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21 de abril de 2010

Escolhendo o nosso Rei

abril 21, 2010 0 comentários

“Tomará o melhor das vossas lavouras e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e o dará aos seus servidores. As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens e os vossos jumentos, e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá.” I Samuel 8:14 – 18

Quando o povo de Israel pediu um Rei eles não pensaram nas muitas conseqüências: eles rejeitaram o governo de Deus. Eles desejaram imitar a organização das nações gentílicas sem analisarem o alto preço que pagariam.

No texto acima vemos Deus fazendo uma longa advertência ao Seu povo dizendo da responsabilidade na escolha de um rei. Estudando um pouco sobre a estrutura econômica e política de Israel podemos perceber que a maioria do povo vivia em grande pobreza enquanto que o rei e sua corte viviam de modo regalado e confortável. Deus nunca acompanhou tal pensamento e várias vezes condenou tal cenário em Israel. Isso poderia ser comum e aceitável entre as nações pagãs mas não entre o povo de Deus.

Fico pensando em quais lições espirituais podemos aplicar para a Igreja hoje. Será que estamos “coroando “ alguns homens para serem “reis” sobre nós? Será que não temos dizimado nossos dons, talentos e bênçãos espirituais para esses homens? Será que era para ser assim: nossas reuniões, nosso ministério, nossa vida cotidiana? Será que muitos não têm ficado empobrecidos para que poucos se enriqueçam? Assim como a monarquia rejeitou o governo divino será que o sistema clerical desenvolvido pelo cristianismo ao longo da historia também não tem feito o mesmo? Qual o rei que devemos escolher então? Interessante a profecia feita sobre o futuro rei de Israel feita ainda em Deuteronômio 17. Ali, nos é predito sobre o que Deus esperava do seu ungido: “ele não multiplicará para si cavalos. Tão pouco para si multiplicará mulheres, nem multiplicará para si prata ou ouro.” Finalmente podemos ver o verdadeiro caráter do soberano Rei. Nenhum rei de Israel cumpriu tal profecia. Até mesmo o servo Davi inclinou seu coração para as mulheres, riquezas e poder. Essa profecia se cumpre apenas em Cristo, aquele que tem apenas uma noiva – a sua Igreja. Aquele que se fez pobre para nos enriquecer. Aquele que se despiu de sua glória para nos vestir com vestes de salvação.

Apesar de toda contra-cultura que insiste que coroemos homens para reinarem sobre nós, precisamos nos levantar contra toda tirania humana e proclamarmos que o Senhor Jesus, e apenas Ele, é o nosso soberano Rei.

“O Senhor será Rei sobre toda a terra, naquele dia um só será o Senhor e um só será o Seu nome” Zacarias 14:9

Hoje

abril 21, 2010 0 comentários

“Portanto não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados” Mateus 6:34

Nesses dias de gravidez tenho ouvido de muitas pessoas o conselho de aproveitar ao máximo o “filhote” enquanto ele ainda é pequeno – “Porque o tempo passa muito rápido e, quando menos percebemos, o bebê tornou-se um adulto”. Realmente a vida passa muito mais rápido que percebemos e eu tenho um palpite para isso: é porque sempre estamos olhando para o futuro e não aproveitamos plenamente o presente. Talvez uma prova que sustente a minha tese é o fato de que ninguém ainda me aconselhou a curtir e a aproveitar esse período de gravidez. Geralmente olhamos apenas para frente e perdemos o dia de hoje.

Não nos enganemos com a aparência trivial do assunto: esse é um dos maiores males da nossa sociedade consumista ocidental. A angústia gerada pelo desejo de sempre ter “algo mais” faz-nos perder a alegria, paz e o gozo de desfrutarmos do que temos hoje. A propaganda enganosa e cruel projetada por Satanás e veiculada em todos os meios de comunicação que nos atingem nos induzem a acreditar que “ter” é mais importante do que “ser”. O que nos leva correr atrás do vento o tempo inteiro aceitando usar as pesadas algemas de uma vida escravizada pela promessa de um amanhã melhor. Porém, o hoje, nada mais é do que o amanhã de ontem e, de fato, o amanhã nunca chega.

Tenho a impressão que, todos nós, temos nossos momentos de lucidez quanto a esse fato. A grande tristeza é que geralmente tal momento se dá com clareza em momentos irreversíveis: quando enterramos nossos pais e percebemos que poderíamos ter gasto mais tempo com eles. Diante de um casamento destruído descobrimos que os gestos gentis e amorosos do cotidiano foram esquecidos e agora a pessoa que você tanto amava tornou-se uma estranha. Quando os filhos crescem e se vão deixando não apenas um quarto vazio na casa mas a sensação que poderíamos ter vivido mais plenamente todos esses anos passados. Ou quando, ao adentrarmos pelos portais eternos, descobrirmos que Deus Pai, O Eterno, é uma pessoa absolutamente desconhecida das nossas vidas ficando sempre à margem das nossas decisões, tempo e desejos. Como aconselha o pregador: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirão: Não tenho neles prazer; antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens do aguaceiro; no dia em que tremerem os guardas da boca, por já serem poucos e se escurecerem os teus olhos nas janelas; e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce amendoeira, e o gafanhoto te for um peso e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; antes que se rompa o fio de prata e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântico junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. Vaidade de vaidade, diz o pregador: tudo é vaidade.” Eclesiastes 12:1 – 8

O passado já ficou pra trás, não temos como mudá-lo. O futuro não nos pertence porque: “qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” MT 6:27. É por isso que o conselho bíblico é para com o dia de Hoje: “Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” Hb 3:7 e outra vez: “exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje” Hb 3:13. Consagrar nosso dia à Deus e viver o dia presente plenamente sendo grato a Deus por todas as bênçãos e provações do cotidiano parece ser um bom conselho para que não tenhamos a sensação de que “a vida passou rápido e eu nem vi.” Como o Senhor Jesus nos aconselha não devemos andar preocupados com o amanhã, o dia de Hoje já possui as suas inquietações e alegrias.

Sei que a minha vida nunca mais será a mesma com a chegada do “filhote”. Não vou poder acordar sábado no horário que eu quiser nem jantar no sofá vendo TV. Um ciclo se encerrará e um novo se aproximará com suas sensações, alegrias e sacrifícios. Mas o que eu farei hoje? Vou ficar ansioso com o dia de amanhã e esquecer do presente? De jeito nenhum! Hoje eu vou viver cada momento da gravidez: comprar o enxoval, ler livros sobre educação de filhos, decorar o quarto e curtir o visual “barrigudo” da minha amada. É… terei um dia feliz. Hoje.

“Portanto vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim, como sábios, remindo o tempo porque os dias são maus.” Efésios 5:15,16