Marketing

julho 5, 2010 0 comentários

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

Uma das lições fundamentais que aprendemos quando começamos a estudar sobre o marketing é aprender a distinguir a diferença entre “desejo” e “necessidade”. Define-se como “necessidade” os estados de carência percebida. Todos nós temos muitas necessidades das mais diversas ordens: sem ar, água, descanso ou comida nenhum homem sobrevive. Além das necessidades físicas também temos necessidades sociais como: segurança, aceitação e auto-realização. Ao contrário das necessidades físicas, as nossas necessidades sociais não possuem um padrão. Elas são determinadas pela fé, hábitos, costumes e valores individuais. Já o marketing define “desejo” como as necessidades humanas moldadas pela cultura e características pessoais. Se todos precisam de comer o marketing trabalha para que você deseje comer no McDonald”s. Se todos precisam de roupas o marketing trabalha visando agregar valores reconhecidos pela sociedade nos elementos da moda visando que desejemos uma determinada marca. Os maiores casos de sucesso ao longo da história do marketing irá demonstrar como uma determinada marca e/ou produto conseguiu romper a barreira do desejo transformando-se em uma necessidade.

Lembro-me que quando estudamos esse assunto na faculdade, meu professor perguntou à turma: o sexo, então, é uma “necessidade” ou um “desejo”? Após um longo debate não conseguimos chegar à uma conclusão. E é aqui que entra o árduo e constante trabalho do diabo em seu marketing de perverter e corromper as coisas como de fato são. De tantos exemplos que poderia citar acredito que o sexo seja o mais emblemático. Que eu saiba, nunca ouvimos dizer de uma pessoa que morreu por não fazer sexo. O sexo em si, não pode ser enquadrado como uma “necessidade” mas sim em um poderoso “desejo” que exerce uma violenta pressão na tentativa de modelar nossos corações para transformar àquilo que é um desejo em uma necessidade. O diabo usa toda sua “verba” em todos os canais de comunicação existentes através das revistas, propagandas, filmes, novelas e músicas. Desde sempre, todo o sistema deste mundo trabalha conduzida sob a mão invisível de um milenar e hábil planejador. Ele aproveita a mudança hormonal nos rapazes durante a adolescência para bombardeá-los com todo o tipo de sugestões e pensamentos impuros que tentarão se aninhar em suas mentes para o resto da vida.

O sexo foi planejado por Deus e é justamente por isso que ele é tão bom. Porém o inimigo, em uma ação bem sucedida, distorceu os valores Divinos e transformou o sexo em uma necessidade desesperada de satisfação imediata dos nossos instintos sensoriais. Engana-se porém quem pensa que o sexo é uma ação errada ou “não espiritual”. A própria Bíblia nos aconselha: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Pv 5: 15 – 19). Porém a Bíblia coloca o sexo no lugar em que ele deve estar – em um momento único e íntimo de entrega dentro de um relacionamento matrimonial saudável, amoroso e respeitoso entre um homem e uma mulher. Restringir-se a fazer sexo com uma única mulher é um preço muito pequeno diante da possibilidade de experimentar o que vem a ser uma vida unida com outra pessoa plenamente. A monogamia é o testemunho triunfal de alguém que entendeu, usufrui e valoriza o sexo na perspectiva correta de Deus. A verdadeira celebração do sexo reside na fidelidade conjugal e não na insensibilidade animal que busca o prazer do momento diminuindo a outra pessoa e pensando primariamente no seu pequeno e momentâneo gozo.

Vender o sexo como uma necessidade do homem é um dos pilares da ação do inferno para corromper, inquietar e enganar nossos corações trazendo tristeza e escravidão para muitos de nós. E se: “as más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 15:33) é dever elevarmos o nosso padrão de santidade e costumes para que não nos tornemos escravos de tal devassidão.

A propaganda é bastante enganosa porém seus efeitos são muito reais. Apenas quando a luz da verdade incide em nossa percepção somos capazes de discernir as mentiras que fundamentam nossa sociedade. Quando estivermos cheios do Espírito Santo todas as algemas que nos prendem a essas questões menores serão quebradas. Os escravos de Cristo são livres e absolutamente felizes porque descobriram que a mais importante e real necessidade de todo homem também pode ser a sua maior fonte de prazer, satisfação e desejo.

“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria.” Salmos 43:4