Maturidade

dezembro 5, 2019 0 comentários

“Pois com efeito, quando devíeis ser mestres,atendendo ao tempo decorrido,tendes necessidade de alguém que vos ensine de novo quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus, assim vos tornastes como necessitados de leite, e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm a as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem mas também o mal. “ Hb 5:12 – 14

 

Recentemente, na empresa que trabalho teve o dia da saúde … então todos nós fizemos alguns exames. Um deles é o exame chamado de bioimpedância que diz, baseado em algumas análises,  qual é a idade do corpo da pesssoa.O resultado não me surpreendeu, o meu corpo está 8 anos mais velho do que a minha idade biológica, ou seja, eu não estou cuidando do meu corpo de forma adequada e ele está sofrendo os efeitos do meu sedentarismo e maus hábitos.

 

Claro que fiquei pensando na aplicação dessa situação para a minha idade espiritual. Isso porque a minha idade espiritual não necessariamente acompanha a minha idade de conversão. Então eu posso ter 30 anos de conversão mas ter 5 anos de idade espiritual.

 

Como o Senhor disse a Nicodemos, um dia nascemos de novo para Deus, e nos percebemos como crianças recém nascidas desejosas e necessitadas do genuíno leite espiritual (I Pe 2:1). Descobrimos um mundo novo, passamos a entender o que está por detrás das coisas, ao avançar no entendimento ficamos sabendo que, de fato, são os agentes da dimensão espiritual que dirigem e governam a dimensão física de matéria. Então começamos aprender a orar. Exercitamos a nossa fé em conhecer cada vez mais ao próprio Deus, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo que Ele mesmo enviou para habitar dentro de nós. E, vamos crescendo e ganhando entendimento das coisas espirituais e como Hebreus testemunha de Moises, permanecemos firmes como quem vê aquele que é invisível (hb 11:27).

 

O que o escritor de hebreus define como um sinal de maturidade está justamente no fato de que um adulto tem a capacidade de discernir as questões de maneira espiritual. Isso não cai do céu ou vem automaticamente, essa capacidade de enxergar as situações pela perspectiva divina cresce e aumenta em nós pela prática, ao exercitarmos a nossa faculdade para discernir o bem e o mal em todo o momento.

 

O que caracteriza a meninice é o materialismo. É olharmos as coisas na perspectiva terrena e humana. Esquecemos que a nossa herança está nos céus (I Pe 1:4) e investimos a nossa energia em acumular tesouros na terra. Esquecemos que somos peregrinos e aguardamos a pátria celestial (Fp 3:20) e fincamos nossas raízes neste mundo. Esquecemos que o Senhor já nos tem abençoado com toda sorte de bençãos espirituais nas regiões celestiais (Ef 1:3) e não tomamos posse porque estamos focados nas bençãos materiais. Esquecemos que a nossa luta não é contra sangue e carne  mas sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes (Ef 6:12) e passamos a brigar e lutar com a esposa, o filho e os irmãos. É o que Paulo diz na lata aos corintios: “Eu porém irmãos não vos pude falar como a espirituais; e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais.””I Co 3:1 – 2

 

E assim como acontece no mundo físico, uma criança espiritual não tem tamanho nem força para lutar as guerras do Senhor. A sua carnalidade a leva sempre a correr atrás de brinquedinhos espirituais e do leitinho para o dia mas ela não tem a capacidade de absorver a energia proveniente do alimento sólido que a fortalece para a batalha. 

 

Possa o Senhor renovar a nossa mente e nos livrar da paralisia do crescimento espiritual. Para que quando estivermos diante da presença Dele venhamos a nos apresentar como soldados que combateram o bom combate.

 

“Até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, a perfeita varonilidade à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro””Ef 4:13,14