alguns escribas diziam consigo: Este blasfema. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que cogitais o mal nos vossos corações? Pois qual é mais fácil dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar os pecados – disse então ao parlíitico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. E, levantando-se, partiu para sua casa.” Mateus 9:2-7

Vivemos a era da informação. As notícias nascem e morrem em questão de minutos. Com o advento da internet podemos nos atualizar em tempo real sobre tudo o que acontece no mundo. Tantas coisas tentam nos atrair e cada vez é mais feroz a luta pela nossa atenção e pelo nosso tempo. O que era extraordinário ontem, hoje é comum. O que no passado era moda, no presente caiu na mesmice. Todas as coisas precisam ser cercadas pelo fantástico, pelo espetacular caso contrário não conseguem cativar nossa atenção.

Infelizmente esse ritmo mundano tem mais do que influenciado o caminho dos peregrinos nesta terra, tem determinado e modelado nosso estilo de vida cristã. Precisamos produzir cultos dinâmicos e envolventes caso contrário não existe um legítimo interesse da audiência. O período de louvor outrora espontâneo tornou-se em um roteiro milimetricamente planejado para conduzir a assembléia a um certo êxtase coletivo, eliminando qualquer possibilidade da intervenção do Espírito Santo no curso da reunião. Os pregadores têm usado das mais variadas estratégias de marketing para conquistar a atenção da platéia preocupando-se mais com as técnicas do que com a unção. De maneira geral, nossas reuniões geram entretenimento, mas não geram santidade. Nos tornamos pessoas supérfluas, distraídas por atividades religiosas que ocupam o nosso tempo mas não preenchem o nosso espírito.

No texto citado acima, Mateus descreve uma situação que tipifica o que tenho tentado expressar. Para o Senhor Jesus a maior benção que aquele homem poderia receber não era a de voltar a andar mas a de voltar à Deus. Era a benção de ter os seus pecados perdoados. O homem natural valoriza mais as coisas visíveis do que as invisíveis e foi necessário curar o paralitico para demonstrar aos escribas que sua autoridade fora conferida pelo próprio Deus. Quem pede por sinais são os incrédulos e os maus (Mt 16: 4). Hoje, sinto que corro esse mesmo risco. O perigo de superdimensionar pequenos milagres e me esquecer do maior e mais inacreditável milagre que me aconteceu – o perdão dos meus pecados. Temo que um dia a minha gratidão por Deus se esgote porque me distraí procurando por pequenos sinais da benção de Deus e me esqueci de agradecer pela maior benção de todas – Jesus Cristo e a sua obra redentora na cruz.

Nestes dias em que se buscam novidades e coisas espetaculares, eu busco encontrar o extraordinário nas velhas coisas já reveladas nas escrituras. Deus não precisa me entreter. Ele já chamou a minha atenção através do Seu perdão. Deus não precisa fazer nenhum outro sinal. No calvário, Ele já provou que me ama. O perdão dos meus pecados e a minha salvação é o maior de todos os milagres que eu jamais poderei me esquecer.

“Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o soberano dos reis da terra. Aquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados.” Apocalipse 1:5