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Maranata

Os conhecedores da época

agosto 20, 2018 0 comentários

 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei…” Daniel 9: 25a

Lendo sobre a II Segunda Guerra Mundial uma atitude do Hitler chamou-me a atenção; no início da guerra ele ordenou adiantar em uma hora os relógios em toda a Alemanha. Dizem que ele alterou o tempo porque queria que o exército alemão estivesse sempre à frente em relação aos seus inimigos. O mesmo principio também acontece no horário de verão. O Estado adianta em uma hora o horário oficial com o objetivo de aumentar a economia de energia elétrica. Então toda a sociedade se vê obrigada em respeitar os novos tempos. Mesmo que alguém não aceite tal determinação ele será afetado diretamente. O banco fechará às 16:00 horas do novo horário e não do horário antigo, e assim também acontece com o comércio, emprego ou cinema. Ou você se adapta ou está fora do sistema.

A Bíblia também nos adverte que os tempos e a lei serão alterados para e pela presença do anti-cristo. Se não consigo compreender completamente como ele mudará o tempo, consigo entender as conseqüências: ele magoará (ou em outras versões: esgotará) os santos do Altíssimo. O mundo está passando por uma altíssima transformação e que ninguém tenha dúvida, essa mudança é para pior “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis” (II Tm3:1). Os tempos estão sendo alterados e nosso ritmo de vida também. As exigências do mercado de trabalho impõem cada vez mais especialização e dedicação. Não é de se estranhar que o esforço para um pai de família sustentar sua casa hoje é muito mais árduo se compararmos um pai de 30 anos atrás. O sistema tem mudado. Ou você se adapta ou está fora.

Quando em Crônicas menciona-se a coroação de Davi como rei em Israel, existe uma expressão que sempre fala muito ao meu coração. Ali, quando o escritor lista as tribos que compareceram em Hebrom para “transferirem o reino de Saul segundo a palavra do Senhor”nos é dito: “Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes, e todos os seus irmãos sob suas ordens” (I Cr 12:32). Aqui existe um registro diferenciado para os da tribo de Issacar. Eles não estavam ali de qualquer maneira ou simplesmente porque todas as outras tribos também estavam o fazendo. Mas eles estavam ali porque conheciam a época e sabiam o que Israel deveria fazer. Eles estavam fazendo exatamente aquilo que aquela época exigia na perspectiva de Deus e não da dos homens.

Assim como aconteceu em Israel na época de Davi hoje, entre o povo de Deus, também existem aqueles que são capazes de discernir os tempos. Não são seduzidos pelos apelos e insinuações deste mundo. Apesar de toda mudança nos tempos, não andam segundo o relógio do mundo mas andam segundo o tempo de Deus, o verdadeiro Senhor do tempo. Enxergam o que o mundo natural não pode ver. Investem no que é eterno e não no que é passageiro. Possuem uma viva esperança que, a cada profecia que se cumpre, se fortalece mais e mais.

Fico pensando em meu cotidiano. Tenho percebido as mudanças nos tempos ou simplesmente tenho sido atropelado pelo dia a dia? Como me relaciono com meu tempo: eu o governo ou sou governado por ele? Como tenho reagido com as pressões e imposições da nossa época? Será que tenho aceitado o ritmo e o padrão de vida sugerido pelos filhos da perdição? Mesmo conhecendo o tempo, será que tenho preferido viver sob a negridão das trevas?

“E digo a vós outros que conheceis o tempo, que já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos com as armas da luz.” Romanos 13: 11-12

 

Calafrios

agosto 11, 2018 0 comentários

Senhor, para quem iremos? tu tens as palavras de vida eterna. João 6:68

Naturalmente não sou uma pessoa muito ansiosa ou estressada, mas já tive meus calafrios emocionais. Aqui, não estou mencionando os calafrios que temos quando estamos febris ou quando sentimos frio. Estou chamando de calafrio emocional aquela sensação estranha que sentimos quando pensamos em situações difíceis do cotidiano e que parece correr por todo nosso corpo terminando com uma fincada bem no coração. Lembro-me dos meus calafrios na época de engenharia quando deitava na cama e sabia que não estava preparado para a prova de cálculo no dia seguinte ou quando pensava no meu namoro que estava a beira do fim ou quando calculava meus custos e via que não teria dinheiro para pagar todas as contas do mês. Se eu sou uma pessoa normal (e eu acho que sou) acredito que outras pessoas também já tiveram seus calafrios emocionais. Sendo assim, no começo de mais um ano eu me perguntei – hoje, o que me faz ter calafrios? Li uma frase atribuída ao Santo Agostinho que diz: “O calafrio que você sente quando pensa em não ver mais a face de Deus é proporcional ao seu amor por Ele.” 

Ao ler essa frase perdi a graça. Me senti como que atravessado por uma flecha. Eu estava de férias porém me senti cansado. Apesar da aparente tranqüilidade me senti sobrecarregado. Fechei o livro na hora. Sabia que alguma coisa havia me capturado e que eu precisava parar para meditar. Não sei porque mas naquele momento fiz uma viagem ao meu passado. Tentei me lembrar dos momentos mais felizes da minha vida. E o que eu percebi foi surpreendente – todos os meus momentos marcantes estão diretamente relacionados com Deus. Pude perceber que, por melhor que seja possuir coisas, não tenho saudades de nenhuma delas como meu primeiro carro, videogame ou bicicleta. Olhando para trás vi que nada disso marcou a minha vida. Tudo isso é descartável porque é passageiro. Ao mesmo tempo percebi que todas as coisas na minha vida que são verdadeiramente preciosas possuem a participação ativa de Deus. Amizades, casamento, igreja ou qualquer outra coisa não me marcará profundamente se Deus não estiver entronizado em cada uma delas. Tudo passará e será pura vaidade. Só Ele tem as palavras de vida eterna. Apenas o próprio Deus, e mais nada ou ninguém, poderá depositar em meu coração experiências que nunca passarão.

Conclui (mais uma vez) que vale a pena investir em buscar a face de Deus. Se os melhores momentos do meu passado foram com Ele devo intensificar minha busca por Ele para que meu futuro seja ainda melhor. Preciso renovar o meu chamado para andar por essa terra como um peregrino me desapegando cada vez mais do que é terreno e me aproximando do que é eterno, invisível e espiritual “não atentando nós nas cousas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais e as que se não vêem são eternas” (II Co 4:18). Buscar a face de Deus deve ser a minha maior ambição.

Naquela tarde meditando na frase de Agostinho fiquei inquieto em responder para mim mesmo essa pergunta: mais um ano se passou e um novo ano se inicia… e o meu Senhor ainda não retornou… nesses dias em que Sua vinda se apresenta tão iminente o que me faz ter calafrios?

“Conjuro-vos ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amado, que lhe direis? Que desfaleço de amor.” Cantares 5:8

Como nos dias de Noé

novembro 21, 2017 0 comentários

“Pela fé Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.” Hebreus 11:7

Na última conferência bíblica que participei, um dos preletores compartilhou sobre os últimos acontecimentos globais e os relacionou com as profecias do livro de Daniel. Como é natural de acontecer em um assunto tão palpitante o tema logo tornou-se o centro em todas as rodinhas de conversas. Irmãos que geralmente tiram um cochilo durante as reuniões estavam com os olhos arregalados prestando o máximo de atenção em tudo o que se ouvia, afinal de contas, ninguém queria perder nenhum detalhe sobre os novos pactos da União Européia com Israel e o desenrolar dos acontecimentos nestes últimos tempos.

Sabemos que existem bênçãos garantidas pelo Senhor para aqueles que lêem e guardam as palavras da revelação final (Ap 1:3, 22:7). Mas assim como não faz sentido uma pessoa sair de casa sem guarda-chuva ao ver relâmpagos e ao escutar trovões, também as nossas vidas demonstrarão, através dos nossos hábitos, se tais informações sobre o fim desta era foram assimiladas pela fé no nosso espírito ou se tudo não passa de uma curiosidade racional.

Noé parece ser uma figura emblemática para nos ensinar a diferença entre o conhecimento teórico e o conhecimento objetivo. Ele não apenas foi “divinamente instruído sobre acontecimentos que não se viam” mas, principalmente, Noé era “temente a Deus”. Desde o momento em que Noé entendeu que viria um juízo sobre os habitantes da terra, sua vida mudou radicalmente e objetivamente. Ele passou a ter uma vida completamente diferente do restante do mundo. Enquanto todos os demais se preocupavam com as coisas normais dessa vida, Noé passou a investir naquilo que Deus lhe havia revelado. Enquanto todos o taxavam de louco, dia apos dia Noé foi construindo a sua salvação. Acredito que a vida de Noé impressionou bastante o apóstolo Pedro. Ele menciona Noé em suas duas cartas e o chamou de “o pregador da justiça” (II Pe 2:5). À medida que aquela arca era erguida Noé pregava a justiça de Deus que sobreviria sobre toda a terra apesar de toda perplexidade que surgia entre os incrédulos. Ele não precisava abrir a sua boca, sua vida e os seus hábitos proclamavam com mais força do que qualquer palavra.

As conclusões que eu tiro parecem óbvias: se cremos que em breve – “os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem” (II Pe 3:10) – não deveríamos estar preparando a nossa arca a despeito do que os habitantes desse mundo pensem ou digam? Não deveríamos ouvir mais as advertências divinas do que os conselhos de pessoas “obscurecidas de entendimento e alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem pela dureza de seus corações” (Ef 4:17)?

Devo carregar a minha cruz – cuja a madeira da arca é uma figura – e aceitar com paciência o tempo da minha peregrinação até que venha o Senhor. Se a minha vida, meu vocabulário, meus hábitos, meus costumes não exercerem o papel de “pregadores da justiça” de nada valerá meu conhecimento escatológico. Quando esse mundo decretar que sou uma pessoa louca e fora da realidade então saberei que a minha sanidade espiritual estará proclamando os decretos do Altíssimo.

Olhe para cima e veja como o céu já está escuro. E que, em muito em breve, começará a chover.

“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39

Novos Tempos

março 18, 2008 0 comentários

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu (…) há tempo de falar e tempo de estar calado. ”Ec 3:1,7 

Quando comecei esse Blog coloquei como meta pessoal escrever durante 12 meses publicando, pelo menos 01 pensamento por semana. Queria me esforçar em passar pelas 4 estações do ano para perceber quais seriam meus pensamentos durante os “verões” e os “invernos” da vida. Durante esse tempo parei de escrever por quase 09 meses por diversos motivos plausíveis (mudança de emprego, mudança de apartamento, viagens a trabalho, etc). Porém, ao longo de todo esse tempo, eu sabia que deveria voltar a escrever porque eu tinha a sensação de que meu objetivo não havia sido ainda cumprido. Voltei a escrever os pensamentos em Setembro do ano passado e, após, 55 pensamentos postados, sinto-me tranqüilo em parar de escrever.

Quando comecei a escrever sinceramente não sabia o que me esperava. Nunca tive facilidade para escrever e não sabia se o blog seria um manancial de prazer ou um pesado fardo que ficaria atado aos meus pés. Não foi nem um, nem outro. Os pensamentos nunca foram problema; eles estão sempre aí pulando na minha cabeça. O problema era conseguir colocar no papel os pensamentos com o mínimo de linearidade e aplicação. Tentei fugir do padrão estudo bíblico. Sei que não tenho a competência e a profundidade necessárias para escrever sobre assuntos já tão ricamente explorados por tantos santos ao longo das eras. Mas, desejei, pontuar meus pensamentos sempre usando como quadro de fundo minha história e cotidiano.

Também quero agradecer àqueles que, de alguma forma, interagiram comigo através de e-mails, sugestões, comentários e pensamentos. Amigos distantes, irmãos próximos e alguns que nunca os conheci. Estou certo que, no final da nossa jornada, nos encontraremos e nos saudaremos pessoalmente.

Como muitos sabem, dedico esse blog aos amados jovens com quem tenho o privilégio de conviver. Não sei se eles acompanharam os posts e também não sei se existiu algum tipo de ajuda objetiva. Porém, como irmão mais velho, sentia-me inclinado a passar um pouco das minhas derrotas, medos e ansiedades no desejo que isso gerasse, em suas vidas, vitória, coragem e descanso.

Se me permitem, gostaria de deixar um último pensamento. Se me perguntassem qual é a coisa mais surpreendente que eu já ouvi ou experimentei não teria nenhuma dúvida em responder: A graça de nosso Senhor Jesus. Estou certo que não há nenhum outro assunto ou tema em que eu deva gastar mais do meu tempo e esforço. Pedro diz: “esperai inteiramente na graça que nos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. ” (I Pe 1:14) . Paulo, na sua última carta, aconselha ao seu filho na fé Timóteo: “fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus” (II Tm 2:1). Por falar em Paulo, todas as suas cartas começam e terminam desejando graça. O que para alguns pode soar uma falta de criatividade da parte de Paulo, na minha opinião ele simplesmente desejava o melhor que ele havia recebido e experimentado em sua vida. A graça de Deus é o melhor que podemos receber, vivenciar e testemunhar. É pela graça que andamos e é pela graça que nos levantamos da queda. A graça de Deus é testemunhada em todo lugar o tempo todo. Precisamos apenas sintonizar nossos ouvidos espirituais para ouvirmos a doce melodia da provisão, proteção e salvação de Deus.

Comecei escrevendo esse texto com uma tremenda tempestade lá fora. Aproximei-me da janela e fiquei contemplando aquele espetáculo da natureza. Entre relâmpagos e trovões pude escutar o forte vento soprando contra minha janela. E, mais uma vez, tive um sentimento que insiste em me perseguir. Como uma onda, senti dentro de mim um estranho desconforto de inconformidade com o presente. Um desejo intenso de que meu futuro chegue rápido. Eu tenho uma hipótese para esse sentimento. Acho que é porque ainda sou um peregrino em terra estranha e, às vezes, sinto saudades do meu futuro lar.

“Aquele que dá testemunho desta cousas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem Senhor Jesus. A graça do Senhor Jesus seja com todos.” Apocalipse 22:20,21

Colírio

junho 14, 2006 0 comentários

“Aconselho-te que de mim compres (…) colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas.” Apocalipse 3:18

Na minha primeira experiência em dirigir em estrada, aconteceu uma situação patética. Estávamos voltando do Rio de Janeiro quando, ao entrarmos em um túnel, me desesperei. Não estava conseguindo enxergar nada à minha frente. Fui diminuindo a velocidade do carro e disse para o meu pai o que estava acontecendo. “Meu filho – disse meu pai sem se exaltar – tire seu óculos escuro e você enxergará melhor”.

Ao falar da época da vinda do Senhor, a Bíblia a compara ao final de uma noite em que os peregrinos aguardam ansiosamente o nascimento do Sol da Justiça (Malaquias 4:2). “Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz” exorta o apóstolo Paulo aos romanos. Pedro também fala do nosso dever em guardarmos as profecias como “a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações” (II Pedro 1:19).

O sono e a escuridão antecederão a vinda do Senhor. A necessidade de vigilância é ainda maior nas últimas horas da noite. Quando falamos em óculos escuro logo pensamos em férias, tranqüilidade e de um belo dia de sol. Porém o seu uso em um ambiente de trevas é inconcebível. Isso porque ele só trará mais escuridão. Ficaremos confusos, faltará sabedoria para discernirmos o tempo. O Senhor aconselha a sua igreja em Laodicéia a comprar colírio para que pudessem ver. Ao comprar, eles deveriam pagar um preço. E isso é um dos pontos que nos faz recuar na caminhada cristã: não desejamos ter qualquer tipo de custo. Queremos viver um cristianismo barato que não traga sacrifícios para a nossa vida. Preferimos usar óculos escuro mesmo que seja durante a noite.

Não tenho colocado a questão do óculos escuro representando o pecado. Creio que é mais sutil do que isso. Porque o óculos em si não é a questão, mas sim o seu indevido uso durante a noite. Algumas vaidades, pequenos luxos, concessões, amizades e hábitos podem estar escurecendo a nossa visão. São as pequenas raposas que destroem o vinhedo (Cantares 2: 15).

No atual momento da história da humanidade, tirar o óculos já não é o suficiente. A igreja deve pagar o preço e comprar colírio a fim de poder enxergar. Não estamos de férias aproveitando um belo dia de sol. O período mais negro da história da humanidade se aproxima rapidamente. A besta receberá adoração de todos os que habitam sobre a terra (Apocalipse 13:8), pelejará contra os santos e os vencerá (Apocalipse 13:7) e blasfemará contra Deus difamando os que habitam no céu (Apocalipse 13:6). Não é estranho dormirmos em um momento em que o Senhor nos ordena vigiar?

O nosso descanso chegará em breve. O Sol já desponta no horizonte. Não durmamos justamente agora.

“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim como sábios, remido o tempo porque os dias são maus.” Efésios 5:14 – 16

Atalaia de Deus

junho 10, 2006 0 comentários
 “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas (…) Ora, ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21:25,28

Todos nós somos indesculpáveis diante de Deus. Nenhum homem poderá dizer diante do Tribunal do Trono Branco que não teve oportunidade em conhecer o verdadeiro Deus. “Porque os atributos invisíveis de Deus assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade claramente se reconhecem desde o principio do mundo sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas (…) porém o homem desprezou o conhecimento de Deus” (Romanos 1:20,28).

A natureza sempre foi uma testemunha poderosa em declarar a existência de Deus e o seu poder. “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmos 19:1). Quando vejo um incrédulo admirado com o universo ou com a natureza fico tentando imaginar qual é o sentido dessa apreciação se isso não o levar a conhecer a Deus. Ao observarem o mesmo pôr do sol, um cristão e um incrédulo, deverão, necessariamente, possuir sentimentos diferentes. O Espírito ilumina os olhos do nosso coração para vermos além do visível. O que para os olhos naturais significa uma determinada coisa, para nós, o significado deve ser bem diferente.

Na passagem em Lucas, o Senhor Jesus afirma que os sinais e tragédias que ocorrerão no planeta deverão produzir sentimentos opostos em seus habitantes. Enquanto as nações ficarão angustiadas e perplexas, os peregrinos se alegrarão porque a redenção se aproxima. É o mesmo cenário, mas as reações são completamente opostas: angústia para as nações e alegria para a Igreja.

Não posso ficar sem meditar nesse estranho fenômeno: que tipo de sentimento é produzido no meu interior quando assisto ao tele-jornal ou quando leio as previsões pessimistas de um relatório ambiental? Perplexidade ou Exultação? Porque quanto mais as nações se assustarem com tsunamis, terremotos, camada de ozônio e outros tantos sinais, mais alegre eu deveria ficar. Porém, a incapacidade de se ver o que não se vê desperta na Igreja o mesmo sentimento que existe entre as nações. Assim como os gentios em Romanos 1, não teremos desculpas a dar a Deus diante de tantos sinais que Ele tem dado.

A Natureza serve a Deus como um Atalaia. A cada catástrofe, a cada sinal, ela tem tocado sua trombeta anunciando o poder de Deus. Se, por um lado, a natureza tem alertado as nações sobre a brevidade do juízo divino, por outro lado, tem fortalecido a fé dos santos lembrando-lhes da promessa de novos céus e nova terra.

Estamos atentos às advertências dessa fiel sentinela? Temos escutado sua trombeta?

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos.Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas eles dizem: Não escutaremos.” Jeremias 6: 16-17