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Graça

Testemunhas de Cristo

abril 24, 2020 0 comentários

Passagens bíblicas citadas neste vídeo:

“Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” Atos 1:7-9

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.” Apocalipse 1:1

“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas” Apocalipse 22:16

Trono da Graça

abril 3, 2020 0 comentários

Passagens bíblicas citadas neste vídeo: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4:16

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6

“Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno)” Hebreus 11:37,38

“olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2

“Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” 2 Timóteo 4:17,18

 

Idolatria Cristã

fevereiro 13, 2020 0 comentários

“ Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã.” II Rs 18:4

 

Conhecemos a história de quando o Senhor Deus ordenou Moisés levantar uma serpente de bronze no deserto, para que todo aquele tivesse sido envenenado pelas  picadas de serpentes fosse sarado. Claro que associamos essa passagem como uma figura que apontava para a obra do Senhor Jesus. O Deus que se fez carne e que foi reconhecido em figura humana foi levantado da terra para que  toda a humanidade pudesse ser curada do veneno do pecado. É isso que o próprio Senhor diz em uma das passagens mais conhecidas de toda a bíblia: “e do modo porque Moisés levantou a serpente no deserto, importa que o filho do homem seja levantado para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. “ João 3: 14 – 16

 

E é diante desse contexto que chegamos nessa curiosa passagem de II Reis, onde ficamos sabendo que os filhos de Israel passaram a queimar incenso e a adorar a serpente de bronze. Mas, quando o Rei Ezequias iniciou um avivamento espiritual, ele condenou essa prática. E da mesma forma que ele destruiu o poste-ídolo e os altos, ele também destruiu a serpente de bronze.

 

Uma dúvida que talvez alguém possa ter é a seguinte: se a serpente de bronze é uma figura de Cristo – porque Deus condenou o seu culto e adoração? Como podemos entender o significado dessa situação em que a Serpente foi destruída? 

 

Para tentar responder essa pergunta, penso que precisamos entender como funciona a mecânica fundamental das religiões. Imagine uma pessoa que deseja se relacionar com uma entidade. Naturalmente, essa pessoa vai buscar compreender quais são os ritos e cultos que ela precisa prestar para receber o bem ou, em muitos casos, para não receber o mal de quem ela entrega a sua devoção. Então ela vai até um templo, um monte, uma encruzilhada ou um terreiro e presta suas oferendas, realiza seus sacrifícios e faz seus votos. Mas, perceba, a entidade fica lá e a pessoa fica aqui. É a pessoa que define e escolhe quando ir até o local considerado sagrado para consultar ou adorar essa tal divindade. Sendo assim, o homem sempre continua no centro decidindo os meios, a forma e os critérios em que ele estabelece o contato com a dimensão espiritual.

 

Me parece que tal prática pode acontecer na nossa experiência com Cristo. Nós vamos até um local, achamos que o Senhor Jesus estava ali a semana inteira, nos esperando, ansioso para ouvir nossas músicas e receber nossas ofertas e assistir nossa performance. Depois, então, vamos embora desse local e o deixamos ali sozinho aguardando o nosso próximo culto. Fazendo assim, o reduzimos a um ídolo. Usado e acionado por nós quando desejamos e, na maior parte do tempo, ele está muito distante do nosso cotidiano e do nosso coração. Assim como aconteceu com Israel, de vez em quando queimamos incenso a ele nos lembrando de alguma coisa boa que Ele fez por nós, lá atrás,  em um passado muito distante.

 

O único Deus Eterno e Real aquele que criou e sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder jamais aceitará tal relação. Deus não está ali e eu aqui. Deus não habita em nenhuma casa feita por mãos humanas. Mas Deus habita dentro de nós por meio do seu Espírito Santo. E agora estamos unidos em Cristo para sempre. Ele é Deus, Ele é o centro e não o homem. Não é Ele que existe para me servir, sou eu que existo para serví-lo. Não é Ele que está à minha disposição sou eu quem estou à disposição Dele. Sendo assim, é o Senhor Jesus  quem me aciona e me usa conforme a sua perfeita vontade. E ele deixou isso absolutamente claro, não fez nenhum rodeio, quando disse em Lucas 14:26 : “Se alguém deseja seguir-me e ama a seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.”  

 

Quando somos reavivados pelo poder de Deus todos os ídolos são destruídos – até mesmo aqueles que aparentam nos levar ao próprio Deus. Isso porque Vida cristã não  é uma vida aprimorada por meio de práticas religiosas. É uma vida substituída onde o próprio Senhor Jesus vive em mim e eu vivo por meio Dele. 

 

” Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.” I João 4:9

 

Tanques

fevereiro 6, 2020 0 comentários

” Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. João 5: 1 – 9

Lemos a história de um coxo que por, 38 anos, ficou paralisado ao lado de um tanque esperando acontecer dois milagres. O 1º era a descida de um anjo que movia as águas desse  tanque chamado Betesda e que, periodicamente, curava a primeira pessoa que entrava nele. Então chegamos ao 2º milagre, e provavelmente muito mais difícil do que o 1º, que era fazer com que esse  coxo fosse o felizardo a entrar no tanque… tantos anos se passaram que esse coxo fixou toda a sua atenção no tanque. Ele pensava: ” O que eu preciso é do tanque, a solução para a minha vida está naquele tanque.” Repare no diálogo dele com o Senhor Jesus …  quando o dono do tanque e o Senhor do anjo que descia naquelas águas lhe perguntou: queres ser curado? a resposta do coxo mostra sua obstinação: o que eu quero é que alguém me coloque no tanque… 

Agora, o que está por detrás dessa história? Em deuteronômio 2:14 se diz:  ” foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara”. Dt 2:14  No velho testamento também lemos como que o povo de Israel ficou 38 anos rodando no deserto por causa da sua incredulidade.  É como se o Espírito Santo estivesse nos levando a considerar uma importante lição: quando não cremos em Deus, e quando Ele mesmo deixa de ser nosso objetivo então nos paralisamos. Paramos de andar,  de prosseguir e entramos em um deserto de alma, de propósito de vida.

O risco que corremos é constante e real. Passamos a colocar nossa atenção na cura, no emprego, nos filhos, no ministério como se fossem os tanques que irão dar sentido à nossa vida e  tiramos os olhos do Senhor Jesus que pode e deseja nos oferecer tudo o que precisamos.

Quando invertemos a ordem, isto é, quando depositamos nossa confiança e esperança  em qualquer coisa que não seja a própria pessoa do nosso amado Senhor então nos paralisamos. Ficamos murmurando e dando voltas em um deserto de fé que nos levará a uma morte espiritual. 

Naquele dia,  após 38 anos de luta, o coxo foi curado. Levantou-se tomou o seu leito e voltou a andar. E o apóstolo João termina a história com essa linda informação: e aquele dia era sábado. O shabat de Deus, o seu verdadeiro descanso não está em tanques, está no Seu Filho. E é  esse o convite de fé que o Senhor Jesus faz pra mim para você hoje: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” 

Não sei você… mas eu fico pensando naquele coxo voltando para sua casa. Fico imaginando seus vizinhos perplexos com a cena, olhando pela janela duvidando do que seus olhos testemunharam . Fico imaginando ele entrando em sua casa, sendo abraçado por seus familiares e celebrando o tão desejado descanso. E quando alguém o pergunta: “finalmente conseguiu entrar no tanque?” esse coxo então teria respondido …  não nada disso, eu não precisei de nenhum tanque, eu conheci o Messias, olhei para Ele, Ele falou comigo e a minha história foi transformada. 

Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. Mateus 17:8 

 

Um menino nos nasceu

dezembro 19, 2019 0 comentários

Adão  respondendo a Deus disse: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Gn 3:10

Essa é a primeira vez em que a Bíblia registra uma fala do homem para Deus. Uma criatura com consciência do seu pecado se percebendo indigno e desnudo tenta fugir envergonhado do Seu Criador que é Santo Santo Santo. A última vez que as escrituras registram uma fala do homem está no penúltimo versículo da bíblia em Apocalipse 22:20 onde o homem diz: “Vem Senhor Jesus”.

Quando lemos a bíblia de ponta a ponta vemos bem no início sobre a queda e a tragédia humana no jardim e quando chegamos ao final ficamos sabendo de que o homem habitará eternamente com Deus em uma cidade que desce dos céus. O que aconteceu nessa história? O que levou o homem de esconder o seu rosto de Deus passar a desejar ardentemente a vinda do Filho de Deus? O que bíblia nos conta, é que entre a tragédia do jardim e o triunfo da cidade uma cruz foi levantada.  “Na plenitude dos tempos Deus enviou o seu filho nascido de mulher” Gl 4:4 e Ele mesmo operou o seu plano de salvação e redenção criando um novo caminho até Ele por meio do sangue de Cristo. 

Louvamos a Deus! Porque quando Ele enviou o seu filho a essa terra, na noite do seu nascimento uma multidão de anjos já proclamaram: “Glória a Deus nas alturas! Paz aos homens a quem Deus quer bem” Lucas 2: 14 Deus quer o bem dos homens. Ele nos amou de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê tenha vida eterna.

Enquanto alguns dizem por aí que o melhor ainda está por vir. Nós cristãos dizemos: o melhor já veio e se chama Jesus Cristo o Dom de Deus para a humanidade. E é justamente porque o messias veio é que teremos um futuro glorioso pela frente. 

Semana que vem é natal… e vendo as luzes, músicas, decorações e tudo que fala da história de Jesus não posso deixar de pensar no imenso privilégio que nós temos de conhecer o Jesus da história. E, parafraseando uma fala de Chesterton: eu definiria o natal da seguinte forma: enquanto a data é a pequena publicidade do incrédulo é o grande segredo do cristão.

“Porque um menino nos nasceu e um filho se nos deu” Is 9:6

 

Pedradas

julho 5, 2019 0 comentários

“Ouvindo eles isto enfureceram-se nos seu corações e rilhavam os dentes contra ele. Mas, Estevão, cheio do Espírito Santo fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus, e Jesus, que estava a sua direita. Eles porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e unânimes arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. Então, ajoelhando-se, Estevão clamou: Senhor, não lhes imputes este pecado. Com estas palavras adormeceu.” Atos 7: 54 

Estevão foi um dos sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria que foram escolhidos pela igreja para servirem às viúvas helenistas. Ele é o 1o nome mencionado na lista e o único que o escritor acrescenta a expressão “homem cheio de fé e do Espírito Santo”. Poucos versículos à frente é mencionado novamente “Estevão, cheio de graça e poder fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. Quando alguns da sinagoga tentaram discutir com ele não puderam sobrepor-se à sabedoria e ao Espírito com que Estevão falava. Então eles subornaram homens para darem falso testemunho e o levaram para o tribunal judaico. Lucas volta a dizer que todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estevão viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo.

Lendo sobre uma pessoa com um currículo destes é difícil entendermos o desfecho desta história. Os judeus, movidos de ódio e não encontrando com que o acusar, subornam algumas pessoas para darem falso testemunho. Levando-o a um rápido julgamento e a uma rápida condenação: morte por apedrejamento. 

Eu tento me colocar no lugar de Estevão… lembre-se, até aquele momento, ninguém ainda havia morrido por testemunhar da fé em Jesus Cristo. Quando aqueles judeus iniciaram o cruel ritual, nenhum campo de força foi criado protegendo o corpo de Estevão, nem as pedras se transformaram em pedaços de espuma. Não, nada disso. As pedras, cada uma delas, foram rasgando sua pele, abrindo profundos cortes em sua cabeça e desfigurando o seu rosto. Qual seria o meu sentimento em um momento tão vergonhoso e de aparente derrota diante não só dos meus inimigos mas também diante de toda a igreja em Jerusalém? Como avaliar meu serviço com um fim tão trágico e um ministério tão curto ? O que eu teria pensado? O que eu teria orado? 

Fico impressionado com a reação do amado Estevão. Não vemos um homem apavorado, desesperado ou decepcionado com Deus. Mas percebemos alguém que teve o privilégio de ver o Senhor Jesus de pé para o receber na glória. E, com, mansidão e humildade aceitou o seu destino. Talvez ele não soubesse, mas foi através da sua morte que a Igreja saiu de Jerusalém espalhando a verdade do evangelho em outras cidades. Talvez ele também não soubesse  que o seu testemunho impactaria profundamente um jovem judeu zeloso da lei chamado Saulo de Tarso. 

E, finalmente, meditando na história de Estevão eu concluí uma questão muito importante:  um homem cheio de fé, de graça, de poder, de sabedoria e, principalmente, cheio do Espírito Santo não é um homem que não leva pedradas … mas, sim , é um homem que intercede e perdoa àqueles que lhe estão atirando as pedras.

“Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada;  necessitados, afligidos, maltratados – homens dos quais o mundo não era digno” Hebreus 11:37, 38

Cordeiro pascal

abril 18, 2019 0 comentários

“ Cristo, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em semelhança de homens, e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” Filipenses 2: 5 – 8

A crucificação era uma forma generalizada e comum de execução na antiguidade. Mas foi Roma que tornou a crucificação a forma convencional de punição do Estado.

O objetivo da crucificação não era tanto matar o condenado, mas servia para demonstrar  para o resto da população o que acontecia com quem ousava desafiar o império. Por isso que era frequente pregar uma pessoa na cruz mesmo após a sua execução

Por essa razão, as crucificações eram sempre realizadas em público – escolhendo lugares altos  para que todos que passassem pudessem testemunhar o destino do insubordinado. O condenado era sempre deixado pendurado por muito tempo após a morte, sendo que raramente eles eram sepultados. O cadáver, então, era deixado pendurado para ser comido por cães e bicado até aos ossos por aves de rapina. Os ossos depois eram jogados em uma pilha de lixo que é como o Gólgota (em aramaico) ou Calvário (em latim) era conhecido esse lugar em Jerusalém – que significa o local dos crânios ou local da caveira.

Como era o caso de todos os condenados à crucificação, Jesus foi forçado a levar a trave da própria cruz para uma colina situada fora das muralhas de Jerusalém, junto à estrada que levava aos portões da cidade. Dessa forma, cada peregrino que entrasse em Jerusalém para as festividades sagradas não teria escolha a não ser testemunhar a sua condenação.

E assim, em uma colina sem árvores, coberta de cruzes e ossos, crucificado entre dois malfeitores, com um bando de corvos circulando ansiosamente sobre eles, o sol se escurece …. o dia se faz noite, e o filho de Deus,  no seu último suspiro proclama em alta voz: ESTÁ CONSUMADO! O verbo, aquele que é desde o princípio, assumiu a forma ferida da humanidade para levar sobre si as reivindicações da Justiça de Deus.

Paulo escreve aos coríntios dizendo que Jesus Cristo é o nosso cordeiro pascal  I Co 5: 7 de maneira que, para nós, cristãos, a Páscoa se torna a história das histórias e a boa nova mais poderosa que qualquer um de nós jamais escutou.  Enquanto os judeus se preparavam para celebrar a páscoa sacrificando os seus cordeiros. Naquele dia singular também Deus imolou o seu Cordeiro. A diferença é que o Cordeiro de Deus, tem poder para tirar o pecado do mundo.

Nos lembramos da história do Deus  que deixou o esplendor de sua Glória e se fez carne. Naquele dia, ele desceu: desceu da sua glória, do seu trono e se fez homem. Depois desceu mais tornando-se servo. Desceu ainda mais se oferecendo como sacrifício e experimentando a morte por todos os homens. Ele desceu, desceu e desceu. Até chegar no fundo do mais profundo abismo, nas mais densas trevas. E ali me encontrou … afogado na lama da perdição, paralisado pelo pecado e acorrentado na morte … e por meio do seu sacrifício , Ele me salvou, me libertou e mudou completamente a minha história.

“O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;”   Isaías 9: 2 – 6

À procura de Deus

novembro 30, 2018 0 comentários

“Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.” Isaias 65: 1

Recentemente, um irmão me fez a seguinte indagação: “ Tenho perguntado sobre isso a muitas pessoas e ninguém me deu uma resposta satisfatória; afinal de contas, como faço para buscar a Deus?” Esse tipo de pergunta todo cristão com alguns anos de vida cristã responde facilmente. No meu caso não foi diferente, comecei dizendo da importância da oração, do devocional diário , do reunir etc. Mas enquanto eu falava percebi que todas aquelas coisas ele já sabia, eu não estava dizendo nada de novo. Ele não precisava de teoria isso ele já tinha e, obviamente, não estava o levando até a Deus. Aprender a cultivar a presença de Deus deveria ser um tema prioritário em nossas meditações. Mas como procurar um ser onipresente?

Jonas aprendeu sobre a onipresença de Deus da maneira mais difícil. Escondido dentro do porão de um barco tentando fugir “para longe da presença do Senhor” (Jn1:3) ele percebeu que “os olhos do Senhor estão em todo lugar contemplando os maus e os bons (Pv 15:3)”. E, depois de um tratamento super-intensivo de três dias, ele também aprendeu que os ouvidos do Senhor estão abertos para ouvir as súplicas do quebrantado seja aonde for – dentro do metrô, de um banheiro público ou dentro do ventre de um peixe. Davi também desistiu de fugir de Deus: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? ( Sl 139: 7)”.

Seria mais prático se existe um formato pré-concebido para buscar a Deus, uma espécie de roteiro que dispensasse sinceridade e desejo deixando apenas o esforço. Mas se isso acontecesse não desenvolveríamos um relacionamento saudável, pessoal e respeitoso com Ele. Como o gênio da lâmpada, Deus se tornaria um escravo de nossas vontades, tempo e decisões. Por isso, apesar de Deus estar ao nosso lado em todo o lugar e em todo o tempo, cada um de nós precisa exercitar a sua fé para sentí-Lo, vê-lo e ouví-Lo caso contrário não O perceberá.

Diante disso, consigo compreender um pouco melhor quando o Senhor Jesus lamentou quando chegou em Jerusalém. Ali nos é revelado algo do caráter divino. Deus compara seu sentimento para com o homem com o sentimento de proteção e cuidado que a galinha tem pelos seus pintinhos. Ao usar a figura de um animal, talvez o Senhor estivesse querendo nos mostrar que o Seu sentimento transcende a razão. É instintivo, é incondicional, faz parte do seu ser.

Naquela noite com aquele irmão, só pude falar um pouco da minha experiência pessoal. De como luto para quebrar paradigmas que foram incutidos na minha cabeça desde a infância sobre o “buscar a Deus.” Antes eu separava aquilo que era “espiritual” e aquilo que era “secular” no meu cotidiano. Entendia que em alguns momentos do meu dia eu poderia “buscar a Deus” e em outros momentos eu teria que fazer as coisas necessárias como estudar ou trabalhar. Hoje eu me esforço para percebê-Lo o tempo todo. Comer, dormir, namorar, jogar futebol , passear no shopping podem produzir experiências tão reais com Deus como participar de cultos, ler a bíblia ou evangelizar. Por quê? Porque Deus deseja se relacionar comigo em todo o tempo e em todo lugar. Deus não vai embora quando vou almoçar ou dormir. Todas as minhas experiências cotidianas podem ser compartilhadas com Ele. Buscá-Lo não deve ser um evento no meu dia – se Ele é o motivo da minha vida é justo que eu dedique a Ele cada segundo de todas as minhas atividades.

Penso que buscar a Deus não significa que Ele está distante e, que por isso, agora preciso estabelecer alguma forma de contato que chame a Sua atenção. Pelo contrário, creio que buscar a Deus é a reação objetiva à presença Dele. Eu O busco porque Ele está presente. Eu O procuro porque Ele já me encontrou. Eu O amo porque Ele me amou primeiro. Buscar a Deus é uma resposta à Sua busca por nós. É lembrarmos que um novo e vivo caminho para chegar até Deus foi construído por Ele mesmo. Não há restrições. Ele derrubou toda barreira de separação.

O mundo tem sede de Deus porém não consegue O perceber. Nós, peregrinos nesta terra incrédula, temos essa grande responsabilidade – uma vez que Deus está presente em todos os lugares precisamos torná-Lo visível.

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor e farei mudar a vossa sorte.” Jeremias 29:11-14ª

 

Novos Tempos

março 18, 2008 0 comentários

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu (…) há tempo de falar e tempo de estar calado. ”Ec 3:1,7 

Quando comecei esse Blog coloquei como meta pessoal escrever durante 12 meses publicando, pelo menos 01 pensamento por semana. Queria me esforçar em passar pelas 4 estações do ano para perceber quais seriam meus pensamentos durante os “verões” e os “invernos” da vida. Durante esse tempo parei de escrever por quase 09 meses por diversos motivos plausíveis (mudança de emprego, mudança de apartamento, viagens a trabalho, etc). Porém, ao longo de todo esse tempo, eu sabia que deveria voltar a escrever porque eu tinha a sensação de que meu objetivo não havia sido ainda cumprido. Voltei a escrever os pensamentos em Setembro do ano passado e, após, 55 pensamentos postados, sinto-me tranqüilo em parar de escrever.

Quando comecei a escrever sinceramente não sabia o que me esperava. Nunca tive facilidade para escrever e não sabia se o blog seria um manancial de prazer ou um pesado fardo que ficaria atado aos meus pés. Não foi nem um, nem outro. Os pensamentos nunca foram problema; eles estão sempre aí pulando na minha cabeça. O problema era conseguir colocar no papel os pensamentos com o mínimo de linearidade e aplicação. Tentei fugir do padrão estudo bíblico. Sei que não tenho a competência e a profundidade necessárias para escrever sobre assuntos já tão ricamente explorados por tantos santos ao longo das eras. Mas, desejei, pontuar meus pensamentos sempre usando como quadro de fundo minha história e cotidiano.

Também quero agradecer àqueles que, de alguma forma, interagiram comigo através de e-mails, sugestões, comentários e pensamentos. Amigos distantes, irmãos próximos e alguns que nunca os conheci. Estou certo que, no final da nossa jornada, nos encontraremos e nos saudaremos pessoalmente.

Como muitos sabem, dedico esse blog aos amados jovens com quem tenho o privilégio de conviver. Não sei se eles acompanharam os posts e também não sei se existiu algum tipo de ajuda objetiva. Porém, como irmão mais velho, sentia-me inclinado a passar um pouco das minhas derrotas, medos e ansiedades no desejo que isso gerasse, em suas vidas, vitória, coragem e descanso.

Se me permitem, gostaria de deixar um último pensamento. Se me perguntassem qual é a coisa mais surpreendente que eu já ouvi ou experimentei não teria nenhuma dúvida em responder: A graça de nosso Senhor Jesus. Estou certo que não há nenhum outro assunto ou tema em que eu deva gastar mais do meu tempo e esforço. Pedro diz: “esperai inteiramente na graça que nos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. ” (I Pe 1:14) . Paulo, na sua última carta, aconselha ao seu filho na fé Timóteo: “fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus” (II Tm 2:1). Por falar em Paulo, todas as suas cartas começam e terminam desejando graça. O que para alguns pode soar uma falta de criatividade da parte de Paulo, na minha opinião ele simplesmente desejava o melhor que ele havia recebido e experimentado em sua vida. A graça de Deus é o melhor que podemos receber, vivenciar e testemunhar. É pela graça que andamos e é pela graça que nos levantamos da queda. A graça de Deus é testemunhada em todo lugar o tempo todo. Precisamos apenas sintonizar nossos ouvidos espirituais para ouvirmos a doce melodia da provisão, proteção e salvação de Deus.

Comecei escrevendo esse texto com uma tremenda tempestade lá fora. Aproximei-me da janela e fiquei contemplando aquele espetáculo da natureza. Entre relâmpagos e trovões pude escutar o forte vento soprando contra minha janela. E, mais uma vez, tive um sentimento que insiste em me perseguir. Como uma onda, senti dentro de mim um estranho desconforto de inconformidade com o presente. Um desejo intenso de que meu futuro chegue rápido. Eu tenho uma hipótese para esse sentimento. Acho que é porque ainda sou um peregrino em terra estranha e, às vezes, sinto saudades do meu futuro lar.

“Aquele que dá testemunho desta cousas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem Senhor Jesus. A graça do Senhor Jesus seja com todos.” Apocalipse 22:20,21