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Esperança

A ira do Cordeiro

maio 1, 2020 0 comentários

Passagens bíblicas citadas neste vídeo:

“Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” Apocalipse 6:15-17

“Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela.” Atos 2:22-24

“Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” Atos 2:36

” como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos.” Atos 10:38-42

“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos 17:30,31

“Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” Apocalipse 11:17,18

Trono da Graça

abril 3, 2020 0 comentários

Passagens bíblicas citadas neste vídeo: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4:16

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6

“Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno)” Hebreus 11:37,38

“olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2

“Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” 2 Timóteo 4:17,18

 

Quarentena

março 27, 2020 0 comentários

Passagens bíblicas citadas neste vídeo:

“esta é a interpretação, ó rei, e este é o decreto do Altíssimo, que virá contra o rei, meu senhor: serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e dar-te-ão a comer ervas como aos bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer. Quanto ao que foi dito, que se deixasse a cepa da árvore com as suas raízes, o teu reino tornará a ser teu, depois que tiveres conhecido que o céu domina. ” Daniel 4:24-26

“Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? ” Daniel 4:34,35

Tanques

fevereiro 6, 2020 0 comentários

” Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. João 5: 1 – 9

Lemos a história de um coxo que por, 38 anos, ficou paralisado ao lado de um tanque esperando acontecer dois milagres. O 1º era a descida de um anjo que movia as águas desse  tanque chamado Betesda e que, periodicamente, curava a primeira pessoa que entrava nele. Então chegamos ao 2º milagre, e provavelmente muito mais difícil do que o 1º, que era fazer com que esse  coxo fosse o felizardo a entrar no tanque… tantos anos se passaram que esse coxo fixou toda a sua atenção no tanque. Ele pensava: ” O que eu preciso é do tanque, a solução para a minha vida está naquele tanque.” Repare no diálogo dele com o Senhor Jesus …  quando o dono do tanque e o Senhor do anjo que descia naquelas águas lhe perguntou: queres ser curado? a resposta do coxo mostra sua obstinação: o que eu quero é que alguém me coloque no tanque… 

Agora, o que está por detrás dessa história? Em deuteronômio 2:14 se diz:  ” foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara”. Dt 2:14  No velho testamento também lemos como que o povo de Israel ficou 38 anos rodando no deserto por causa da sua incredulidade.  É como se o Espírito Santo estivesse nos levando a considerar uma importante lição: quando não cremos em Deus, e quando Ele mesmo deixa de ser nosso objetivo então nos paralisamos. Paramos de andar,  de prosseguir e entramos em um deserto de alma, de propósito de vida.

O risco que corremos é constante e real. Passamos a colocar nossa atenção na cura, no emprego, nos filhos, no ministério como se fossem os tanques que irão dar sentido à nossa vida e  tiramos os olhos do Senhor Jesus que pode e deseja nos oferecer tudo o que precisamos.

Quando invertemos a ordem, isto é, quando depositamos nossa confiança e esperança  em qualquer coisa que não seja a própria pessoa do nosso amado Senhor então nos paralisamos. Ficamos murmurando e dando voltas em um deserto de fé que nos levará a uma morte espiritual. 

Naquele dia,  após 38 anos de luta, o coxo foi curado. Levantou-se tomou o seu leito e voltou a andar. E o apóstolo João termina a história com essa linda informação: e aquele dia era sábado. O shabat de Deus, o seu verdadeiro descanso não está em tanques, está no Seu Filho. E é  esse o convite de fé que o Senhor Jesus faz pra mim para você hoje: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” 

Não sei você… mas eu fico pensando naquele coxo voltando para sua casa. Fico imaginando seus vizinhos perplexos com a cena, olhando pela janela duvidando do que seus olhos testemunharam . Fico imaginando ele entrando em sua casa, sendo abraçado por seus familiares e celebrando o tão desejado descanso. E quando alguém o pergunta: “finalmente conseguiu entrar no tanque?” esse coxo então teria respondido …  não nada disso, eu não precisei de nenhum tanque, eu conheci o Messias, olhei para Ele, Ele falou comigo e a minha história foi transformada. 

Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. Mateus 17:8 

 

Um menino nos nasceu

dezembro 19, 2019 0 comentários

Adão  respondendo a Deus disse: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Gn 3:10

Essa é a primeira vez em que a Bíblia registra uma fala do homem para Deus. Uma criatura com consciência do seu pecado se percebendo indigno e desnudo tenta fugir envergonhado do Seu Criador que é Santo Santo Santo. A última vez que as escrituras registram uma fala do homem está no penúltimo versículo da bíblia em Apocalipse 22:20 onde o homem diz: “Vem Senhor Jesus”.

Quando lemos a bíblia de ponta a ponta vemos bem no início sobre a queda e a tragédia humana no jardim e quando chegamos ao final ficamos sabendo de que o homem habitará eternamente com Deus em uma cidade que desce dos céus. O que aconteceu nessa história? O que levou o homem de esconder o seu rosto de Deus passar a desejar ardentemente a vinda do Filho de Deus? O que bíblia nos conta, é que entre a tragédia do jardim e o triunfo da cidade uma cruz foi levantada.  “Na plenitude dos tempos Deus enviou o seu filho nascido de mulher” Gl 4:4 e Ele mesmo operou o seu plano de salvação e redenção criando um novo caminho até Ele por meio do sangue de Cristo. 

Louvamos a Deus! Porque quando Ele enviou o seu filho a essa terra, na noite do seu nascimento uma multidão de anjos já proclamaram: “Glória a Deus nas alturas! Paz aos homens a quem Deus quer bem” Lucas 2: 14 Deus quer o bem dos homens. Ele nos amou de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê tenha vida eterna.

Enquanto alguns dizem por aí que o melhor ainda está por vir. Nós cristãos dizemos: o melhor já veio e se chama Jesus Cristo o Dom de Deus para a humanidade. E é justamente porque o messias veio é que teremos um futuro glorioso pela frente. 

Semana que vem é natal… e vendo as luzes, músicas, decorações e tudo que fala da história de Jesus não posso deixar de pensar no imenso privilégio que nós temos de conhecer o Jesus da história. E, parafraseando uma fala de Chesterton: eu definiria o natal da seguinte forma: enquanto a data é a pequena publicidade do incrédulo é o grande segredo do cristão.

“Porque um menino nos nasceu e um filho se nos deu” Is 9:6

 

Prospectiva 2019

dezembro 27, 2018 0 comentários

“Irmãos quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas um cousa faço; esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3:13-14

Final de ano… como quase para todo mundo para mim também é um tempo de reflexão. Tempo de renovação de votos e de reavaliação. Todo final de ano tento fazer novas proposições: parar de tomar refrigerante, comer mais verdura, acordar mais cedo, parar de torcer pro galo… Mas ao longo desses anos perdi a ilusão que serei transformado por causa do calendário. Não me lembro de ter existido nenhuma transformação significativa em minha vida simplesmente porque um ano terminou.

Para encorajar aos Filipenses, Paulo conta um pouco da sua história (Fp 2). De como ele abriu mão de muita coisa: sua origem, sua religião, sua posição, suas convicções e ideologias. Abandonou tudo por causa de Cristo. Mas continuando seu raciocínio, Paulo diz que isso já era passado, coisa esquecida. Ele prosseguia olhando pra frente.

Então para 2008, decidi tomar a mesma atitude: esquecer as coisas que para trás ficam e avançar para as que diante de mim estão. E quando digo todas as coisas realmente significa tudo: toda vez que fui derrotado pelo pecado. Toda vez que negligenciei a prática do bem. Quando recolhi a mão para ajudar. Quando preferi meu conforto ao serviço. Todo dinheiro desperdiçado inutilmente. Toda manifestação e obra da minha carne. Toda ofensa e injustiça recebida.Todo pensamento inadequado. Toda competição. Todo tipo de inveja e cobiça. Quero deixar para trás e prosseguir para o alvo. Também quero esquecer: toda vez que venci o pecado. De cada momento em que paguei o mal com o bem. Quando estendi minha mão para ajudar. Quando preferi a assistência aos santos ao meu conforto. Todo dinheiro ofertado. Todo fruto produzido pelo Espírito. Toda palavra boa dita a seu tempo. Todo elogio recebido. Quero deixar para trás e prosseguir para o alvo.

Em Cristo existe provisão para o meu futuro. Não posso ser escravo do passado – nem das cousas más nem das cousas boas. “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” (Hb 3:7,8). O meu desafio é o hoje. O ontem já ficou para trás. Minhas experiências podem me ensinar mas nunca me sustentarão. Por quê? “Porque o justo viverá pela fé.” E esse ponto é tão importante para Deus que Ele repete a mesma sentença várias vezes em Sua palavra (Hc 2: 3-4; Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:38). O justo não pode viver baseando-se em obras. Ele vive pela fé em completa dependência de Deus pelo seu bom futuro.

Talvez eu consiga compreender um pouco melhor essa atitude de Paulo. Podemos ficar presos no passado ou como pecadores sem esperança (alvo fácil para o acusador) ou como “super-crentes” vitoriosos (alvo fácil para o orgulho).

Ao invés de fazer uma retrospectiva 2007 vou fazer uma prospectiva 2008. Vou continuar olhando pra frente, prosseguindo pro alvo até alcançar o maior prêmio que um ser humano pode sonhar: gozar a eternidade em Deus.

“Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25:34

À procura de Deus

novembro 30, 2018 0 comentários

“Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.” Isaias 65: 1

Recentemente, um irmão me fez a seguinte indagação: “ Tenho perguntado sobre isso a muitas pessoas e ninguém me deu uma resposta satisfatória; afinal de contas, como faço para buscar a Deus?” Esse tipo de pergunta todo cristão com alguns anos de vida cristã responde facilmente. No meu caso não foi diferente, comecei dizendo da importância da oração, do devocional diário , do reunir etc. Mas enquanto eu falava percebi que todas aquelas coisas ele já sabia, eu não estava dizendo nada de novo. Ele não precisava de teoria isso ele já tinha e, obviamente, não estava o levando até a Deus. Aprender a cultivar a presença de Deus deveria ser um tema prioritário em nossas meditações. Mas como procurar um ser onipresente?

Jonas aprendeu sobre a onipresença de Deus da maneira mais difícil. Escondido dentro do porão de um barco tentando fugir “para longe da presença do Senhor” (Jn1:3) ele percebeu que “os olhos do Senhor estão em todo lugar contemplando os maus e os bons (Pv 15:3)”. E, depois de um tratamento super-intensivo de três dias, ele também aprendeu que os ouvidos do Senhor estão abertos para ouvir as súplicas do quebrantado seja aonde for – dentro do metrô, de um banheiro público ou dentro do ventre de um peixe. Davi também desistiu de fugir de Deus: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? ( Sl 139: 7)”.

Seria mais prático se existe um formato pré-concebido para buscar a Deus, uma espécie de roteiro que dispensasse sinceridade e desejo deixando apenas o esforço. Mas se isso acontecesse não desenvolveríamos um relacionamento saudável, pessoal e respeitoso com Ele. Como o gênio da lâmpada, Deus se tornaria um escravo de nossas vontades, tempo e decisões. Por isso, apesar de Deus estar ao nosso lado em todo o lugar e em todo o tempo, cada um de nós precisa exercitar a sua fé para sentí-Lo, vê-lo e ouví-Lo caso contrário não O perceberá.

Diante disso, consigo compreender um pouco melhor quando o Senhor Jesus lamentou quando chegou em Jerusalém. Ali nos é revelado algo do caráter divino. Deus compara seu sentimento para com o homem com o sentimento de proteção e cuidado que a galinha tem pelos seus pintinhos. Ao usar a figura de um animal, talvez o Senhor estivesse querendo nos mostrar que o Seu sentimento transcende a razão. É instintivo, é incondicional, faz parte do seu ser.

Naquela noite com aquele irmão, só pude falar um pouco da minha experiência pessoal. De como luto para quebrar paradigmas que foram incutidos na minha cabeça desde a infância sobre o “buscar a Deus.” Antes eu separava aquilo que era “espiritual” e aquilo que era “secular” no meu cotidiano. Entendia que em alguns momentos do meu dia eu poderia “buscar a Deus” e em outros momentos eu teria que fazer as coisas necessárias como estudar ou trabalhar. Hoje eu me esforço para percebê-Lo o tempo todo. Comer, dormir, namorar, jogar futebol , passear no shopping podem produzir experiências tão reais com Deus como participar de cultos, ler a bíblia ou evangelizar. Por quê? Porque Deus deseja se relacionar comigo em todo o tempo e em todo lugar. Deus não vai embora quando vou almoçar ou dormir. Todas as minhas experiências cotidianas podem ser compartilhadas com Ele. Buscá-Lo não deve ser um evento no meu dia – se Ele é o motivo da minha vida é justo que eu dedique a Ele cada segundo de todas as minhas atividades.

Penso que buscar a Deus não significa que Ele está distante e, que por isso, agora preciso estabelecer alguma forma de contato que chame a Sua atenção. Pelo contrário, creio que buscar a Deus é a reação objetiva à presença Dele. Eu O busco porque Ele está presente. Eu O procuro porque Ele já me encontrou. Eu O amo porque Ele me amou primeiro. Buscar a Deus é uma resposta à Sua busca por nós. É lembrarmos que um novo e vivo caminho para chegar até Deus foi construído por Ele mesmo. Não há restrições. Ele derrubou toda barreira de separação.

O mundo tem sede de Deus porém não consegue O perceber. Nós, peregrinos nesta terra incrédula, temos essa grande responsabilidade – uma vez que Deus está presente em todos os lugares precisamos torná-Lo visível.

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor e farei mudar a vossa sorte.” Jeremias 29:11-14ª

 

Um dia de praia

outubro 15, 2018 0 comentários

“Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento” Ec 1:14

Certa vez estava na praia e , observei uma família que chegou e se assentou próxima da minha barraca.

Era um lindo dia de sol. A mão forte e firme do pai levava uma pequena criança, talvez 5 ou 6 anos,  até a areia.  Ela logo se entreteve com todos os brinquedos que havia levado em uma grande bolsas dessas do tipo de sacolão. Ela brincou por muito tempo na areia … construiu castelos, pontes e passagens secretas cavando o chão como um tatu.  Conheceu outras crianças, de algumas ficou mais próxima e quase parecia que se conheciam há muito tempo, enquanto que de outras,  brigou, se desentendeu se afastou.  Em alguns momento do dia, por causa do forte sol ela precisou ficar na sombra. Parecia quase um castigo … queria logo sair mas o seu pai não a deixava.

Por falar no pai, ele foi sempre uma pessoa presente, mesmo quando a criança estava distraída com outras coisas. Ele passou protetor solar no corpo todo enquanto ela agachada enchia um balde com água. Ele deu muito líquido e obrigou a pequena criança parar, em alguns momentos, para comer. Mesmo brincando na beira do mar, os olhos atentos e decididos do seu pai nunca se cansaram de a vigiar.

O dia foi terminando, a praia já estava vazia e o sol começava o seu caminho para se esconder no horizonte. Escutei a voz do pai chamando o seu filho: era hora de ir embora. Após arrumar todas as coisas o pai pegou o seu filho pela mão e começaram o caminho da partida. Enquanto iam embora, a criança olhou para trás e viu que o seu lindo castelo todo murado e bem trabalhado agora estava sendo destruído pelo mar. Todos os vestígios de que ele estivera ali estavam sendo rapidamente apagados pela maré que começava a subir. Ao contrário do que imaginei, a criança não chorou, parecia que ela entendeu que as coisas da praia ficam na praia. E que apesar de toda a diversão do dia ali não era a sua casa.

Então, finalmente, vencida pelo cansaço do dia, a criança dormiu em paz, tranquilamente, no colo do seu  pai.

Naquele dia, compreendi uma lição importante. Tudo em nossa vida, todas as obras, empreendimentos, afazeres, patrimônio, bens,  e trabalhos que gastamos tanto tempo de nossa energia, é como se tudo fosse uma experiência na praia. É tudo feito de areia. Todas essas coisas irão passar. A mesma mão que me leva para a praia um dia também me levará embora dela.  Aprendi que, mais cedo ou mais tarde, as ondas do tempo virão e apagarão tudo aquilo que fiz debaixo do sol.  

Eu entendi, que quando isso acontecer, somente aquele que está no colo de Deus será capaz de gozar de um  perfeito descanso.

“Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer (…)  antes que se rompa o fio de prata e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.”Ec 12: 1, 6,7

 

O silêncio e a luneta

setembro 30, 2018 0 comentários
“Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso em silêncio.” Lamentações 3:27
Conta-se a história de um turista que, ao observar um devoto judeu orando diante do Muro das Lamentações, ficou curioso com aquele momento. Quando o judeu terminou de orar, o turista se aproximou e perguntou:
– Não pude deixar de reparar o seu momento de oração. Vi com que fervor o senhor estava batendo no peito e levantando as mãos e fiquei curioso; para que o senhor ora?
O judeu responde:
– Oro pela justiça. Oro pela saúde de minha família. Oro pela paz no mundo, especialmente em Jerusalém.
– E como você se sente? – quis saber o turista.
– Me sinto como que falando com uma parede.
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Acredito que todo cristão em algum momento da sua peregrinação já teve o mesmo sentimento do judeu da história acima. Por quase dois anos acompanhei a luta do meu sogro contra o câncer. Durante esse longo período nossa família trilhou diversos caminhos sempre na tentativa de alcançar o favor de Deus. Às vezes ficávamos eufóricos e esperançosos quando alguém contava um sonho que interpretávamos como resposta de Deus.Também ficávamos confusos e sem reação a cada exame que indicava a progressão teimosa da doença. Lutamos até o final. Oramos até o final. Então, veio o silêncio.
Neste pensamento, estou chamando de silêncio aquele momento de total perplexidade em que nossa fé se depara com uma encruzilhada. Se apresentam dois caminhos distintos: o primeiro é o caminho que afasta nossa fé de Deus. È o caminho da racionalidade humana. O seu destino é a incredulidade, o esfriamento e a decepção com Deus e com a Sua vontade. O outro caminho segue uma direção diametralmente oposta: é o caminho da fé irrestrita; do prosseguir mesmo não compreendendo os motivos; É o correr em direção a Deus com mais vigor e intensidade do que antes.
Acredito que todos os filhos de Deus irão experimentar em sua jornada esse momento de absoluto silêncio em que um caminho precisa ser escolhido. Aconteceu isso com Jó. Depois de muito falar, a escritura diz: “Fim das palavras de Jó” Jó 31:40b. Apenas quando Jó chegou no seu momento de silêncio a sua história mudou de curso. Assim como aconteceu com Jó nem sempre o Senhor nos explicará os “por quês” mas precisamos crer que em todas as coisas que nos sucedem existe um “para que”.
C.S.Lewis dizia que o sofrimento é o alto-falante de Deus. Parafraseando sua figura eu diria que quando a nossa alma fica em silêncio o Senhor nos oferece uma luneta para O contemplarmos de uma maneira mais próxima. Isso só é possível quando nos esvaziamos de toda lógica humana. Quando abandonamos os questionamentos oriundos de pensamentos corrompidos, desvirtuados e completamente limitados.
Falando assim parece ser fácil, mas definitivamente não o é. As incertezas tentam violentamente afundar nossa fé no sombrio mar da incredulidade. São nesses momentos de crise que nossa alma precisa se decidir como usaremos a luneta. Se tentarmos usar a luneta para olharmos a nós mesmos, veremos a Deus com o lado errado da luneta. Um Deus reduzido, pequeno e distante será toda a nossa conclusão.
Sei que a minha fé ainda passará por muitas provações. Sei que o Senhor não responderá todas as minhas indagações na velocidade ou na maneira que espero. Sei que ainda vou espernear, questionar e reclamar bastante. Porém na minha experiência, posso testemunhar que todas as vezes que passo por essas crises uma luneta se me apresenta. E surge uma possibilidade de enxergar a Deus de uma maneira renovada. Então, humilhado pela minha pequenez permaneço em silêncio. Resignadamente, enxugo as lágrimas dos olhos e aproximo-me da luneta como que reconhecendo que não existe outro remédio para minha alma. E, meio que despretensiosamente, começo a procurar por Ele. Ao procurá-Lo já começo a me sentir melhor. Minha fé se anima, meu coração se esquenta e a esperança renasce. Finalmente o encontro! Meu espírito sente a Sua presença e se enche de gozo. Corro em Sua direção agarrando-me em Seus braços. Ao abraçá-Lo o Espírito Santo dentro de mim confirma que estes são os braços de meu Pai. Já aquietado em Seu colo, com meu cálice transbordando de um sentimento inexplicável percebo que estou em paz. Já não preciso de respostas ou de explicações. O silêncio já não me incomoda mais. A Sua graça me bastou.
Então, o silêncio finalmente é quebrado com a chegada da adoração.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações sou exaltado na terra.” Salmos 46:10

Os conhecedores da época

agosto 20, 2018 0 comentários

 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei…” Daniel 9: 25a

Lendo sobre a II Segunda Guerra Mundial uma atitude do Hitler chamou-me a atenção; no início da guerra ele ordenou adiantar em uma hora os relógios em toda a Alemanha. Dizem que ele alterou o tempo porque queria que o exército alemão estivesse sempre à frente em relação aos seus inimigos. O mesmo principio também acontece no horário de verão. O Estado adianta em uma hora o horário oficial com o objetivo de aumentar a economia de energia elétrica. Então toda a sociedade se vê obrigada em respeitar os novos tempos. Mesmo que alguém não aceite tal determinação ele será afetado diretamente. O banco fechará às 16:00 horas do novo horário e não do horário antigo, e assim também acontece com o comércio, emprego ou cinema. Ou você se adapta ou está fora do sistema.

A Bíblia também nos adverte que os tempos e a lei serão alterados para e pela presença do anti-cristo. Se não consigo compreender completamente como ele mudará o tempo, consigo entender as conseqüências: ele magoará (ou em outras versões: esgotará) os santos do Altíssimo. O mundo está passando por uma altíssima transformação e que ninguém tenha dúvida, essa mudança é para pior “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis” (II Tm3:1). Os tempos estão sendo alterados e nosso ritmo de vida também. As exigências do mercado de trabalho impõem cada vez mais especialização e dedicação. Não é de se estranhar que o esforço para um pai de família sustentar sua casa hoje é muito mais árduo se compararmos um pai de 30 anos atrás. O sistema tem mudado. Ou você se adapta ou está fora.

Quando em Crônicas menciona-se a coroação de Davi como rei em Israel, existe uma expressão que sempre fala muito ao meu coração. Ali, quando o escritor lista as tribos que compareceram em Hebrom para “transferirem o reino de Saul segundo a palavra do Senhor”nos é dito: “Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes, e todos os seus irmãos sob suas ordens” (I Cr 12:32). Aqui existe um registro diferenciado para os da tribo de Issacar. Eles não estavam ali de qualquer maneira ou simplesmente porque todas as outras tribos também estavam o fazendo. Mas eles estavam ali porque conheciam a época e sabiam o que Israel deveria fazer. Eles estavam fazendo exatamente aquilo que aquela época exigia na perspectiva de Deus e não da dos homens.

Assim como aconteceu em Israel na época de Davi hoje, entre o povo de Deus, também existem aqueles que são capazes de discernir os tempos. Não são seduzidos pelos apelos e insinuações deste mundo. Apesar de toda mudança nos tempos, não andam segundo o relógio do mundo mas andam segundo o tempo de Deus, o verdadeiro Senhor do tempo. Enxergam o que o mundo natural não pode ver. Investem no que é eterno e não no que é passageiro. Possuem uma viva esperança que, a cada profecia que se cumpre, se fortalece mais e mais.

Fico pensando em meu cotidiano. Tenho percebido as mudanças nos tempos ou simplesmente tenho sido atropelado pelo dia a dia? Como me relaciono com meu tempo: eu o governo ou sou governado por ele? Como tenho reagido com as pressões e imposições da nossa época? Será que tenho aceitado o ritmo e o padrão de vida sugerido pelos filhos da perdição? Mesmo conhecendo o tempo, será que tenho preferido viver sob a negridão das trevas?

“E digo a vós outros que conheceis o tempo, que já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos com as armas da luz.” Romanos 13: 11-12