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Esperança

Prospectiva 2019

dezembro 27, 2018 0 comentários

“Irmãos quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas um cousa faço; esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3:13-14

Final de ano… como quase para todo mundo para mim também é um tempo de reflexão. Tempo de renovação de votos e de reavaliação. Todo final de ano tento fazer novas proposições: parar de tomar refrigerante, comer mais verdura, acordar mais cedo, parar de torcer pro galo… Mas ao longo desses anos perdi a ilusão que serei transformado por causa do calendário. Não me lembro de ter existido nenhuma transformação significativa em minha vida simplesmente porque um ano terminou.

Para encorajar aos Filipenses, Paulo conta um pouco da sua história (Fp 2). De como ele abriu mão de muita coisa: sua origem, sua religião, sua posição, suas convicções e ideologias. Abandonou tudo por causa de Cristo. Mas continuando seu raciocínio, Paulo diz que isso já era passado, coisa esquecida. Ele prosseguia olhando pra frente.

Então para 2008, decidi tomar a mesma atitude: esquecer as coisas que para trás ficam e avançar para as que diante de mim estão. E quando digo todas as coisas realmente significa tudo: toda vez que fui derrotado pelo pecado. Toda vez que negligenciei a prática do bem. Quando recolhi a mão para ajudar. Quando preferi meu conforto ao serviço. Todo dinheiro desperdiçado inutilmente. Toda manifestação e obra da minha carne. Toda ofensa e injustiça recebida.Todo pensamento inadequado. Toda competição. Todo tipo de inveja e cobiça. Quero deixar para trás e prosseguir para o alvo. Também quero esquecer: toda vez que venci o pecado. De cada momento em que paguei o mal com o bem. Quando estendi minha mão para ajudar. Quando preferi a assistência aos santos ao meu conforto. Todo dinheiro ofertado. Todo fruto produzido pelo Espírito. Toda palavra boa dita a seu tempo. Todo elogio recebido. Quero deixar para trás e prosseguir para o alvo.

Em Cristo existe provisão para o meu futuro. Não posso ser escravo do passado – nem das cousas más nem das cousas boas. “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” (Hb 3:7,8). O meu desafio é o hoje. O ontem já ficou para trás. Minhas experiências podem me ensinar mas nunca me sustentarão. Por quê? “Porque o justo viverá pela fé.” E esse ponto é tão importante para Deus que Ele repete a mesma sentença várias vezes em Sua palavra (Hc 2: 3-4; Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:38). O justo não pode viver baseando-se em obras. Ele vive pela fé em completa dependência de Deus pelo seu bom futuro.

Talvez eu consiga compreender um pouco melhor essa atitude de Paulo. Podemos ficar presos no passado ou como pecadores sem esperança (alvo fácil para o acusador) ou como “super-crentes” vitoriosos (alvo fácil para o orgulho).

Ao invés de fazer uma retrospectiva 2007 vou fazer uma prospectiva 2008. Vou continuar olhando pra frente, prosseguindo pro alvo até alcançar o maior prêmio que um ser humano pode sonhar: gozar a eternidade em Deus.

“Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25:34

À procura de Deus

novembro 30, 2018 0 comentários

“Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.” Isaias 65: 1

Recentemente, um irmão me fez a seguinte indagação: “ Tenho perguntado sobre isso a muitas pessoas e ninguém me deu uma resposta satisfatória; afinal de contas, como faço para buscar a Deus?” Esse tipo de pergunta todo cristão com alguns anos de vida cristã responde facilmente. No meu caso não foi diferente, comecei dizendo da importância da oração, do devocional diário , do reunir etc. Mas enquanto eu falava percebi que todas aquelas coisas ele já sabia, eu não estava dizendo nada de novo. Ele não precisava de teoria isso ele já tinha e, obviamente, não estava o levando até a Deus. Aprender a cultivar a presença de Deus deveria ser um tema prioritário em nossas meditações. Mas como procurar um ser onipresente?

Jonas aprendeu sobre a onipresença de Deus da maneira mais difícil. Escondido dentro do porão de um barco tentando fugir “para longe da presença do Senhor” (Jn1:3) ele percebeu que “os olhos do Senhor estão em todo lugar contemplando os maus e os bons (Pv 15:3)”. E, depois de um tratamento super-intensivo de três dias, ele também aprendeu que os ouvidos do Senhor estão abertos para ouvir as súplicas do quebrantado seja aonde for – dentro do metrô, de um banheiro público ou dentro do ventre de um peixe. Davi também desistiu de fugir de Deus: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? ( Sl 139: 7)”.

Seria mais prático se existe um formato pré-concebido para buscar a Deus, uma espécie de roteiro que dispensasse sinceridade e desejo deixando apenas o esforço. Mas se isso acontecesse não desenvolveríamos um relacionamento saudável, pessoal e respeitoso com Ele. Como o gênio da lâmpada, Deus se tornaria um escravo de nossas vontades, tempo e decisões. Por isso, apesar de Deus estar ao nosso lado em todo o lugar e em todo o tempo, cada um de nós precisa exercitar a sua fé para sentí-Lo, vê-lo e ouví-Lo caso contrário não O perceberá.

Diante disso, consigo compreender um pouco melhor quando o Senhor Jesus lamentou quando chegou em Jerusalém. Ali nos é revelado algo do caráter divino. Deus compara seu sentimento para com o homem com o sentimento de proteção e cuidado que a galinha tem pelos seus pintinhos. Ao usar a figura de um animal, talvez o Senhor estivesse querendo nos mostrar que o Seu sentimento transcende a razão. É instintivo, é incondicional, faz parte do seu ser.

Naquela noite com aquele irmão, só pude falar um pouco da minha experiência pessoal. De como luto para quebrar paradigmas que foram incutidos na minha cabeça desde a infância sobre o “buscar a Deus.” Antes eu separava aquilo que era “espiritual” e aquilo que era “secular” no meu cotidiano. Entendia que em alguns momentos do meu dia eu poderia “buscar a Deus” e em outros momentos eu teria que fazer as coisas necessárias como estudar ou trabalhar. Hoje eu me esforço para percebê-Lo o tempo todo. Comer, dormir, namorar, jogar futebol , passear no shopping podem produzir experiências tão reais com Deus como participar de cultos, ler a bíblia ou evangelizar. Por quê? Porque Deus deseja se relacionar comigo em todo o tempo e em todo lugar. Deus não vai embora quando vou almoçar ou dormir. Todas as minhas experiências cotidianas podem ser compartilhadas com Ele. Buscá-Lo não deve ser um evento no meu dia – se Ele é o motivo da minha vida é justo que eu dedique a Ele cada segundo de todas as minhas atividades.

Penso que buscar a Deus não significa que Ele está distante e, que por isso, agora preciso estabelecer alguma forma de contato que chame a Sua atenção. Pelo contrário, creio que buscar a Deus é a reação objetiva à presença Dele. Eu O busco porque Ele está presente. Eu O procuro porque Ele já me encontrou. Eu O amo porque Ele me amou primeiro. Buscar a Deus é uma resposta à Sua busca por nós. É lembrarmos que um novo e vivo caminho para chegar até Deus foi construído por Ele mesmo. Não há restrições. Ele derrubou toda barreira de separação.

O mundo tem sede de Deus porém não consegue O perceber. Nós, peregrinos nesta terra incrédula, temos essa grande responsabilidade – uma vez que Deus está presente em todos os lugares precisamos torná-Lo visível.

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor e farei mudar a vossa sorte.” Jeremias 29:11-14ª

 

Um dia de praia

outubro 15, 2018 0 comentários

“Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento” Ec 1:14

Certa vez estava na praia e , observei uma família que chegou e se assentou próxima da minha barraca.

Era um lindo dia de sol. A mão forte e firme do pai levava uma pequena criança, talvez 5 ou 6 anos,  até a areia.  Ela logo se entreteve com todos os brinquedos que havia levado em uma grande bolsas dessas do tipo de sacolão. Ela brincou por muito tempo na areia … construiu castelos, pontes e passagens secretas cavando o chão como um tatu.  Conheceu outras crianças, de algumas ficou mais próxima e quase parecia que se conheciam há muito tempo, enquanto que de outras,  brigou, se desentendeu se afastou.  Em alguns momento do dia, por causa do forte sol ela precisou ficar na sombra. Parecia quase um castigo … queria logo sair mas o seu pai não a deixava.

Por falar no pai, ele foi sempre uma pessoa presente, mesmo quando a criança estava distraída com outras coisas. Ele passou protetor solar no corpo todo enquanto ela agachada enchia um balde com água. Ele deu muito líquido e obrigou a pequena criança parar, em alguns momentos, para comer. Mesmo brincando na beira do mar, os olhos atentos e decididos do seu pai nunca se cansaram de a vigiar.

O dia foi terminando, a praia já estava vazia e o sol começava o seu caminho para se esconder no horizonte. Escutei a voz do pai chamando o seu filho: era hora de ir embora. Após arrumar todas as coisas o pai pegou o seu filho pela mão e começaram o caminho da partida. Enquanto iam embora, a criança olhou para trás e viu que o seu lindo castelo todo murado e bem trabalhado agora estava sendo destruído pelo mar. Todos os vestígios de que ele estivera ali estavam sendo rapidamente apagados pela maré que começava a subir. Ao contrário do que imaginei, a criança não chorou, parecia que ela entendeu que as coisas da praia ficam na praia. E que apesar de toda a diversão do dia ali não era a sua casa.

Então, finalmente, vencida pelo cansaço do dia, a criança dormiu em paz, tranquilamente, no colo do seu  pai.

Naquele dia, compreendi uma lição importante. Tudo em nossa vida, todas as obras, empreendimentos, afazeres, patrimônio, bens,  e trabalhos que gastamos tanto tempo de nossa energia, é como se tudo fosse uma experiência na praia. É tudo feito de areia. Todas essas coisas irão passar. A mesma mão que me leva para a praia um dia também me levará embora dela.  Aprendi que, mais cedo ou mais tarde, as ondas do tempo virão e apagarão tudo aquilo que fiz debaixo do sol.  

Eu entendi, que quando isso acontecer, somente aquele que está no colo de Deus será capaz de gozar de um  perfeito descanso.

“Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer (…)  antes que se rompa o fio de prata e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.”Ec 12: 1, 6,7

 

O silêncio e a luneta

setembro 30, 2018 0 comentários
“Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso em silêncio.” Lamentações 3:27
Conta-se a história de um turista que, ao observar um devoto judeu orando diante do Muro das Lamentações, ficou curioso com aquele momento. Quando o judeu terminou de orar, o turista se aproximou e perguntou:
– Não pude deixar de reparar o seu momento de oração. Vi com que fervor o senhor estava batendo no peito e levantando as mãos e fiquei curioso; para que o senhor ora?
O judeu responde:
– Oro pela justiça. Oro pela saúde de minha família. Oro pela paz no mundo, especialmente em Jerusalém.
– E como você se sente? – quis saber o turista.
– Me sinto como que falando com uma parede.
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Acredito que todo cristão em algum momento da sua peregrinação já teve o mesmo sentimento do judeu da história acima. Por quase dois anos acompanhei a luta do meu sogro contra o câncer. Durante esse longo período nossa família trilhou diversos caminhos sempre na tentativa de alcançar o favor de Deus. Às vezes ficávamos eufóricos e esperançosos quando alguém contava um sonho que interpretávamos como resposta de Deus.Também ficávamos confusos e sem reação a cada exame que indicava a progressão teimosa da doença. Lutamos até o final. Oramos até o final. Então, veio o silêncio.
Neste pensamento, estou chamando de silêncio aquele momento de total perplexidade em que nossa fé se depara com uma encruzilhada. Se apresentam dois caminhos distintos: o primeiro é o caminho que afasta nossa fé de Deus. È o caminho da racionalidade humana. O seu destino é a incredulidade, o esfriamento e a decepção com Deus e com a Sua vontade. O outro caminho segue uma direção diametralmente oposta: é o caminho da fé irrestrita; do prosseguir mesmo não compreendendo os motivos; É o correr em direção a Deus com mais vigor e intensidade do que antes.
Acredito que todos os filhos de Deus irão experimentar em sua jornada esse momento de absoluto silêncio em que um caminho precisa ser escolhido. Aconteceu isso com Jó. Depois de muito falar, a escritura diz: “Fim das palavras de Jó” Jó 31:40b. Apenas quando Jó chegou no seu momento de silêncio a sua história mudou de curso. Assim como aconteceu com Jó nem sempre o Senhor nos explicará os “por quês” mas precisamos crer que em todas as coisas que nos sucedem existe um “para que”.
C.S.Lewis dizia que o sofrimento é o alto-falante de Deus. Parafraseando sua figura eu diria que quando a nossa alma fica em silêncio o Senhor nos oferece uma luneta para O contemplarmos de uma maneira mais próxima. Isso só é possível quando nos esvaziamos de toda lógica humana. Quando abandonamos os questionamentos oriundos de pensamentos corrompidos, desvirtuados e completamente limitados.
Falando assim parece ser fácil, mas definitivamente não o é. As incertezas tentam violentamente afundar nossa fé no sombrio mar da incredulidade. São nesses momentos de crise que nossa alma precisa se decidir como usaremos a luneta. Se tentarmos usar a luneta para olharmos a nós mesmos, veremos a Deus com o lado errado da luneta. Um Deus reduzido, pequeno e distante será toda a nossa conclusão.
Sei que a minha fé ainda passará por muitas provações. Sei que o Senhor não responderá todas as minhas indagações na velocidade ou na maneira que espero. Sei que ainda vou espernear, questionar e reclamar bastante. Porém na minha experiência, posso testemunhar que todas as vezes que passo por essas crises uma luneta se me apresenta. E surge uma possibilidade de enxergar a Deus de uma maneira renovada. Então, humilhado pela minha pequenez permaneço em silêncio. Resignadamente, enxugo as lágrimas dos olhos e aproximo-me da luneta como que reconhecendo que não existe outro remédio para minha alma. E, meio que despretensiosamente, começo a procurar por Ele. Ao procurá-Lo já começo a me sentir melhor. Minha fé se anima, meu coração se esquenta e a esperança renasce. Finalmente o encontro! Meu espírito sente a Sua presença e se enche de gozo. Corro em Sua direção agarrando-me em Seus braços. Ao abraçá-Lo o Espírito Santo dentro de mim confirma que estes são os braços de meu Pai. Já aquietado em Seu colo, com meu cálice transbordando de um sentimento inexplicável percebo que estou em paz. Já não preciso de respostas ou de explicações. O silêncio já não me incomoda mais. A Sua graça me bastou.
Então, o silêncio finalmente é quebrado com a chegada da adoração.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações sou exaltado na terra.” Salmos 46:10

Os conhecedores da época

agosto 20, 2018 0 comentários

 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei…” Daniel 9: 25a

Lendo sobre a II Segunda Guerra Mundial uma atitude do Hitler chamou-me a atenção; no início da guerra ele ordenou adiantar em uma hora os relógios em toda a Alemanha. Dizem que ele alterou o tempo porque queria que o exército alemão estivesse sempre à frente em relação aos seus inimigos. O mesmo principio também acontece no horário de verão. O Estado adianta em uma hora o horário oficial com o objetivo de aumentar a economia de energia elétrica. Então toda a sociedade se vê obrigada em respeitar os novos tempos. Mesmo que alguém não aceite tal determinação ele será afetado diretamente. O banco fechará às 16:00 horas do novo horário e não do horário antigo, e assim também acontece com o comércio, emprego ou cinema. Ou você se adapta ou está fora do sistema.

A Bíblia também nos adverte que os tempos e a lei serão alterados para e pela presença do anti-cristo. Se não consigo compreender completamente como ele mudará o tempo, consigo entender as conseqüências: ele magoará (ou em outras versões: esgotará) os santos do Altíssimo. O mundo está passando por uma altíssima transformação e que ninguém tenha dúvida, essa mudança é para pior “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis” (II Tm3:1). Os tempos estão sendo alterados e nosso ritmo de vida também. As exigências do mercado de trabalho impõem cada vez mais especialização e dedicação. Não é de se estranhar que o esforço para um pai de família sustentar sua casa hoje é muito mais árduo se compararmos um pai de 30 anos atrás. O sistema tem mudado. Ou você se adapta ou está fora.

Quando em Crônicas menciona-se a coroação de Davi como rei em Israel, existe uma expressão que sempre fala muito ao meu coração. Ali, quando o escritor lista as tribos que compareceram em Hebrom para “transferirem o reino de Saul segundo a palavra do Senhor”nos é dito: “Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes, e todos os seus irmãos sob suas ordens” (I Cr 12:32). Aqui existe um registro diferenciado para os da tribo de Issacar. Eles não estavam ali de qualquer maneira ou simplesmente porque todas as outras tribos também estavam o fazendo. Mas eles estavam ali porque conheciam a época e sabiam o que Israel deveria fazer. Eles estavam fazendo exatamente aquilo que aquela época exigia na perspectiva de Deus e não da dos homens.

Assim como aconteceu em Israel na época de Davi hoje, entre o povo de Deus, também existem aqueles que são capazes de discernir os tempos. Não são seduzidos pelos apelos e insinuações deste mundo. Apesar de toda mudança nos tempos, não andam segundo o relógio do mundo mas andam segundo o tempo de Deus, o verdadeiro Senhor do tempo. Enxergam o que o mundo natural não pode ver. Investem no que é eterno e não no que é passageiro. Possuem uma viva esperança que, a cada profecia que se cumpre, se fortalece mais e mais.

Fico pensando em meu cotidiano. Tenho percebido as mudanças nos tempos ou simplesmente tenho sido atropelado pelo dia a dia? Como me relaciono com meu tempo: eu o governo ou sou governado por ele? Como tenho reagido com as pressões e imposições da nossa época? Será que tenho aceitado o ritmo e o padrão de vida sugerido pelos filhos da perdição? Mesmo conhecendo o tempo, será que tenho preferido viver sob a negridão das trevas?

“E digo a vós outros que conheceis o tempo, que já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos com as armas da luz.” Romanos 13: 11-12

 

Esperança

dezembro 31, 2017 0 comentários

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança(…) “A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.” Lamentações 3:21,24

Continuo tentando “levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (II Co 10:5). A força opressora e modeladora do sistema babilônico tenta modelar meus principios, valores, hábitos e costumes. Meus olhos param de olhar para o alvo e passo a almejar pequenos “prazeres transitórios da carne” que não podem me satisfazer plenamente.

Nestes últimos dias, quando a minha esperança se perde fora de Cristo, leio o pensamento de um irmão chamado W. Graham Scroggie. Hoje, gostaria de compartilhar seu pensamento:

“Cada situação neste mundo é definido como: certo ou errado, verdade ou
mentira, luz ou trevas, santo ou profano, justo ou iníquo, céu ou inferno, de
Cristo ou de Satanás. E constantemente surgem forças malignas para o
combate: Babilônia, a Besta, o Falso Profeta e o Diabo parecem dominar o
mundo. Quando esse tipo de pensamento nos oprimir, devemos voltar ao
Apocalipse para lê-lo novamente. Lá, nós vemos que a Babilônia cairá por terra
destruída, que a Besta e Falso Profeta serão lançados no lago de fogo, e que
Satanás será atirado para dentro do abismo. Não haverá mais o errado, as
trevas, o pecado, a iniqüidade, o inferno mas a vitória será do certo, da luz, da
santidade, do céu e de Cristo.A cabeça que foi coroada com espinhos na terra, será coroada com muitos
diamantes. “O Reino do mundo tornou-se de nosso Senhor e do seu Cristo e
Eles reinarão para sempre e sempre.”

A visão final não é a de Atenas e sua filosofia, nem da Babilônia e sua luxuria,
nem de Roma e seu poder, nem de Paris e sua moda nem de Nova York e seu
comércio, nem de Londres e seu esplendor. Mas vemos a Nova Jerusalém que
se ergue com seu testemunho. Meretrizes, bestas, demônios, sapos, gafanhotos
e serpentes foram lançados para fora da cidade. E o Cordeiro que foi imolado
está no trono do universo e reinará para sempre triunfantemente.

Assim termina a revelação de Deus para o homem. História que começou em um
jardim e terminou numa cidade. E, entre esses dois cenários se ergueu uma cruz. E, através
da obra nessa cruz, a tragédia do jardim transformou-se no triunfo da cidade.”

São nossas ações, não o nosso discurso, que revelam a quem realmente servimos e o que realmente nos importa. O que me faz perder o sono? Quando meu coração sonha aonde meus sonhos costumam pousar? Aonde encontro verdadeiro gozo e paz? Sejamos sinceros, o que é ou quem é a nossa esperança?

“E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” Salmos 39:7

Ouro de Tolo

novembro 30, 2017 0 comentários
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” Mateus 7:21-23
Por volta de 1850, milhares de aventureiros viajaram para o oeste americano em busca de ouro. Eles se aglomeravam com outros tantos milhares de garimpeiros que, abandonando tudo, viajavam para a Califórnia na esperança de mudarem de vida. Ao chegarem aos seus mais variados destinos, os exploradores tinham que aprender que nem tudo que reluz é ouro. Isso porque nos leitos dos rios e em muitas rochas encontrava-se a pirita de ferro; um mineral que devido ao seu brilho e à cor amarelo-dourada parecia muito com o ouro. Com isso os garimpeiros desenvolveram técnicas para saber diferenciar entre os minerais como mordê-la ou riscá-la em alguma rocha para observar qual era a cor do risco feito. Todos temiam o engano. Ninguém desejava, depois de tanto sacrifício e trabalho duro, voltar pra casa com um falso ouro que não valia nada. Fica fácil entender porque a pirita de ferro ficou conhecida como o “Ouro de Tolo”.
Confesso que esse é um pensamento que sempre povoa a minha mente: estou no caminho certo? Estou garimpando o verdadeiro ouro de Deus ou estou sendo seduzido por aparências e enganos? Como tenho autenticado todas as situações ao meu redor? Nenhum peregrino deveria ficar desatento sobre esse assunto. A história da humanidade nos mostra que são as exceções e não a maioria que consegue discernir o real do fictício, a verdade do engano o que é de Deus e o que é imitação diabólica.
A Bíblia cita alguns heróis que souberam procurar pelo verdadeiro ouro no meio de muita falsificação e oposição. Cito apenas alguns:
Noé. Aparentemente o único homem justo e integro no meio de uma geração perversa. Por instrução divina, aparelhou uma arca escapando do castigo que sobreveio a todos. (Gn 6)
Calebe e Josué. Foram as únicas testemunhas oculares da glória e dos prodígios que o Senhor fez no Egito que entraram na Terra Prometida (Nm 13:21-23). Milhares de outras testemunhas morreram incrédulas no deserto.
Elias. Em uma das mais duras fases experimentada por Israel, o próprio Deus revela a Elias que apenas 7000 fieis não dobraram os seus joelhos a Baal (I Rs 19:18).
Daniel. Jerusalém foi destruída e os judeus foram levados cativos à Babilônia, Daniel e seus amigos conservaram-se puros e resolveram firmemente não se contaminarem com o novo estilo de vida oferecido a eles (Dn 1).
Zorobabel. O exílio na Babilônia terminou. Deus abre as portas para que Seu povo volte à Jerusalém. Uma minoria liderada por Zorobabel decide voltar e reconstruir a cidade do grande Rei (Es 2:1-2).
Temos a tendência de condenar a infidelidade do povo de Israel no passado como se a Igreja não corresse os mesmos riscos. O Espírito Santo dá uma rasteira em tal pensamento ao afirmar explicitamente que o que aconteceu no passado pode acontecer conosco também: “Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele pois, que pensa estar de pé, veja que não caia”( I Co 10:11-12). É como se Paulo estivesse dizendo: “Aquele pois, que pensa estar se enriquecendo, certifique-se de que seja do ouro verdadeiro.”
Sobre esse assunto tenho muito que falar, meus pensamentos gritam cada vez mais alto diante da eminente revelação do iníquo. Da forma como enxergo as escrituras, concluo que, infelizmente, a Igreja tem perseguido o brilho do falso ouro. Temos gasto tanto tempo, tanta energia garimpando em locais distantes do centro da vontade de Deus… A passagem postada no inicio deste texto deveria, no mínimo, gerar uma temerosa reflexão diante do Senhor sobre o que temos buscado.
Quando fico atordoado com as confusões ao meu redor corro para as escrituras com a certeza que encontrarei nelas uma âncora segura para a minha fé. Ali, lendo e pensando nesses verdadeiros servos de Deus aprendo valiosas lições sobre o nosso caminhar nesta terra. Vejo que quase sempre o ouro de Deus está longe da multidão. Geralmente o povo se contenta com o brilho e a aparência da pirita de ferro. Não testam o mineral. Acham-se ricos quando na verdade são pobres. Ao contrário dos acomodados que seguem o fluxo das tendências e correm atrás das doutrinas da moda penso nos verdadeiros garimpeiros que assim como Noé, Elias e Daniel experimentaram a solidão e o desprezo dos demais. Porém, perseveraram até o final recebendo a justa recompensa pela sua jornada. Definitivamente a voz do povo não é a voz de Deus.
Falando assim, não quero deixar a impressão que eu tenha o “mapa da mina” até mesmo porque creio que o Senhor nâo o revela de uma vez mas dia-a-dia durante a nossa peregrinação. Dessa forma, continuo a minha viagem rumo à Nova Jerusalém, tentando me enriquecer do verdadeiro ouro para que, quando chegar diante do meu Senhor, eu tenha algo de valor para lhe apresentar.
“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém queimar, sofrerá ele o dano; mas esse mesmo será salvo; todavia como que através do fogo.” I Coríntios 3: 11 – 15

Ducha Fria

agosto 20, 2007 0 comentários

“Vinde a mim vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” Mateus 12:28

Já disse muitas vezes para o meu companheiro de sauna, o irmão Mota, que a sauna sem a ducha fria não faz sentido. Ficamos ali assando naquela temperatura insuportável suando mais que tampa de chaleira sonhando com aquela deliciosa ducha fria. Provavelmente exista uma explicação cientifica que descreva o bem estar que sentimos após esse choque térmico que sofremos quando saímos da sauna e entramos na ducha fria. Também fico pensando no cenário contrário. Qual é a graça em sair de casa para tomar uma ducha gelada e passar frio? Para mim, a ducha fria justifica o calor da sauna e vice-versa.

A rebeldia do homem trouxe um caos que afetou diretamente o equilíbrio do planeta e de todos os seus habitantes. Como conseqüência do pecado, toda a humanidade, sem exceção, passa, em alguma medida, por sofrimentos. As lutas, doenças, fraquezas, dores emocionais e perdas fazem parte da experiência de todos nós. Porém, nós, filhos do Deus altíssimo devemos ter uma perspectiva completamente diferente da que tem os filhos das trevas quando passamos pelo calor do deserto. Porque diferentemente deles, podemos buscar consolo e refrigério em Deus.

Infelizmente, nós só valorizamos alguma coisa quando sentimos falta dela. Como desejar um copo de água se não sabemos o que é sede? Como alegrarmos com a luz do dia se não passarmos pela negridão da noite? Ou como teremos gratidão pela nossa saúde se nunca adoecemos? Para experimentarmos o refrigério de Deus, precisamos passar por situações de calor e sufoco.

Fico pensando na sauna; no desconforto momentâneo e no calor sufocante que sinto quando estou nela. Após a ducha fria, sinto-me incrivelmente melhor. A sensação de relaxamento é uma boa recompensa. Quando somos afligidos precisamos reconhecer que somente Deus pode oferecer a ducha fria que refrigera a nossa alma. Após desfrutarmos do consolo oferecido pelo Espírito Santo nos sentimos renovados. A paz que excede todo o entendimento nos envolve e nos faz testemunhar como Davi: “O Senhor é meu pastor. Ele refrigera a minha alma” (Sl 23).

A murmuração é o produto de uma mente que só visualiza o incômodo sufoco da situação presente e não percebe que o Senhor está logo adiante oferecendo alívio. Em breve o Senhor voltará e trará refrigério eterno sob suas asas. Como já disse alguém: “o final da história do cristão é gloriosa, cheia de paz e alegria. Se temos passado por lutas e sofrimentos é porque a nossa história ainda não acabou.” Enquanto isso não acontece, corramos diariamente para o Senhor que nos oferece uma deliciosa ducha fria para suportarmos o calor dessa vida.

“Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” Apocalipse 7:17

Colírio

junho 14, 2006 0 comentários

“Aconselho-te que de mim compres (…) colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas.” Apocalipse 3:18

Na minha primeira experiência em dirigir em estrada, aconteceu uma situação patética. Estávamos voltando do Rio de Janeiro quando, ao entrarmos em um túnel, me desesperei. Não estava conseguindo enxergar nada à minha frente. Fui diminuindo a velocidade do carro e disse para o meu pai o que estava acontecendo. “Meu filho – disse meu pai sem se exaltar – tire seu óculos escuro e você enxergará melhor”.

Ao falar da época da vinda do Senhor, a Bíblia a compara ao final de uma noite em que os peregrinos aguardam ansiosamente o nascimento do Sol da Justiça (Malaquias 4:2). “Vai a alta noite e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz” exorta o apóstolo Paulo aos romanos. Pedro também fala do nosso dever em guardarmos as profecias como “a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações” (II Pedro 1:19).

O sono e a escuridão antecederão a vinda do Senhor. A necessidade de vigilância é ainda maior nas últimas horas da noite. Quando falamos em óculos escuro logo pensamos em férias, tranqüilidade e de um belo dia de sol. Porém o seu uso em um ambiente de trevas é inconcebível. Isso porque ele só trará mais escuridão. Ficaremos confusos, faltará sabedoria para discernirmos o tempo. O Senhor aconselha a sua igreja em Laodicéia a comprar colírio para que pudessem ver. Ao comprar, eles deveriam pagar um preço. E isso é um dos pontos que nos faz recuar na caminhada cristã: não desejamos ter qualquer tipo de custo. Queremos viver um cristianismo barato que não traga sacrifícios para a nossa vida. Preferimos usar óculos escuro mesmo que seja durante a noite.

Não tenho colocado a questão do óculos escuro representando o pecado. Creio que é mais sutil do que isso. Porque o óculos em si não é a questão, mas sim o seu indevido uso durante a noite. Algumas vaidades, pequenos luxos, concessões, amizades e hábitos podem estar escurecendo a nossa visão. São as pequenas raposas que destroem o vinhedo (Cantares 2: 15).

No atual momento da história da humanidade, tirar o óculos já não é o suficiente. A igreja deve pagar o preço e comprar colírio a fim de poder enxergar. Não estamos de férias aproveitando um belo dia de sol. O período mais negro da história da humanidade se aproxima rapidamente. A besta receberá adoração de todos os que habitam sobre a terra (Apocalipse 13:8), pelejará contra os santos e os vencerá (Apocalipse 13:7) e blasfemará contra Deus difamando os que habitam no céu (Apocalipse 13:6). Não é estranho dormirmos em um momento em que o Senhor nos ordena vigiar?

O nosso descanso chegará em breve. O Sol já desponta no horizonte. Não durmamos justamente agora.

“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim como sábios, remido o tempo porque os dias são maus.” Efésios 5:14 – 16

Atalaia de Deus

junho 10, 2006 0 comentários
 “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas (…) Ora, ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21:25,28

Todos nós somos indesculpáveis diante de Deus. Nenhum homem poderá dizer diante do Tribunal do Trono Branco que não teve oportunidade em conhecer o verdadeiro Deus. “Porque os atributos invisíveis de Deus assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade claramente se reconhecem desde o principio do mundo sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas (…) porém o homem desprezou o conhecimento de Deus” (Romanos 1:20,28).

A natureza sempre foi uma testemunha poderosa em declarar a existência de Deus e o seu poder. “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmos 19:1). Quando vejo um incrédulo admirado com o universo ou com a natureza fico tentando imaginar qual é o sentido dessa apreciação se isso não o levar a conhecer a Deus. Ao observarem o mesmo pôr do sol, um cristão e um incrédulo, deverão, necessariamente, possuir sentimentos diferentes. O Espírito ilumina os olhos do nosso coração para vermos além do visível. O que para os olhos naturais significa uma determinada coisa, para nós, o significado deve ser bem diferente.

Na passagem em Lucas, o Senhor Jesus afirma que os sinais e tragédias que ocorrerão no planeta deverão produzir sentimentos opostos em seus habitantes. Enquanto as nações ficarão angustiadas e perplexas, os peregrinos se alegrarão porque a redenção se aproxima. É o mesmo cenário, mas as reações são completamente opostas: angústia para as nações e alegria para a Igreja.

Não posso ficar sem meditar nesse estranho fenômeno: que tipo de sentimento é produzido no meu interior quando assisto ao tele-jornal ou quando leio as previsões pessimistas de um relatório ambiental? Perplexidade ou Exultação? Porque quanto mais as nações se assustarem com tsunamis, terremotos, camada de ozônio e outros tantos sinais, mais alegre eu deveria ficar. Porém, a incapacidade de se ver o que não se vê desperta na Igreja o mesmo sentimento que existe entre as nações. Assim como os gentios em Romanos 1, não teremos desculpas a dar a Deus diante de tantos sinais que Ele tem dado.

A Natureza serve a Deus como um Atalaia. A cada catástrofe, a cada sinal, ela tem tocado sua trombeta anunciando o poder de Deus. Se, por um lado, a natureza tem alertado as nações sobre a brevidade do juízo divino, por outro lado, tem fortalecido a fé dos santos lembrando-lhes da promessa de novos céus e nova terra.

Estamos atentos às advertências dessa fiel sentinela? Temos escutado sua trombeta?

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos.Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas eles dizem: Não escutaremos.” Jeremias 6: 16-17